Acabou o caô: o panelaço chegou!

Se a população quiser que as pessoas certas estejam nos lugares certos no momento certo, moralizando a máquina pública, expurgando elementos obscuros e imprecisos da Administração Pública e conduzindo o país para um processo de desenvolvimento sustentável, é necessário ir além das panelas e fazer a diferença nas ruas.

Faz alguns minutos que terminou a propaganda política do Partido dos Trabalhadores (PT) em que se minimizou a crise político-econômica que se instaurou no país nos últimos meses.

Contudo, o que chamou a atenção não foi a propaganda, mas, sim, o panelaço que tomou conta das ruas aqui no Rio de Janeiro: nunca antes na história deste país houve um barulho tão ensurdecedor de panela durante uma propaganda eleitoral nas ruas da Cidade Maravilhosa.

E o que significa tal iniciativa popular? Mais do que uma manifestação de repúdio à propaganda do PT, trata-se do inconformismo e da indignação dos que estão insatisfeitos com o atual estado de coisas que tomou conta do país, onde recrudescem alguns “fantasmas” da década de 1990, tais como: inflação alta, variação negativa do PIB, desemprego, dólar em elevação descontrolada, dentre outros.

Paralelamente, tem crescido uma crise institucional entre os Três Poderes, iniciada pelos desdobramentos recentes da Operação Lava-Jato e potencializada pelo conflito velado entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo e o Ministério Público da União.

Até onde isso chegará? Se nada mudar, o que veremos é o nosso país perder o seu grau de investimento perante as principais agências de risco, resultando no agravamento da atual crise econômica. Por conseguinte, a crise econômica agravará a crise político-institucional, o que resultará num possível processo de impeachment da atual Presidenta Dilma. Em suma: parece que o governo Dilma está ficando num beco sem saída.

Contudo, o que mais preocupa no momento não é tanto o agravamento da crise econômica ou os embates político-institucionais. O que mais preocupa são possíveis radicalismos sociais incitados por ambos os lados em conflito (PT e oposição). Afinal de contas, e para quem detém um mínimo de discernimento, é sabido que os atuais agentes públicos em conflito político são desprovidos de compromisso público e exemplo moral. Some-se a isso que, em diversas ocasiões, o próprio PT falou em “fazer o diabo” ou “colocar os exércitos do Stédile nas ruas” para se manter no poder, fatos que levantam suspeitas acerca de possíveis extremismos sociais advindos dessa luta política entre o partido governista e seus opositores.

À luz do exposto, parece que chegou o momento de a população ir além do panelaço, sair às ruas, ocupar lugares públicos e exigir uma mudança política, econômica e social que seja, realmente, para o bem de todos. Somente assim é que se faz mudança de fato e não somente no papel, já que não existe tratamento homeopático na política.

Se a população quiser que as pessoas certas estejam nos lugares certos no momento certo, moralizando a máquina pública, expurgando elementos obscuros e imprecisos da Administração Pública e conduzindo o país para um processo de desenvolvimento sustentável, é necessário ir além das panelas e fazer a diferença nas ruas. Foi assim que saímos de uma ditadura e será assim que escaparemos de outra que é alimentada pela corrupção e pelo patrimonialismo.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

#vemprarua e #16deagostoeuvou

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