A onda das startups: conectando o mundo do empreendedorismo com o desenvolvimento de ideias

A popularidade do termo startup cresce a cada dia no âmbito empresarial, um termo ainda pouco conhecido pelos brasileiros, mas que está alcançando cada vez mais espaço no cotidiano dos empreendedores

A popularidade do termo startup cresce a cada dia no âmbito empresarial, um termo ainda pouco conhecido pelos brasileiros, mas que está alcançando cada vez mais espaço no cotidiano dos empreendedores.

De acordo com Pesce (2012), o termo “start” refere-se a começar e “up” acima, estando diretamente conectado ao empreendedorismo e inovação. Esta expressão denomina que, para que uma organização se torne uma startup, ela
precisa ter custos baixos e também conquistar em um pequeno espaço de tempo uma alta lucratividade.

De acordo com a Startupbase12 – plataforma de apoio às startups nacionais – os estados brasileiros que mais possuem startups são: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com 624, 194 e 170 respectivamente (STARTUPBASE, 2013).

Algumas startups atuam em mais de um setor concomitantemente e outras não tem o setor de atuação definido. Os setores em destaque são: TI e Telecom, seguido por Alimentos e Bebidas, Educação e Gestão (SEBRAE, 2015).

A seguir você entenderá as diferenças entre aceleradora, incubadora e uma lançadora de startup.

Segundo o site oficial do Programa Startup Brasil as aceleradoras são empresas privadas que têm a capacidade de fazer investimentos em geral com foco em empreendedores com negócios inovadores e que busquem um serviço de software como parte de uma solução.

Atualmente as aceleradoras são confundidas com incubadoras, mas suas principais diferenças são que as aceleradoras são empresas privadas que visam ao lucro a curto prazo, normalmente com participações acionárias nas startups aceleradas. Já as incubadoras podem ser públicas ou privadas as quais oferecem ajuda no desenvolvimento de pequenas empresas sem, necessariamente, visar o lucro (ABDALA, 2013, p. 13).

Segundo a National Business Incubation Association - NBIA (2012), a incubação de empresas envolve um processo de apoio a negócios que acelera o desenvolvimento de empresas startups com a oferta de recursos e serviços diversificados pelas equipes das incubadoras ou de sua rede de parceiros.

Atualmente, esta tipologia foi expandida para incluir as incubadoras virtuais, as incubadoras em rede, as incubadoras de impacto social, as incubadoras de cooperativas populares e as incubadoras de agronegócios. (LIMEIRA, 2013)

As incubadoras e as aceleradoras podem fazer parte de polos ou parques tecnológicos (tech parks), empreendimentos imobiliários que concentram e integram as atividades de universidades, centros de pesquisa tecnológica, empresas industriais e de serviços, e que atuam em rede com a infraestrutura de pesquisa pública e privada, tanto nacional quanto internacional. Nestes parques podem ser realizadas atividades de produção e comercialização de bens e serviços (European Commission, 2007).

Um novo termo surgiu entre as startups, a lançadora. Os estudos que falam sobre esse novo conceito ainda são escassos, mas em um artigo publicado por Targa (2015) no site Mobifeed, conseguimos encontrar a definição e as diferenças entre lançadora, aceleradora, e incubadora, onde o empreendedor e sócio da lançadora Ideia no Ar, explicou o conceito e a forma como ela funciona.

"Atuando de maneira distinta das já ‘tradicionais’ aceleradoras, a diferença entre o trabalho de uma lançadora e o de uma aceleradora é que trabalha - se desde a fase inicial do projeto.

O objetivo é conectar o mundo do empreendedorismo com o de desenvolvimento e programação. Prestando serviço de desenvolvimento do MVP (mínimo produto viável) e de assessoria na validação do modelo de negócio das startups.

A lançadora trabalha com prazo de quatro meses para que o empreendedor tenha um MVP validado, podendo até gerar receita antes de seu ‘nascimento’. O tipo de empresário que procura a lançadora com mais frequência é o típico ‘empreendedor de primeira viagem’: pessoas, geralmente, com mais de 25 anos e diferentes formações, mas que estão empreendendo pela primeira vez. Como a lançadora possui uma equipe multidisciplinar, os projetos que fazem parte do casting possuem diferentes perfis, desde aplicativos a projetos de redes sociais.

A lançadora recebe pelo serviço prestado e não fica com participação acionária ao final do projeto, segundo um dos sócios da lançadora, qualquer linguagem de desenvolvimento ou parte técnica não inviabiliza um negócio. Uma startup começa pra valer quando o MVP gera vendas ou aquisição de usuários que validam a hipótese de negócio do empreendedor."

Autores: Cassiana Ribeiro e Rafael Borges.

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