Abrir Portas

A participação da comunidade no processo educacional escolar é um fator de grande importância na qualidade da gestão escolar. A presença de pais e alunos nas discussões sobre a política pedagógica das escolas enriquece e dá consistência às ações educacionais nas comunidades, especialmente em escolas públicas. O Inep divulgou na última semana de março/04 os dados do Censo Escolar sobre a participação da sociedade nas escolas públicas brasileiras. Os resultados da pesquisa mostram que 54% das 176.878 escolas de ensino básico da rede pública possuem, em suas gestões, a participação de alguma organização da comunidade: caixa escolar, conselho escolar ou associação de pais e mestres. Esse controle social começou a ser medido em 1998. O primeiro índice de participação foi de 46%, apontando para uma evolução de 8% em cinco anos de medição da participação comunitária nos educandários públicos do Brasil. Os dados recentes do lnep mostram que a participação nacional da sociedade é mais efetiva nas escolas estaduais, indicando que, na maior parte dos Estados, o controle social se faz presente em aproximadamente 80% das escolas das redes estaduais. O maior destaque nessa pesquisa ficou com o Distrito Federal onde mais de 98% das escolas públicas possuem algum organismo comunitário representativo. O Estado do Espírito Santo está muito aquém das médias nacionais, no que tange ao envolvimento da comunidade nos rumos das escolas públicas. Somente 47.5% das escolas estaduais congregam a participação da comunidade em suas gestões, de acordo com o Inep. Nas redes municipais do Espírito Santo o número é bem pior: 30,7% das unidades de ensino são detentoras de alguma participação comunitária regular no dia-adia escolar. Assim, das 3.734 escolas públicas capixabas, apenas 36,8% reúnem participação comunitária em suas direções. Na construção dos laços de afetividade entre a comunidade e a escola é fundamental o envolvimento de organismos comunitários no cotidiano escolar. Dessa forma, é muito importante que a escola implemente, de maneira generosa, reuniões sistemáticas, onde a proposta pedagógica e o trabalho de educar sejam discutidos com as famílias, na perspectiva de um processo educacional cidadão. Os dados do Inep mostram, para a educação pública capixaba, que é preciso uma política estadual de efetiva inserção das redes escolares nas comunidades em que estão inseridas. Pela cidadania e por uma educação inclusiva, é preciso politicamente romper muros, abrir janelas, destrancar portas e portões de nossas escolas.
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