A regra do jogo!

Imagine-se competindo em um jogo onde você não conhece as regras, o árbitro faz papel de carrasco...

Confesso que deliberadamente utilizei o nome de uma novela global, em uma tentativa de chamar-lhe a atenção para um assunto que julgo de extrema importância. Foi uma boa causa. Foco no artigo, que irá contribuir com o seu crescimento pessoal, profissional e poderá economizar muitos prejuízos.

Quando vamos entrar em um jogo, a primeira coisa que fazemos é combinar as regras. Esta ação é instintiva, nos dá segurança. Vivemos em um mundo permeado por regras, por leis, normativos, até mesmo regras tácitas de educação, da boa vizinhança e por aí vai. São estas regras, estas leis que nos permitem viver em sociedade. Se estas normas não existissem, não existiria nenhum traço de sociedade como conhecemos. Estaríamos de volta à época das cavernas. Tanto que punimos o transgressor de forma exemplar, para que os demais sejam catequizados, quer dizer, ensinados sobre o que toleramos ser certo ou errado, correto?

“O combinado não sai caro” – Autor desconhecido

Pois bem, imagine que agora você é um jogador, de um novo esporte que não está muito familiarizado; embora seja um esportista, possui todos os dotes físicos, desconhece as regras. Segue avançando pelo campo, porém esbarra em um adversário; a jogada é considerada falta. Quando acredita que marcou um ponto, estava impedido, e assim segue o jogo, até que frustrado, não quer mais saber deste novo esporte. Só lhe resta colocar a culpa no juiz, se sentir injustiçado.

Assim acontece diariamente com vários empreendedores, que em casos muito específicos, investem suas economias e de suas famílias em pequenos empreendimentos, porém falta-lhes realizar uma pesquisa preliminar, conhecer sobre o setor onde irá atuar, quais as peculiaridades, quais as normas, leis e regras as quais seu investimento estará submetido.

Em um atendimento empresarial, pude observar que o empresário queria descontar do primeiro salário do funcionário o custo relativo ao processo seletivo, ou seja, prática contrária ao ordenamento jurídico, podendo causar-lhe um passivo trabalhista muito superior à vantagem obtida.

Outro reclamava das exigências da vigilância sanitária. Chegou a fechar o seu negócio, e obviamente colocou a culpa na vigilância, porém as regras existiam muito antes deste imaginar em investir no ramo alimentício, ou seja, este havia entrado em uma partida sem ao menos conhecer as regras do jogo, fadado ao fracasso.

Certa empresa não se preocupava em realizar um processo de cadastro, crédito e cobrança, apenas anotava em uma caderneta. Depois de um tempo, necessitando haver os recursos que estavam em mãos de terceiros - seus clientes -, procurou um advogado, quando descobriu que legalmente não havia amparo na legislação para realização de cobrança judicial. Este acabou por levar a empresa à falência.

Obviamente que não faz necessário tornar-se um advogado, mas é crucial saber a base dos normativos que perpassam seu negócio, seja a CLT, o Código do Consumidor e algo mais específico de cada área de atuação. Estas informações podem ser obtidas através da internet, participação em seminários, palestras e cursos, bem como em instituições como o próprio SEBRAE.

Imagina estar em situação que todos os outros jogadores conhecem as regras (empregados, clientes, concorrentes, fornecedores), apenas você, o empresário, não possui nenhum conhecimento.

Informação e conhecimentos constituem o principal insumo das pequenas empresas bem-sucedidas. Boa sorte!

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