A Informalidade na Economia Brasileira

Quando eu escutava falar em pirataria, informalidade, eu me lembrava logo de camelô. Eu não tinha visão do todo ou do que está por trás disso. Depois de ler o livro: Pirataria, desate esse nó do Deputado Federal e vice-presidente da CPI da pirataria Julio Lopez, pude ver que hoje a informalidade não está ligada somente aos bolsões de pobreza. A informalidade está organizada em complexas e lucrativas redes que conseguem fugir da fiscalização e do Estado. Os números da informalidade no Brasil são assustadores. Estima-se uma não arrecadação de tributos em torno de 30 bilhões de reais anuais e a não criação de 1,5 milhão de empregos. Cálculos indicam que uma redução de 20% na informalidade aumentaria a taxa de crescimento do país em 1,5% e, conseqüentemente, um aumento no PIB de 5% ao ano. A pirataria é três vezes mais lucrativa que o comercio ilegal de armas e drogas. A informalidade não é algo que ocorre somente no Brasil ou em países subdesenvolvidos. É um fenômeno mundial. O que difere é o índice de informalidade em cada economia. Na economia brasileira esse índice é de 40%, na Rússia é de 46%, na economia australiana é de 15% e na americana é de 9%. Alguns setores da nossa economia são diretamente afetados pela informalidade como, a indústria têxtil, calçados, brinquedo e informática. A dificuldade em combater a informalidade se encontra na elevada carga tributária, na complexidade da legislação, na lentidão da justiça, na deficiência da fiscalização e na corrupção de pessoas que deveriam zelar pelo erário público. Os especialista afirmam que a informalidade nunca se extinguirá, mas esta não pode prevalecer sobre a economia formal, não pode prevalecer sobre os empresários honestos que lutam dignamente dia após dia.
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