Café com ADM
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A reciprocidade do processo ensino-aprendizagem

A vida é uma escola, nela aprendemos todos os dias. Esta é uma frase comumente usada por pessoas que se impressionam com as surpresas da vida. Desta frase podemos tirar grandes lições para o processo ensino-aprendizagem. Uma das lições que nos trás tal frase é que os papéis na vida diária estão sempre se trocando, ou seja, na medida que há interações entre as pessoas, ensinamos e aprendemos de forma recíproca. Faz-me lembrar da afirmação de Luckesi (1992) ao dizer que o objetivo maior da atividade docente é que cada educando cresça e assuma uma posição de independência e reciprocidade. O ensino e a aprendizagem constituem passos dialéticos inseparáveis não por causa da existência de um ensinante e de um aprendente, como diz Weiss (apud Barros de Oliveira e Bossa, 1996), mas porque o ensino e a aprendizagem se dão reciprocamente no processo. No dizer de Luckesi, o professor detém o conhecimento mais elaborado sobre a prática social, ou seja, possui autoridade pedagógica; entretanto, precisa ter consciência de que sua aprendizagem também se dá na própria atividade de ensino. Só assim, a paixão de ensinar do professor e a paixão de aprender do aluno pode ser conquistada. Dessa forma, como a vida, a atividade escolar deve basear-se na troca de papéis, onde o processo ensino-aprendizagem se dá de forma recíproca, não diminuindo o valor da autoridade pedagógica, mas numa relação participativa. Referências Bibliográficas: BARROS DE OLIVEIRA, Vera, BOSSA, Nádia A. (Org.).
Avaliação psicopedagógica da criança de sete a onze anos. Petrópolis: Vozes, 1996. LUCKESI, C.C.

Filosofia da educação. São Paulo: Cortez, 1992.
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