A vantagem competitiva das nações - Abre o olho Brasil!

A prosperidade nacional não é algo herdado, mas sim o produto do esforço criativo humano. Não é algo que emana dos dotes naturais de um país, de sua força de trabalho, das taxas de juros ou do valor da moeda, como insistem os economistas clássicos. (PORTER, 1999, p.167) A citação acima quer dizer que nenhum país é próspero porque herdou tal prosperidade, mas é próspero porque houve esforços criativos humanos. Da natureza, não herdou nada. Quer dizer que alguém trabalhou para que houvesse prosperidade. Mas o que dizer sobre os recursos naturais brasileiros, por exemplo, que desenvolvem o setor do turismo neste país, embora bastante tímido, mas com potencial capaz de sustentar comunidades com recursos herdados da própria natureza, sem gerar poluição e empregando muitos brasileiros? Por que a prosperidade deve estar relacionada com resultados de esforços criativos humanos que constroem e geram competitividade a qual depende da capacidade de uma indústria de inovar e melhorar? Será que sempre se buscará e se valorizará mais a industrialização do que a origem dos recursos que geram tais riquezas? É verdade que países norte-americanos exploram os resultados com produtos industrializados e obtém sucesso com tal atitude. Mas porque? Será que estes não têm outros recursos a explorar, então exploram os que tem condições de explorar? Porque tem-se que aderir, sem questionar muitas vezes, modelos que não condizem com a realidade do país e empenhar fôlego para tal adaptação pelo simples motivo de que nos Estados Unidos, por exemplo, deu certo... O Brasil é rico em recursos naturais, no entanto não sabe explorá-los de forma que gerem riquezas ao país a ponto de chegar ao nível do reconhecimento e importância da industrialização que resulta em riquezas em países desenvolvidos. O autor realizou um estudo sobre dez países importantes, em termos comerciais (Dinamarca, Alemanha, Itália, Japão, Coréia, Singapura, Suécia, Suíça, Reino Unido e Estado s Unidos), por acaso algum deles é subdesenvolvido? Claro, só podia ser em termos comerciais. Três deles (Estados Unidos, Japão e Alemanha) são as principais potencias do mundo. Juntos os dez países respondem por mais de 50% das exportações mundiais, no ano base da análise estatística, que foi em 1985. E qual é a nação que produz a matéria-prima para nela ser agregado valor através da industrialização? Quer dizer, então, que recursos naturais não são necessários e tampouco herdados? Algum destes países estudados possui tanto recurso natural, quanto o Brasil? Nas empresas, as palavras do dia são fusão, aliança, parceiros estratégicos, colaboração e globalização supranacional...verifica-se uma tendência crescente para experimentar várias políticas destinadas a promover a competitividade nacional desde os esforços para gerenciar as taxas de câmbio, às novas medidas para controlar o comércio, além das políticas para atenuar as medidas para controlar o comércio, além das políticas para atenuar as medidas de defesa da concorrência que em geral se revelam contraproducentes. (PORTER 1999, p. 168) Seria válido investigar os motivos pelos quais os países não ganham vantagem competitiva no setor em que são beneficiados por heranças naturais e suas implicações para a estratégia do setor e para a economia nacional, assim como o autor realizou tal investigação para identificar os motivos pelos quais os países ganham vantagem competitiva em determinados setores e suas implicações para a estratégia das empresas e para as economias nacionais. Este estudo, sobre dez países importantes em termos comerciais, levou quatro anos. E nesta pesquisa os pesquisadores evitaram os setores altamente dependentes de recursos naturais, pois esses setores não constituem a espinha dorsal das economias avançadas e a capacidade de competir nesses setores é mais explicável através da teoria clássica . (PORTER, 1999, p. 170). Tal teoria explica o êxito dos países com base nos chamados fatores de produção, como terra, mão-de-obra e recursos naturais. Com base neles os países conquistam vantagens comparativas nos setores que utilizam os fatores que possuem em abundância de forma intensa. Mas de acordo com o autor, esta teoria tem sido ofuscada, nos setores e países avançados, pela globalização da competição e pelo poder da tecnologia. E quem possui abundância destes fatores de produção, então dificilmente serão competitivos e ao contrário, serão competitivos os países que detem a tecnologia porque lá são geradas e mantidas e onde se localizam os empregos mais produtivos e as habilidades mais avançadas? Mas qual é a explicação para a competitividade nacional? Parece que se encontra em atuação um conjunto de forças de maior amplitude e complexidade, visto que um país competitivo, de acordo com PORTER, 1999, está diretamente relacionado com produtividade. Visto esta relação, supõe-se que países altamente dependentes de recursos naturais dificilmente serão competitivos, pois produtividade está ligada ao valor de produção, depende da qualidade e das características que determinam o seu preço, e da eficiência e aprimoramento e inclusive determina o salário dos empregados. Responde-se a questão inicial, a explicação para a competitividade nacional está em compreender os determinantes da produtividade e de sua taxa de crescimento O autor diz que nenhum país é competitivo em todos os setores. Indaga-se: Pode um país não ser competitivo em nenhum setor? Se a resposta for positiva, então como este sobrevive? No caso da resposta negativa, então basta alocar os recursos para usos mais produtivos e aguardar o resultado. As questões feitas no decorrer do texto: Por que algumas empresas baseadas em certos países inovam mais do que outra? Por que alguns países proporcionam um ambiente que capacitam as empresa a melhorar e a inovar com mais rapidez do que os rivais externos? (PORTER, 1999 P. 174), não foram respondidas, no entanto à inovação foi atribuída o como as empresas obtêm êxito nos mercados internacionais. A inovação, nos mercados internacionais, proporciona a vantagem competitiva quando antecipam as necessidades domésticas e externas e a informação desempenha um papel importante neste processo. Às vezes esta informação decorre de investimentos em pesquisa e desenvolvimento o que é difícil acontecer no Brasil. Será que a política de tentar imitar a vantagem competitiva de um determinado setor, por exemplo, está correta devido às desvantagens do pioneirismo, ou seria melhor ser o inovador, investindo, ampliando e evoluindo constantemente, recorrendo a obsolescência de sua vantagem competitiva criando novas vantagens antes dos concorrentes e então usufruir os benefícios gerados? Os atributos necessários para alcançar a vantagem competitiva, mencionados pelo autor, entre eles, as condição dos fatores que basicamente, mão-de-obra, território, recursos naturais, capital e infra-estrutura, determinam o fluxo do comércio e que o país exportará as mercadoria que mais utilizam os fatores de que é melhor dotado, de acordo com as doutrinas de Adam Smith e David Ricardo, são consideradas incompletas e incorretas pelo autor. Esta consideração, talvez se dá devido a afirmação dos japoneses, por exemplo, de que Somos um país insular, sem recursos naturais e que estas deficiências serviram para incitar a inovação competitiva de um país que deu certo, além de outras nações como Itália e Suíça, que transformaram suas desvantagens em vantagens competitivas. Essa transformação, ao buscar automatizar ao invés de procurar mão-de-obra mais barata, por exemplo puseram em questão as doutrinas da teoria econômica, na época. O que acontece atualmente não parece ser bem nesta seqüência, haja vista que investir em automação, por exemplo deve ser menos vantajosos do que migrar a produção para nações que possuam mão-de-obra mais barata revalorizando as premissas dos clássicos econômicos. Sobre o que requer cada atributo mencionado no texto, ao relacionar com a realidade brasileira conclui-se que há muito por fazer neste mercado que herdou da natureza, recursos suficientes para sobrevivência dos que aqui habitam, mas não para obter competitividade internacional por enquanto. Talvez porque não há exigência por mais sofisticação nos produtos e serviços, o que pressionaria a empresa a melhorar, inovar e expandir. Ou então porque os governos parecem preferir políticas que proporcionem resultados de curto prazo, facilmente perceptíveis, justamente as que retardam as inovações e por conseqüência a vantagem competitiva. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PORTER, Michael E. A Vantagem Competitiva das Nações in Competição: Estratégias Competitivas Essenciais. São Paulo, editora Campus, 2 edição, 1999.
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