A nova aposentadoria
A nova aposentadoria

A nova aposentadoria

Como garantir a sua?

O brasileiro está vivendo mais e melhor, e isso nos remete a uma questão muito importante sobre o futuro da sua aposentadoria: O que você tem feito para garantir estabilidade financeira com a nova aposentadoria?

Segundo cálculos recentes do IBGE, a expectativa média de vida no Brasil é de 79,6 anos para mulheres e de 72,5 anos para homens. Um tempo extra em comparação com o passado recente, o que pode ser muito bem vindo e produtivo, mas que exige, além de cuidados com a saúde, planejamento adequado.

Infelizmente, não importa o quanto você tenha contribuído para a previdência social ou o seu salário na época de sua aposentadoria. O benefício a ser pago pelo INSS não será superior ao teto determinado pelo governo, que na data em que este post foi escrito é R$5.645,80.

Então, é quase impossível que a previdência oficial sirva para assegurar seu padrão atual de vida na aposentadoria.

Um dos maiores problemas que impedem as pessoas de se prevenirem quanto a essa triste realidade dos tempos de hoje, é a quase inexistência da educação financeira nas famílias brasileiras.

O governo muda as regras da aposentadoria, mas não se preocupa em educar as pessoas para estas mudanças.

Cada um é responsável por si. Não podemos esperar que o Governo (ou a Igreja) cuide de nós. Cada um deve se preocupar com sua própria aposentadoria e com sua própria educação financeira.

AS PESSOAS ESTÃO SE PROGRAMANDO PARA A NOVA APOSENTADORIA?

Quando perguntamos a pessoas que ainda não se aposentaram sobre como estão programando a nova aposentadoria, as respostas são sempre no sentido de que reconhecem a necessidade de que, apesar do futuro incerto, é preciso pensar no momento em que a aposentadoria chegará.

Mas há também aqueles que, mesmo estando empregados agora, não conseguem imaginar se chegarão a alcançar uma aposentadoria.

Muitas pessoas chegam à aposentadoria ainda com disposição e projetos de vida, mas sem recursos suficientes para colocá-los em prática.

Isso acontece porque ao longo da vida eles focaram mais atenção e preocupação com o presente não dispensando a devida importância para o futuro.

Aposentam-se e continuam trabalhando, ou porque simplesmente querem continuar ativos, ou porque precisam da renda, sem a qual teriam uma grande decadência no estilo de vida que levam.

Também têm aqueles que continuam em atividade após a aposentadoria para poder ajudar a suprir as necessidades financeiras de quem, por estar em dificuldades ou sem emprego, dependem desse auxílio.

O DINHEIRO ACABA ANTES DO MÊS.

Quando o assunto é administração do lar, o orçamento doméstico costuma ser negligenciado, e o resultado é a má administração nas contas domésticas, com as despesas descontroladas, sendo muito comum a falta do dinheiro antes do mês acabar.

É vital descobrir como administrar bem o dinheiro, saber para onde ele está indo, e a partir daí, identificar quais são os gastos excedentes.

Não se deve permitir que o futuro financeiro esteja por conta do acaso, pois uma única decisão equivocada, por impulsos momentâneos, pode levar a dificuldades que podem se estender por longos anos, e até comprometer a aposentadoria.

O objetivo da educação financeira é atingir a maturidade no controle das próprias finanças. Para isso, é necessário aprender a adiar desejos, pois o ser humano tem em sua própria natureza a busca por satisfazer suas necessidades imediatamente.

Educação financeira significa não manter dívidas ou empréstimos para pagar bens supérfluos e desejos de moda. A racionalidade no ato de comprar é o que faz o orçamento doméstico estar sempre sob controle.

É claro que aproveitar o presente é importante e saudável, sobretudo os momentos em família e entre amigos, mas para evitar decepções e garantir que sua vida seja longa e saudável depois da aposentadoria é necessário que você seja previdente.

É bastante comum algumas pessoas ficarem perdidas e sem saberem o que fazer quando se aposentam e cessam a atividade. E é exatamente por isso que é muito importante fazer um planejamento para esse momento das nossas vidas.

MAS COMO É QUE EU FAÇO PARA PLANEJAR A NOVA APOSENTADORIA ENTÃO?

Para se ter uma boa aposentadoria, é necessário certo nível de disciplina e muitas pessoas acham isso complicado, mas na verdade não precisa ser assim.

Planejar a aposentadoria é uma coisa muito curiosa.

No passado recente quando a gente pensava no aposentado, a gente costumava classifica-la como uma pessoa da “terceira idade”. Mais recentemente começou-se a usar o termo “melhor idade”.

De onde vem isso? Vem do fato de que antes, com base na expectativa de vida do brasileiro, da população em geral, pensava-se na vida das pessoas como se fosse dividida em três ciclos:

Do 0 aos 25 anos que é o primeiro um terço;

Dos 25 aos 50;

Dos 50 aos 75, que é a terceira idade (que era mais ou menos a expectativa de vida média da população).

Com base nisso, é para a faixa entre 50 e 75 anos (que hoje é chamada de “a melhor idade”), que devemos nos preparar quando falamos de aposentadoria.

É um período da vida mais prolongado em comparação com o passado recente, e também mais social, porque hoje as redes sociais e a internet permitem que essas pessoas consigam ter mais compartilhamento de informação, contato com o mundo exterior, inclusive sem estar necessariamente no mundo exterior.

Planejar com Sabedoria

O planejamento para este período da vida tem que ser feito com sabedoria, porque o tempo de vida durante a aposentadoria ficou maior.

Estamos vivendo mais tempo, e, ainda que se aposentando perto dos 65 anos, poderemos viver até perto dos 100 anos.

Estamos falando de mais da metade do período vivido antes de se aposentar e também mais do que se contribuiu para essa nova aposentadoria.

E este é hoje um grande problema dos sistemas de previdência pelo mundo afora. Por isso é preciso planejar e tem que se planejar muito bem.

Uma coisa que faz parte da preparação para a aposentadoria é o dia D do novo aposentado. O dia D é o dia em que se inicia a vida do aposentado e é um evento para o qual todo mundo tem que se preparar muito bem.

É um momento de transição da condição de uma pessoa plenamente ativa profissionalmente, que tinha o seu emprego, a sua função profissional e tinha uma rotina. E a partir do dia seguinte, não tem mais essa rotina e é aí que muita gente fica afetada e às vezes em depressão.

O QUE É QUE EU FAÇO A PARTIR DE AGORA QUANDO ACORDAR?

Antes ao acordar tinha lugar pra ir, tinha com quem conversar e interagir, o ambiente demandava as atividades para todo o dia. Mas, o que é que se faz a partir de amanhã?

Então a dica é:

É preciso se planejar para o “dia D”, se planejar para esse dia que é um dia muito especial, que é o dia em que se vai, a partir daquele momento, assumir uma nova identidade, uma nova condição que é: a partir de agora sou aposentado.

PLANEJAR A NOVA APOSENTADORIA ENVOLVE ALGUMAS ÁREAS.

Um aspecto que é fundamental no planejamento pré-aposentadoria é você pensar sobre como é que você vai equilibrar duas áreas muito importantes da sua vida, que são: seus projetos pessoais e os seus projetos profissionais.

Os Projetos Pessoais

Quando se tem 20, 25, 35, 40 anos, que é quando a maioria das pessoas trabalha mais intensamente construindo uma carreira profissional, é que muitas vezes se quer fazer coisas para as quais não sobra muito tempo.

Então, a partir da aposentadoria, tempo não será mais um grande problema para fazer todas essas coisas que não dava para fazer ao longo da vida. Só que para isso você vai precisar planejar quais serão as suas áreas de foco.

Se, por exemplo, um de seus projetos pessoais envolve viajar, é preciso ter condições para isso, é preciso ter capital, é preciso ter economias suficientes.

Se um outro de seus projetos pessoais envolve coisas mais relacionadas a atividade física, a sua saúde inclusive, a sua condição física tem que estar muito bem trabalhada e preparada para essa situação.

Então, é preciso pensar a quais projetos pessoais você desejaria se dedicar quando se aposentasse.

Pense em algo que de fato goste de fazer, e que quando está fazendo, não vê o tempo passar. Algo que ao longo da vida você ouviu dizer que você leva jeito, que você faz muito bem.

Os Projetos Profissionais

Do ponto de vista de projetos profissionais, se você pretende continuar trabalhando, desenvolvendo alguma atividade profissional remunerada ou não (que é o que muita gente faz), você pode ir acumulando conhecimento especializado e formando uma plataforma de conhecimentos, inclusive porque hoje está muito em voga.

A demanda por mão de obra qualificada, faz com que muitas empresas recorram a experiências desses profissionais aposentados, inclusive como forma de construir uma gestão de conhecimento um pouco maior. Então é uma área para a qual também é possível se planejar.

Esse planejamento faz com que aquele “baque” esperado na aposentadoria seja menor.

Aqui também vale a pena lembrar do aspecto psicológico da aposentadoria, porque entra uma questão importante que tem a ver com o relacionamento do casal.

Quando se trabalhou fora a vida inteira, a partir do momento da aposentadoria se inicia uma nova e desconhecida relação. Isso também, muitas vezes, pode se tornar mais um problema a ser administrado.

É muito importante que no seu planejamento pré-aposentadoria, você comece a fazer parte de grupos. Grupos que tenham certas afinidades de interesses.

Então, se você tem uma área em que você vai dedicar atenção nos seus projetos pessoais, pense em grupos com os quais você pode se afinizar, para que na pós aposentadoria, você esteja com novos amigos, com novos colegas.

OUTROS PONTOS IMPORTANTES.

A saúde será de suma importância para que você mantenha a sua qualidade de vida nesse período da sua melhor idade.

Seja para o seu projeto pessoal, seja para o seu projeto profissional, você vai querer poder dar o melhor de si. Inclusive para a sua própria família.

Então planeje também a sua saúde do ponto de vista da alimentação, do ponto de vista dos hábitos e das finanças.

CUIDAR DAS FINANÇAS É FUNDAMENTAL AO PLANEJAR A NOVA APOSENTADORIA.

A simples contribuição para o INSS não será suficiente. Seria bom contar com outras fontes de investimento para ter conforto financeiro para viver melhor o período da aposentadoria.

O planejamento financeiro da nova aposentadoria depende muito dos planos que cada um tem pra sua própria vida nesse período pós-aposentadoria.

É comum pessoas dedicarem a sua pós-aposentadoria para fazerem verdadeiras viagens ao redor do mundo conhecendo novos lugares, países, pessoas e culturas que sempre quis conhecer.

É claro que para esse objetivo, é preciso ter conseguido juntar reservas um pouco maiores.

Uma dica importante é você tentar reservar de cinco a dez por cento dos seus rendimentos mensais pra que você possa economizar.

A primeira vista parece que é muito difícil fazer isso, mas no fundo, no fundo a gente desperdiça muito dinheiro no dia a dia. São cafezinhos, refrigerantes, “coisinhas” em que a gente vai colocando dinheiro aqui, colocando dinheiro ali. Quando nos damos por conta, foram-se aí 50, 100, 200 reais por mês.

Não é verdade que quando colocamos algum dinheiro na carteira, aquele dinheiro voa? Você gasta sem nem se dar conta!

Mas, se ficarmos uma semana sem uma nota na carteira, não gastamos e muitas vezes percebemos que nem fez tanta falta.

É MUITO IMPORTANTE DEFINIR UMA META PARA UMA ECONOMIA MENSAL.

Numa entrevista feita com chefes de famílias com faixas etárias entre 21 a 40 anos, foi observado que quando o assunto é investimento, 75% afirmaram colocar uma parte de suas economias na caderneta de poupança, outros 25% já não guardam nada do que recebem.

Dos que guardam dinheiro em poupança, 25% tem como objetivo fazer uma reserva para fins emergenciais, outros 25% para a compra de automóvel e também outros 25% para viagens.

Observou-se também que nenhum dos entrevistados tinha o objetivo de poupar pensando na nova aposentadoria.

Para manter a boa saúde financeira, o segredo é gastar menos do que se ganha. Essa questão aparentemente deveria ser considerada simples.

Quanto antes se aprende isso, mais rápido começa o hábito de controlar o dinheiro que se ganha, melhorando as decisões quanto aos gastos e poupança, que são a base da tão sonhada estabilidade financeira, mesmo após se aposentar.

O hábito de fazer uma economia mensal, juntamente com alguns outros conhecimentos que se pode adquirir na área de investimento, é possível multiplicar o dinheiro que se conseguir poupar.

É claro que para aqueles que têm um pouco mais de ousadia e um perfil menos tradicional, a poupança, mesmo sendo um investimento muito seguro, não seria nem de longe a melhor opção de investimento pelo baixíssimo rendimento.

Quando você está disposto a entender outras opções de investimento de muito melhor remuneração, é possível fazer o seu dinheiro trabalhar pra você com rendimentos bem acima da média de mercado, o que vai ser muito útil para os seus planos pós-aposentadoria.

Escolher a forma de investir suas economias não é uma brincadeira, até porque todos sabemos que “dinheiro não aguenta desaforo”.

É preciso tratar muito bem dele agora, se também quisermos tê-lo tratando bem de nós no futuro. Na nossa nova aposentadoria.

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