A influência do processo de identificação organizacional na escolha do cliente pela marca

O objetivo deste artigo é discutir como se dá a Influência do processo de identificação organizacional na escolha do cliente por uma marca

Através das experiências obtidas com o contato entre um indivíduo e uma determinada organização, o mesmo cria um conceito e suposições sobre a marca, podendo assim, gerar uma identificação organizacional. Entretanto, este papel não está somente nas mãos do indivíduo, e sim das organizações, que devem procurar envolver os seus clientes atuais e futuros para a criação dessa identificação e assim poder obter benefícios com esta interação.


Através de estudos voltados ao tema de Marketing, trazendo abordagem sobre a identificação da personalidade com a marca, busca-se contribuir com a discussão sobre a temática, com a intenção de provocar a reflexão e conscientização dos consumidores.

A abordagem desta temática traz discussão sobre o comportamento do homem, pois sugere entendimento sobre a identificação em perspectiva e ajudará as pessoas que trabalham com marketing por trazer aspectos e dados a serem utilizados em seus benefícios.

Entendendo as necessidades das pessoas gera-se a propaganda, nesse sentido há a importância de fazê-la perceber estas necessidades.

Ao tentar entender os motivos pelos quais as pessoas escolhem determinadas marcas pode-se citar a indução direta e indireta em que o fator mídia pode ser determinante. Os amigos também podem interferir nas escolhas, bem como nas próprias relações pessoais em que a pessoa apenas por observarem os hábitos e escolhas alheias decidem adquirir e não consideram o próprio nível de satisfação com certas marcas.

O uso da marca para aceitação de grupos sociais é outro fator que provavelmente tenha a explicação de favorecimento, ter a mesma marca de determinado grupo pode representar acolhimento, acomodação o que também não descarta a opção da marca por satisfação pessoal. Em alguns momentos cogita-se a escolha por dificuldade de inovação, pelo comodismo e costume.

Ainda pode-se destacar o requisito preço, que variavelmente pode ser meio de acesso para uns e status para outros. Encara-se nesse ponto a ostentação, que é a preocupação em usar a marca e mostrar para a sociedade que pode consumir.

Visto isso percebe-se na contemporaneidade capitalista a enorme "necessidade" das pessoas em adquirirem bens, terem posses e consumirem, por vezes exacerbadamente, mesmo sem perceberem a logística da propaganda e seus interesses por vezes ocultos na marca.

A comunicação empresarial pode ser vista como um alicerce fundamental na construção da formação da identidade pessoal, social e organizacional.

Em suma, os níveis individual, interpessoal, organizacional e societário estãoem constante interação. As relações de um nível para outro são complexas e interdependentes. O indivíduo se desenvolve e constrói a sua identidade em sua relação com o outro e, também, por sua inserção em contexto organizacional e social específico.

O constante consumo de bens duráveis e não duráveis, materiais e imateriais faz parte do cotidiano e estrutura valores que constroem identidade, regulam relações sociais e definem as interações culturais. Um pensamento capaz de ler os significados culturais do consumo possui uma grande importância antropológica e comunicacional já que os bens são investidos de valores para expressar idéias, princípios, provocar transformações e criar permanências. Como reflexão final fica a questão que a marca aparece como estratégia do mercado contemporâneo, porém muitas vezes a mesma é interiorizada pelo consumidor final, adotando este involuntariamente inclusive a identidade da organização.



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