“A VERDADEIRA DIFICULDADE NÃO ESTÁ EM ACEITAR IDÉIAS NOVAS. ESTÁ EM ESCAPAR DAS IDÉIAS ANTIGAS”

A VERDADEIRA DIFICULDADE NÃO ESTÁ EM ACEITAR IDÉIAS NOVAS. ESTÁ EM ESCAPAR DAS IDÉIAS ANTIGAS O economista inglês John Maynard Keynes, vivido de 1883-1946, o mais importante economista da primeira metade do século XX. Com exceção de Karl Marx, nenhum outro homem em toda literatura econômica causou tanto furor quanto ele, tanto na teoria como na prática econômica. São dele estas palavras do titulo deste artigo, ditas há mais de 59 anos e permanecem vivas até os dias de hoje. Por que o administrador ou o gestor ainda hoje resiste em não abandonar as idéias antigas?. Já lemos, pesquisamos, ouvimos falar, que empresas investem muito tempo e dinheiro em treinamento, reciclagem gerencial, universidade corporativa, novos modelos de administração, cursos e seminários sobre gestão empresarial, contratam consultorias para implantação de Balanced Scorecard, Planejamento Estratégico, Seis Sigmas, e varias outras ferramentas de gestão. Depois de todo esse empenho, são poucas as empresas que conseguem dar continuidade ao aprendido ou implantado. Temos informações de empresas que se empolgaram com essas ferramentas esperando resultados imediatos ou pela resistência dos executivos não conseguiram sequer iniciar o trabalho de levantamento de informações. As que conseguiram implantar com muita dificuldade, achando que não mais precisariam dos consultores para fazer uma manutenção semestral, abandonaram tão logo esses consultores deixaram a empresa. Os motivos são vários, poderíamos citar alguns, tais como: - A divulgação das vantagens e dos benéficos do planejamento não foram bem esclarecidos. - O alinhamento de todos os funcionários com o objetivo comum do novo modelo. - Não houve um comprometimento por parte dos executivos e dos funcionários. - Esperavam-se resultados imediatos e não a médio e longo prazo. - O medo de deixar de lado as idéias antigas. - A falta de visão de futuro dos empresários. - A resistência em deixar aplicar novos modelos aprendidos nos cursos e seminários. - O envolvimento diário com as atividades não deixando tempo suficiente para aprimoramento. Outro aspecto importante é que os executivos participam de palestras, cursos, etc. não com a finalidade de buscar novas técnicas, mas para manter o status. Em alguns casos também os cursos não atendem as expectativas dos participantes. Vimos aqui, que pouca coisa se aproveita ou é aplicado do que é aprendido. É uma cultura que precisa ser mudada, temos que aprender com os exemplos de países que deram certo, como o Japão que após ser praticamente destruído, se recuperou em menos de 50 anos. Todos nós sabemos o que tem que ser feito somos o povo mais versátil do mundo, talvez o mais inteligente, acostumado as incertezas, assolados pelas velhacarias dos governantes e parlamentares, que como disse Keynes, não querem se libertar das idéias antigas. Autor: Cláudio Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Professor Universitário, mais de 35 anos assessorando empresas.

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    Claudio Raza

    Claudio Raza

    Autor: Cláudio Raza; Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Pessoas para Negócio, Palestrante, Mestrado em Educação, Administração e Comunicação, Professor Universitário Uninove, mais de 35 anos assessorando empresas.
    site: www.claudioraza.com.br. E-mail: c.raza@terra.com.br


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