Abra os olhos para o "ponto cego".

Mesmo atentos ao retrovisor do carro que dirigimos, corremos o risco de não enxergar aquele outro veículo em movimento ao nosso lado, o que aumenta a chance de nos envolvermos em um acidente, semelhante ao que acontece em outras perspectivas da nossa vida, quando um "ponto cego" nos atrapalha a tomar as melhores decisões.

Mesmo atentos ao retrovisor do carro que dirigimos, corremos o risco de não perceber aquele outro veículo em movimento ao nosso lado. Nosso retrovisor não registra, nós não o enxergamos, mas o outro carro está bem ali, muito perto. No trânsito, isso recebe o nome de “ponto cego”, responsável por muitas colisões no dia a dia das ruas, rodovias e até estacionamentos.

Situação semelhante acontece em diversas perspectivas da nossa vida, não apenas ao dirigir um automóvel. Volta e meia a gente se depara com algum “ponto cego” na hora de tomar determinadas decisões. São momentos em que não discernimos bem o que está acontecendo ao nosso redor nem o rumo que devemos tomar. Muitas vezes, temos dificuldade para enxergar até o que se passa dentro de nós mesmos.

Existem diversos fatores que podem limitar nossa visão, confundir nossa mente e, assim, provocar algum tipo de acidente em nossa história pessoal, dentre os quais quero destacar apenas um: a ira. Quando estamos irados com alguma situação ou com determinada pessoa, nem sempre enxergamos com precisão os perigos e as possíveis consequências negativas dos nossos atos, o que naturalmente aumente a chance de nos envolvermos em uma colisão grave com muitas perdas e danos.

Fato como este aconteceu com Davi alguns anos antes de se tornar rei de Israel, quando se sentiu ofendido por um homem chamado Nabal, que se negou a repartir da sua comida e ainda levantou suspeita sobre a origem e a dignidade de Davi. Ao se sentir desonrado por Nabal, Davi ficou muito irado e se propôs a atacar sua propriedade e matar as pessoas que ali viviam e trabalhavam, incluindo o próprio Nabal, é claro.

O futuro rei de Israel fora cegado pelo seu ego ferido e pela consequente ira, e estava prestes a fazer uma grande besteira. Mas Deus levantou uma mulher chamada Abigail para ir ao seu encontro e mostrar o erro que ele cometeria se derramasse tanto sangue apenas porque ficou nervoso ao tomar conhecimento das palavras de um tolo, referindo-se a Nabal. Um dos auges deste episódio foi o que Davi disse a Abigail no final da conversa que tiveram: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que, hoje, te enviou ao meu encontro. Bendita seja a tua prudência, Abigail, e bendita seja tu mesma, que me poupaste de derramar sangue (inocente) e que por minha própria mão me vingasse. Se Deus não te enviasse, e se tu não viesses ao meu encontro, não ficaria um só homem vivo na propriedade de Nabal até o amanhecer” 1 Samuel 25.32-35. Davi recobrou a lucidez, enxergou os perigos que estavam encobertos pela ira e então não cometeu a carnificina que estava planejando, fato que o credenciou ainda mais como rei de Israel. Que bom! Melhor assim!

Considerando que ninguém está imune ao “ponto cego”, sugiro que você leitor aproveite a ocasião para refletir se existe alguma situação ou sentimento te atrapalhando a enxergar as coisas de maneira clara e tomar as decisões que você precisa tomar de modo saudável e seguro. E, acima de tudo, considere que Deus pode te ajudar nessa hora, fazendo você enxergar os riscos e as possibilidades diante das circunstâncias. Se for o caso, peça pra Deus remover os obstáculos que impedem sua visão ou, semelhante à história de Davi, enviar alguma “Abigail” para abrir os olhos do seu coração, devolver-lhe a prudência e te livrar de grandes colisões, especialmente nos momentos de ira e ego ferido. Então, esta é a dica: Abra os olhos para o ponto-cego, não faça besteira e credencie-se para o sucesso.

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