A qualidade além dos processos - A gestão como papel primordial

“Muitos ainda investem tempo e dinheiro em processos e ferramentas para garantir a qualidade, mas a qualidade vai além de processos e ferramentas..."

É comum discutirmos nas Universidades e nas empresas como atingir a Qualidade plena de produtos e serviços. Discutimos até a exaustão ferramentas e procedimentos que possam estabelecer este objetivo. Nos desdobramos em teorias e teorias para definir quando e como usa-las. Reestabelecemos a ordem das rotinas revendo processos e instruções de como executar as tarefas. Buscamos a excelência com certificações, curso e afins. Sacamos a última boa nova vindo da Ásia em metodologias e novidades sobre o tema, e sentimos que estamos na vanguarda da Qualidade. Está tudo normal até aí, mas por que nem sempre conseguimos os resultados que almejamos? Por que sempre é preciso rever o tema, revisá-lo e aperfeiçoa-lo constantemente dispondo de um grande tempo e principalmente de muito dinheiro? Muitos dirão que trata-se da evolução normal do trabalho ou da evolução tecnológica, das mudanças do mercado…mas seria isso mesmo?

Muito vejo em discussões nas Universidades que o fator mais importante neste tema é posto de lado. As pessoas. Sim as pessoas! Por mais incrível e óbvio que pareça.

Hoje o enfoque sobre Qualidade está apenas em ferramentas, processos e metodologias. As pessoas, ou melhor, os colaboradores, nem sempre são parte deste processo (Apesar de sê-lo). Muitos, e vejo isso nas Universidades, passam desapercebidos por todo este contexto. Colaboradores que não sabem a razão de seu trabalho. Onde ele contribui na cadeia de valores, ou quais seriam as estratégias da empresa que atua. E por ai vai. São simplesmente o fim de algo (ou parte dele) que não há conexão neural alguma.

Um empresa que hoje possui gestores que não dividem, ou dialogam com seus colaboradores sobre: Estratégia da Empresa, papel do funcionário da Organização e suas contribuições, não conseguirá estabelecer uma real lealdade quanto a busca da Excelência (Qualidade) em seus produtos e serviços. Pode aplicar a ferramenta e a metodologia que surgir, pois terá que voltar sempre ao tema.

É preciso envolver os colaboradores para que saibam a posição que ocupam nas empresas e em suas atividades. É preciso dividir com os mesmos todo e qualquer propósito da CIA, inclusive aspectos negativos (principalmente em tempos de crise). É preciso mostrar que além de processos e ferramentas a Qualidade (Excelência) depende de pessoas. De suas escolhas e decisões. Hoje os colaboradores querem ser parte de algo, para assim poderem seguir processos e aplicar metodologias, com a sensação de fazer algo com um sentido real. E não simplesmente por fazer! E isso cabe ao gestor.

Ainda bem!

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