A POSTURA DO EDUCADOR COMO FATOR DE REVITALIZAÇÃO DO ENSINAR E DO APRENDER NA UNIVERSIDADE

A educação é, de fato, um bem intangível e um direito inalienável do cidadão e da sociedade, que nunca deixou de existir. Trata-se, com efeito, de uma exigência fundamental do homem, que nasce com ilimitadas capacidades de agir, mas sem a habilidade de realizá-las. Portanto, no Brasil há de se estabelecer um sistema educacional republicano, democrático, abrangente e inclusivo, combinado com o crescimento econômico e com as demais políticas públicas no âmbito social. A pedagogia é aceita como um campo de conhecimento teórico-prático, isso é, uma teoria que tem por objeto refletir sobre sistemas e procedimentos de educação. Entre todas as disciplinas, a filosofia é aquela que dá maior contribuição à constituição da ciência pedagógica. Portanto, é preciso construir o compromisso social, não se tratando apenas de reformular a Universidade, é preciso que as instituições universitárias assumam a sua Revolução. Revolução essa que significa romper os modelos estabelecidos de forma processual e iniciar imediatamente a construção de uma Universidade que se reestrutura em pilares básicos da realidade social. Contudo, é preciso investir em paradigmas teóricos, que alterem substantivamente a visão epistemológica da Universidade. Romper com o conhecimento que, sob a pretensão científica, acabou por se tornar burocrático e cartorial. Investir no conhecimento vivo e continuado, substituindo a visão limitada da disciplina pela interdisciplinaridade. Reorganizar os currículos, rompendo com a concepção conteudista e imprimindo-lhes a dimensão complexa do trabalho intelectual. Associar ensino à pesquisa é ensinar investigando, investigar ensinando e ensinar a investigar. É preciso tornar o conhecimento um processo de prazer, rompendo com a burocracia acadêmica e transformando a sala de aula no espaço permanente de interação cotidiana onde a responsabilidade social das instituições universitárias se torne concreta, fazendo da teoria e da prática um todo articulado e orgânico. Na atual conjuntura em que tão poucos se colocam como sabedores de tudo e portadores de grandes soluções, lembro Sócrates, o filósofo grego, que se estendeu na condição de sábio, porque sabia que não sabia. Com a aplicabilidade inovadora da Pedagogia, do educador é exigida uma postura, desde o primeiro momento, ou seja, iniciada no ensino médio, com evolução à Universidade, pois prepararia o discente ao ingresso na academia com autonomia. Pois, o primeiro dia de aula é de suma importância, fazendo com que o discente possa se sentir assistido com confiança e crença no educador, fortalecendo uma identidade interativa. Sendo assim, o desenvolvimento desta formação deverá, sem dúvida, iniciar no ensino médio, desenvolvendo a capacidade de reflexão e a valorização de uma formação continuada. A qualidade do ensino é indispensável para assegurar à população brasileira o acesso pleno à cidadania e à inserção nas atividades produtivas, que permitam a elevação constante do nível de vida, constituindo em compromisso da Nação. Este compromisso, entretanto, não poderá ser cumprido sem a valorização do magistério, uma vez que os docentes exercem um papel decisivo no processo educacional. Professora Wanilce Pimentel Licenciada em Filosofa , Pós graduada em Metodologia do Ensino Superior e Mestranda em Meio Ambiente.
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