Café com ADM
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Adm. de empresas e a seleção do Brasil

A melhor seleção de futebol do planeta, a seleção do Brasil, acaba de ser eliminada da Copa do Mundo 2006, pela seleção da França, em um jogo teve tudo a ver com Administração de Empresas, eu explico porque. Imagine você sendo o administrador da melhor empresa do mundo, com os melhores recursos do mundo, competindo por um grande negócio, que iria lhe colocar na liderança do mercado por pelo menos mais 8 anos, (Alemanha ou Itália, terão que ganhar mais duas copas para igualar o pentacampeonato brasileiro), e você é eliminado do negócio. Isto aconteceu com a seleção brasileira e pode acontecer com uma grande empresa? A pergunta é por que? A resposta é porque você esqueceu tudo que aprendeu nos quatro anos da faculdade sobre como administrar uma empresa. Vou fazer uma analogia entre o jogo e administração de empresas e convido você a seguir o meu raciocínio. A primeira falha foi subestimar a concorrência. Em qualquer mercado, o administrador sabe que deve conhecer muito bem a concorrência para traçar sua estratégia. O Brasil subestimou a França, principalmente sua arma mais perigosa, o capitão, Zinedine Zidane. O general Zun Tzu, já nos ensinou que conhecer o inimigo e não subestimá-lo é fundamental para ganhar mercado. A estrutura segue a estratégia. Se o administrador subestima a concorrência, traça mal a estratégia, logo compromete a estrutura. O técnico Parreira armou a estrutura olhando somente para dentro da organização e esqueceu de olhar o ambiente externo. Ele optou pela produção empurrada, quando a estratégia correta seria produção puxada. Você joga de acordo com o mercado e não o contrário. Medo de mudança. Outro grande erro da administração, pois tudo muda constantemente e as organizações de ponta não podem temer a mudança. O novo slogan da Ford é Viva o Novo. O técnico teve medo e demorou para mudar o time. O medo de perder tira a vontade de ganhar. Falta de liderança. Ficou visível que o administrador Parreira não é um grande líder. Ele é morno e conservador demais. Na área técnica sua expressão era de indecisão e apatia. Na Bíblia, na carta de Timóteo a Laudiceia, está escrito: Seja quente ou seja frio, mas não seja morno. Um líder tem que ter sangue nas veias, não pode ter a apatia de uma barata. Espírito de Equipe: Nos bastidores já se comentava que os reservas estavam torcendo contra os titulares e vice-versa. E todos estavam descontentes com o técnico. Falta de motivação. O mundo é construído por pessoas motivadas. A motivação é o combustível das vitórias. Se você não tem motivação, você não tem paixão. Ficou visível a equipe desmotivada. E o administrador é que deve buscar todos os meios para motivar a sua equipe. Atitude. Quando tudo lhe faltar, tenha atitude. Quando se sentir paralisado, comece a se mexer, tenha atitude que a solução aparece. Não ficar esperando o gol ou as coisas caírem do céu, como fez a seleção brasileira. A sua atitude é que faz o resultado. Fazer o seu melhor. Quando você faz o seu melhor, independente do resultado, você é digno de ser chamado de vencedor. Ninguém da equipe fez o seu melhor, inclusive o administrador Parreira. E por último orgulho.A seleção não teve orgulho de ser brasileira. O povo brasileiro não tem a apatia, a lentidão, o descompromisso e a preguiça que mostrou a seleção brasileira. O povo brasileiro não é assim. É um povo, batalhador, persistente, alegre, otimista, empreendedor. Um povo que enfrenta as suas dificuldades e mostra grande poder de reação. Nós brasileiros temos que tirar grandes lições dessa copa. Devemos esquecer a imagem apática da nossa seleção e lembrar que o nosso país é o país do agora, do profissionalismo, da educação urgente, para nos livrarmos do fantasma do Brasil apático e construirmos uma imagem de país sério, bem administrado e vencedor. Diógenes Cezanto. Administrador de Empresas
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