A tecnologia a favor da disciplina na escola

Nessa nossa discussão, entre mim e a Arlete ela resolveu fazer esse trabalho o qual faço a ser conhecido por todos aqueles que se interessam pelo sistema de ensino. Nessa fase da Educação que é o relacionamento entre o ensino, a tecnologia e a disciplina.

COMPLEXO DE ENSINO SUPERIOR DE SANTA CATARINA - CESUSC

NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO

ARLETE GOMES BOTELHO

A TECNOLOGIA A FAVOR DA DISCIPLINA NA ESCOLA

Arroio Grande

Agosto de 2011

A

RLETE GOMES BOTELHO

A TECNOLOGIA A FAVOR DA DISCIPLINA NA ESCOLA

Projeto de Pesquisa de Especialização apresentado ao Curso de Pós-Graduação do Instituto Luterano de Educação na disciplina de Metodologia de Pesquisa.

Orientador(a): Carla Denize Ott Felcher

Arroio Grande

Junho de 2011

S

UMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 04

2. DESENVOLVIMENTO 05

2.1 OBJETIVOS 05

2.1.1 Objetivo geral 05

2.1.2 Objetivos específicos 05

2.2 Justificativa 05

2.3 Revisão Bibliográfica 07

2.4 Metodologia 10

2.5 Cronograma 10

2.6 Tabela de Custos 11

REFERÊNCIAS 12

1

INTRODUÇÃO

A tecnologia é algo que está, atualmente, presente em nossas vidas desde o momento em que nascemos. É um grande avanço da Ciência, a qual faz parte de nosso dia a dia, onde as crianças tem um verdadeiro fascínio por seu manuseio, bem como uma grande facilidade no seu domínio, o que é facilmente percebido através de simples atividades do seu cotidiano como usar o controle da televisão, celulares, brinquedos eletrônicos, computadores. É comum vermos adultos encantados e até pedirem auxílio para os pequenos no uso destes objetos.

Esta pesquisa vai observar porque esses objetos que despertam tanto o interesse dos alunos, onde o conhecimento de seu uso facilita a vida fora da escola, já que está presente em todo lugar,seja no Banco, no supermercado, na farmácia, tornam-se verdadeiros tormentos dentro dos estabelecimentos de ensino, como, por exemplo, o uso dos celulares. Por isso apresento o seguinte problema:

De que maneiras podem usar a tecnologia a favor da disciplina nos estabelecimentos escolares, em vez de criarmos, cada vez mais, regras e leis que proíbem o seu uso?

2

DESENVOLVIMENTO

2. 1 OBJETIVOS

2.1.1 Geral

● Analisar como a escola está procedendo quanto ao uso de aparelhos e instrumentos tecnológicos dentro de seu domínio.

2.1.2 Específicos

● Discutir a importância das tecnologias na sociedade atual;

● Estudar o potencial das tecnologias no contexto escolar;

● Pesquisar junto aos alunos o que pensam a respeito do uso da tecnologia na escola;

● Apontar sugestões do uso das tecnologias a favor da disciplina nos estabelecimentos escolares.

2.2 JUSTIFICATIVA

Chegamos ao século XXI e tornou-se impossível fechar os olhos para o grande avanço da tecnologia.

Infelizmente este acontecimento parece ter se transformado em um "tormento" na maioria das escolas, pois existe hoje, a disposição dos alunos, uma variedade de instrumentos e aparelhos que os estudantes têm verdadeira "adoração" por seu manuseio. Em contra partida existe a proibição destes objetos pelos estabelecimentos de ensino nas salas de aulas, onde em alguns Estados criaram-se até leis com estes fins, mas por que isto ocorre?

Segundo justificativas da maioria dos professores e equipes diretivas, o uso de celulares e calculadoras, por exemplo, seriam geradores de indisciplina no recinto escolar, bem como poderiam ser usados para fins não educativos e até atrapalhariam o aprendizado de crianças, adolescentes e jovens.

Fico a perguntar-me o que realmente causa tanta indisciplina nas nossas escolas hoje, já que isto é um fato observado por todos nós, discentes, pais e a sociedade em geral. Como educadora e também mãe de aluno, percebo o desinteresse de muitos docentes e às vezes, por alguns minutos, coloco-me no lugar dos mesmos e sabem de uma coisa? Eu também me sentiria desinteressada e desmotivada em estar diante de uma pessoa falando o tempo todo, muitas vezes como se fosse o "dono da verdade", onde o quadro de giz está cheio de informações as quais simplesmente tenho que copiar, sem nem mesmo poder questionar acontecimentos, fatos e descobertas. Isto tudo durante uma manhã ou tarde inteira, enquanto na minha casa, ou mesmo logo ali no laboratório de informática da escola, tem um aparelho simples que se chama computador onde eu posso viajar e conhecer o mundo sem sair do lugar; tenho também, em minhas mãos, um objeto pequeno escolhido com muito gosto por mim, o qual com um simples apertar de teclas podem comunicar-me com pessoas do outro lado do planeta; caso esteja com dúvida em algum cálculo, este mesmo objeto tem a capacidade de auxiliar-me com sua calculadora, apenas uma das tantas outras funções que possui, é o que chamamos celular.

Neste momento penso: E por que não usarmos estes instrumentos todos tão "cobiçados" pelos alunos a favor do nosso trabalho de educadores, já que o desinteresse leva a indisciplina e esta ao desencanto de nossos mestres? Assim, quem sabe até, acabar-se-iam os problemas por vezes muito graves de comportamento nos estabelecimentos escolares.

Com certeza é um grande desafio o uso destes objetos em sala de aula, por muitos motivos, e agora preciso ser humilde para reconhecer que o primeiro deles é admitir que nossos estudantes tenham muito mais "intimidades" com eles do que nós. Existem também os riscos de uso para fotos, por exemplo, gravação de imagens e vários acontecimentos que podem surgir. Mas quem sabe não estaria aí o meu primeiro passo em relação a esta tão falada tecnologia, trazendo o assunto ético para ser discutido com meus docentes. O que mais importante e interessante nos dias de hoje do que falarmos deste assunto com nossos pupilos?

A hora parece-me perfeita. Existem regras sim, com certeza, para tudo em convivência social precisamos delas. A diferença é quando essas regras são impostas ou criadas por "todos" os envolvidos no processo, com um olhar não de proibição pura, mas sim com a visão da ética, do respeito, da lealdade, da honestidade com o outro. Nesta linha de pensamento estaremos abrindo caminhos para o desenvolvimento de cidadãos conscientes de suas possibilidades e limites, trazendo para a escola o que o mundo todo lá fora já se delicia no seu uso: a tecnologia. Acredito que "de "brinde" ganharemos a tão "sonhada" disciplina escolar", pois haverá interesse dos educados em mostrar os conhecimentos que têm, descobrindo, junto ao seu professor, o quanto estes instrumentos podem mudar até mesmo fatos históricos.

Quando há interesse e envolvimento de todo o grupo o confronto não se faz presente, pode haver sim o conflito e este é extremamente necessário à evolução humana.

2.3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

O uso da tecnologia a favor da disciplina dentro dos estabelecimentos de ensino descritos nos estudos desta pesquisa interessa aos educadores, psicólogos, sociólogos e principalmente a orientadores educacionais e equipe diretiva, como profissionais, e a todos que quiserem descobrir caminhos para tornar a escola um lugar com menos indisciplina, regras impostas e bem mais atuantes na evolução do mundo tecnológico.

"Diga-me eu esquecerei, ensina-me e eu poderei lembrar, envolva-me e eu aprenderei."Benjamin Franklin

São comuns hoje em dia os problemas de indisciplina dentro das salas de aulas, mas ficamos surpresos ao sairmos com estes mesmos alunos, ditos "indisciplinados", ou encontrarmos em outro local, que não a escola, com seu comportamento tranquilo, educado e interessado no que estiver realizando.

"Ao eleger o aluno-problema como um empecilho ou obstáculo para o trabalho pedagógico, a categoria docente corre abertamente o risco de cometer um sério equívoco ético, que é o seguinte: não se podem atribuir à clientela escolar a responsabilidade pelas dificuldades e contratempos de nosso trabalho, nossos "acidentes de percurso". Seria o mesmo que o médico supor que o grande obstáculo da medicina atual são as novas doenças, ou o advogado admitir que as pessoas que a ele recorrem apresentam-se como um empecilho para o exercício "puro" de sua profissão. Curioso, não?" (AQUINO, JULIO GROPPA , A indisciplina e a escola atual)

É necessário trazer para nossas salas de aulas assuntos interessantes para que nossos alunos possam não simplesmente copiar ou decorar, mas sim ler, interpretar e discutir com o grupo, oportunizando, então, um espaço onde aconteça a pesquisa, a formulação de hipóteses, a busca pela resolução de situações problemas, a expressão de opiniões, levando os estudantes à construção do conhecimento e sua aplicação como tal.

"A aula que apenas repassa conhecimento, ou a escola que somente se define como
socializadora de conhecimento, não sai do ponto de partida, e, na prática, atrapalha
o aluno, porque o deixa como objeto de ensino e instrução. Vira treinamento." (DEMO, PEDRO, Educar pela pesquisa)

Educadores queixam-se muito da falta de interesse dos alunos pela sala de aula o que como consequência gera a indisciplina.

"Sem autoridade não se faz educação; o aluno precisa dela, seja para se orientar, seja para poder opor-se (o conflito com a autoridade é normal, especialmente no adolescente), no processo de constituição de sua personalidade. O que se critica é o autoritarismo, que é a negação da verdadeira autoridade, pois se baseia na coisificação, na domesticação do outro." (VASCONCELLOS, CELSO DOS S., Os desafios da indisciplina em sala de aula e na escola)

Estamos no século XXI onde as tecnologias são usadas a todo o momento desde que nascemos (babá eletrônica) e só a partir de alguns anos é que as escolas públicas começaram a adquirir laboratórios de informática, por exemplo. Os alunos comemoraram esta tão esperada chegada do que já era realidade no seu dia a dia, seja em casa ou na Lang House mais próxima, porém as escolas e professores ainda lutam na descoberta de como usar estes aparelhos sem causar "indisciplina", justificando que os estudantes só querem entrar nas páginas de relacionamentos como Orkut, Face book, MSN, Twiter e outros tantos mais. "Os alunos estão prontos para as multimídias, os professores, em geral, não." (MORAN, JOSÉ MANUEL, A integração das tecnologias na educação, p.4)

Assim a escola "defende-se", criando regras de proibição para o uso de aparelhos e instrumentos tecnológicos como celulares e calculadoras, estabelecendo até mesmo programas com bloqueio do acesso a estas redes sociais, isto tudo, até mesmo, com apoio de algumas outras instituições em alguns estados.

"A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou terça-feira (28) projeto de lei que proíbe o uso de celular em sala de aula em estabelecimentos de ensino de todo o Estado." FOLHA.COM

Devo lembrar aqui que para qualquer recurso usado, mesmo sendo o mais avançado possível, deve o educador ter sempre sua aula preparada, com objetivos definidos, do contrário ela se perderá diante da ausência de finalidade e objetividade da atividade em questão. Isto ocorre sempre em uma sala de aula, mesmo apenas usando o quadro de giz ou folhas "mimeografadas" que dirá em um laboratório de informática onde o aluno tem o domínio do seu uso bem mais que o próprio educador. "Frequentemente algumas organizações introduzem computadores, conectam as escolas com a internet e esperam que só isso melhore os problemas de ensino". ( MORAN, JOSÉ MANUEL, A integração das tecnologias na educação, p.5)

Desejo ressaltar que quando falo em tecnologia dentro da escola não me refiro apenas a computadores, mas a celulares também, pois hoje estudantes fazem uso destes mesmos antes de chegar à escola, desenvolvendo, assim, o domínio completo do seu uso. Vale lembrar que este único aparelho, "celular", traz consigo um conjunto de tarefas e funções que possibilitam ao seu usuário uma infinidade de realizações de tarefas, como o cálculo (calculadora), a comunicação (torpedo, internet, fala), horário (relógio), calendário.

"Estas tecnologias começam afetar profundamente a educação. Esta sempre esteve e continua presa a lugares e tempos determinados: escola, salas de aula, calendário escolar, grade curricular" (MORAN, JOSÉ MANUEL, A integração das tecnologias na educação, p.1)

Já que são instrumentos tão interessantes e envolventes para crianças e adolescentes deveriam ter seu uso estimulado e não proibido dentro dos estabelecimentos de ensino, pois isto possibilita ao aluno usar algo de seu total conhecimento, não como um brinquedo, mas sim facilitador nas suas tarefas e construção do conhecimento, bem como a aplicação do mesmo no seu dia a dia.

"Creio que muitos professores têm medo de revelar sua dificuldade diante do aluno. Por isso e pelo hábito mantêm uma estrutura repressiva, controladora, repetidora. Os professores percebem que precisam mudar, mas não estão preparados para experimentar com segurança" (MORAN, JOSÉ MANUEL, A integração das tecnologias na educação, p.5)

Só há envolvimento quando existe o interesse e como consequência disto nós temos a atenção, a busca pelo saber, o prazer em aprender. No momento em que isto acontece vem o prazer em realizar as atividades e aí podem surgir muitos conflitos, mas não confrontos, não a indisciplina.

Para estas situações conflitantes deve existir o espaço para o diálogo, onde certamente se faz necessária e deve acontecer a elaboração de regras, não impostas, mas construídas pelo grupo envolvido, alunos, professores, equipe diretiva e comunidade escolar, mediante a necessidade surgida. Aqui entra o trabalho do educador como mediador, onde faz nascer no grupo à necessidade de falar-se em ética, respeito pelo outro, direito a expressão do pensamento como forma de transformação de um grupo social.

"As mudanças que estão acontecendo na sociedade, mediadas pelas tecnologias em rede, são de tal magnitude que implicam- em médio prazo- em reinventar a educação como um todo, em todos os níveis e de todas as formas." (MORAN, JOSÉ MANUEL, A TV digital e a integração das tecnologias na educação)

2.4 METODOLOGIA

2.4.1 Natureza do estudo

A abordagem de pesquisa será qualitativa.

2.4.2 Caracterização do estudo

Quanto aos objetivos técnicos a pesquisa será exploratória, e os procedimentos técnicos serão estudo de caso.

2.4.3 População

Serão analisados alunos da sexta série, turma 61, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Dionísio de Magalhães, professores, pais de alunos e equipe diretiva da escola.

2.4.4 Técnica de coleta de dados

Os dados serão coletados através de observações simples, participante e também, serão realizadas algumas entrevistas.

2.5 Cronograma

Atividades

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Jan

Leitura de livros

X

X

X

Organização do projeto

X

Organização da pesquisa

X

X

Revisão da pesquisa

x

Entrega da pesquisa

X

2.6 Tabela de custos

Material de despesas

Valor R$

Folha de papel A4

8,00

Encadernação

5,00

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, MARIA ELIZABETH BIANCONCINI DE e MORAN, JOSÉ MANUEL. Integração das Tecnologias na Educação/ Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, Seed, 2005. 204 p.; il. 1. Educação a distância 2. Tecnologias 3. Multimeios. I. Brasil Ministério da Educação. Secretaria de Educação a Distância

AQUINO, JULIO GROPPA , A indisciplina e a escola atual Rev. Fac. Educ. vol.24 n.2 São Paulo July/Dec. 1998

DEMO, PEDRO, Educar pela pesquisa, 9.ed.Campinas-SP: Autores Associados 1996.120p.

FOLHA.COM 31/08/2007 - 14h23

Assembléia aprova lei que proíbe celular em sala de aula em SP

MORAN, JOSÉ MANUEL. A TV digital e a integração das tecnologias na educação Texto publicado no boletim 23 sobre Mídias Digitais do Programa Salto para o Futuro. TV Escola - SEED, novembro, 2007.

VASCONCELLOS, CELSO DOS S. Os desafios da indisciplina em sala de aula e na escola São Paulo: FDE, 1997.

Arlete- pedagoga - e-mail: arletegaucha@bol.com.br

Edson dos anjos - Consultor- e-mail: anjosedson@bol.com.br

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