Café com ADM
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A palavra mágica em estratégia

Janeiro é a época dos planejamentos. Pelo menos é assim que a maioria das empresas e pessoas geralmente se comporta. Principalmente na primeira semana.

Janeiro é a época dos planejamentos. Pelo menos é assim que a maioria das empresas e pessoas geralmente se comporta. Principalmente na primeira semana. Muitos elaboram verdadeiras obras de arte em seus planejamentos, mantendo inclusive técnicas administrativas de sucesso, como o jogo de cenários. Algumas até se esforçam para realizar o planejamento e seu respectivo jogo de cenários para mais de um ano, seguindo os melhores manuais da administração.

Excelentes profissionais dedicam uma parte de seu precioso tempo durante as festividades de final de ano para planejarem as suas carreiras para o ano seguinte. Uma atitude correta e que costuma elevar bastante a autoestima e as expectativas para o ano vindouro.


Porém, por melhor que seja este trabalho, é imprescindível que uma palavra mágica se faça presente para que a objetividade seja mantida sob pena direta de ter feito apenas, na melhor das hipóteses, um belo trabalho de arte sem maiores conseqüências. Costumo dizer nas palestras que realizo pelo país que cada momento da vida, seja de pessoas ou de empresas, precisa ser planejado com esta palavra mágica: FOCO.

Eu já vi empresas com enorme potencial mercadológico e de desenvolvimento estratégico, se exasperarem por ter feito, e gasto bastante para isso, planejamentos estratégicos mirabolantes com suas divisões e departamentos e capítulos e adendos e setores....Mas, cometeram o erro de esquecer do foco. E, é obvio, que o final da história não agrada ninguém. Nem a nós, consultores, normalmente chamados como tábuas de salvação ou super herói para socorrê-las. Acreditem! Dá muito mais trabalho, com risco extremamente maior, corrigir um planejamento em andamento e com os recursos comprometidos, do que iniciar um trabalho a partir do acompanhamento de um planejamento estratégico bem elaborado e com estrutura focada nos objetivos realmente importantes.

Também já vi excelentes profissionais, com carreiras promissoras e em pleno desenvolvimento estratégico de suas vidas cometerem erros crassos a partir da falta de foco. Depois, o choro sobre o leite derramado e a lição aprendida com a situação nos mostra uma conta salgada demais para pagar.

Em negócio, assim como na vida, não existe estratégia melhor ou pior. Estratégia boa é a que atinge o resultado. O resto é erro e deve ser corrigido. E o melhor é que seja corrigido antes que ocorra.

Portanto, pense primeiro onde quer chegar e qual o melhor caminho para chegar onde você quer. Pense para onde a empresa está se dirigindo, ou sendo conduzida: contra ou a favor do mercado e dos clientes? E as decisões em sua carreira?

Depois, procure estabelecer o caminho mais curto possível para alcançar este ponto da estrada que você e sua empresa almejam. Não se perca em questões grandes demais, com problemas e variáveis demais. Procure executar a técnica de planejamento estratégico de maneira focada nos resultados. E é bom deixar bem claro que não está em questão neste artigo a validade ou a excelência da técnica de planejamento estratégico. O que está em questão é a forma como esta valiosa ferramenta é usada.

Muitos acreditam que basta um livro ou curso ou referência para efetuar um planejamento eficiente e eficaz. Isso pode até ajudar bastante a atingir a eficiência. Mas é a forma de pensar durante a elaboração deste planejamento que pode significar a grande diferença. É a forma de pensar que pode possibilitar a eficácia.

Esta forma de pensar pode ser treinada ao longo do tempo com uma outra técnica bastante importante para este fim.

A chamada técnica QOC, que explico em um dos meus livros, demonstra que a objetividade na forma de pensar deve levar em conta três importantes variáveis:

- Qualidade: todo trabalho deve ser feito o mais próximo da perfeição possível.

- Objetivo: todo trabalho deve ser concluído de forma a atender as expectativas dos clientes.

- Custo: todo trabalho deve estar baseado na melhor relação de investimento x retorno.


O grande segredo do uso não é perseguir o máximo das três variáveis. Isso é utopia. A chave do sucesso este na busca do equilíbrio o mais próximo possível deste ponto máximo. O simples uso desta ferramenta estratégica de pensamento pode ajudar consideravelmente a manter o foco necessário ao seu melhor desempenho em uma serie de atividades e atitudes no seu dia-a-dia.

E para atingir isso é preciso treino na forma de pensar. A cada instante de planejamento e decisão estabeleça três perguntas simples:

Qual o ponto máximo de qualidade que posso realizar neste trabalho?

O que meu cliente espera que seja feito?

Qual a melhor relação de investimento e retorno sobre este trabalho?

Como posso equilibrar as três repostas?


Inicialmente o desenvolvimento da técnica exige esforço para os comportamentos de perfeição exacerbada ou tecnicismo puro, mas com o tempo, os resultados aparecem na forma de atitudes focadas para o resultado.

É esse treinamento a que me refiro. Assim como o arqueiro que treina horas a fio para tingir o alvo. Ele sabe que mesmo que a flecha passe por sobre o alvo, este não foi atingido, portanto, não há mérito.

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