A problemática juvenil.

Desavisados ou despreparados governos investem ostensivamente em falsas políticas públicas. Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) apresentado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a juventude está sujeita à sérias limitações, relacionadas aos direitos básicos como o acesso ao conhecimento disponível e adequado às modernas necessidades sociais, ou ao direito de uma vida longa e saudável, muitos dos quais percebidos nos déficits educacionais, nas formas de inserção no mercado de trabalho e nos padrões de mortalidade. A abordagem que busca tratar a temática desenvolvimento juvenil, segundo o sr. Julio Jacobo Waiselfisz Coordenador Regional da Unesco em Pernambuco considera dois pólos representados bem distintos onde, de um lado, encontramos jovens excluídos do processo social, com atitudes desviantes, manifestadas em rebeldias, revoltas e delinqüências ; e do outro, jovens de classe média. Há, no entanto, um consenso claro de que em cada pólo, a inclusão ou a exclusão tem abordagens bens distintas. NÃO HÁ UM ÚNICO TIPO DE JOVEM. A cultura juvenil apresenta ambivalências evidentes: de um lado aceita os princípios da sociedade consumista e seus valores; ao mesmo tempo, tende a ser contra. Em ambos os casos as manifestações contrárias não assumem as características de protestos políticos organizados, e sim de outras formas. Na periferia, os jovens apresentam descontentamento por sua exclusão social agravada e, circunstancialmente, buscam, de forma violenta e chocante, reconhecimento e valorização como cidadãos. Nota-se, outrossim, nos jovens da classe média, a experimentação de uma nova exclusão existencial e a contestação de processos identitários que os impelem à busca de uma afirmação por meio da contestação de valores tradicionais. Ao estabelecer POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A JUVENTUDE governantes devem levar em conta esse fato e os indicadores do INDICE DE DESENVOLVIMENTO JUVENIL IDJ2003, que analisaram, basicamente, três aspectos: 1) Educação, 2) Renda e 3) Saúde. ADMINISTRAR A PROBLEMÁTICA JUVENIL é administrar, a médio e longo prazo, o DESENVOLVIMENTO SOCIAL, visto que as sociedades do futuro refletirão a atenção dada aos jovens de hoje. Desavisados ou despreparados governos populistas e assistencialistas investem ostensivamente em falsas Políticas Públicas para a Juventude. Os resultados obtidos da relação entre o PIB, o IDH (Índice De Desenvolvimento Humanos) e a Renda familiar dos nossos jovens apontam para considerações nada estimulantes: 1) Não podemos, em curto prazo, depositar esperanças na melhoria da situação econômica de nossos jovens. 2) É, também, pouco provável que haja um retrocesso nas linhas de pobreza e exclusão econômica que atingem grandes parcelas de nossa juventude. Tudo isso em função da grande concentração da renda nacional. 3) Formas diferenciadas de acesso aos benefícios sociais básicos, tais quais: educação e saúde, reforçando a vulnerabilidade de amplos segmentos populacionais. 4) Com limitadas condições de acesso educacional, o destino da grande parte da nossa juventude pode ser facilmente pré-determinado; tendo influência sobre a EMPREGABILIDADE e as PERSPECTIVAS SALARIAIS. Em outra oportunidade dissertaremos mais sobre o fator educação versus empregabilidade entre nossos jovens. Por ora, cabe-nos alertar aos governos sobre a relevância da temática administração da problemática juvenil como fator essencial ao desenvolvimento social e econômico e não simplesmente aos fatores eleitoreiros com vistas às próximas eleições.
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