Café com ADM
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A Importância de Cultivar um Relacionamento

Todo relacionamento deve ser constante, genuíno, e preferencialmente transparente, seja na vida pessoal ou profissional. É claro que nos relacionamentos, às vezes, esperamos uma retribuição, mas não necessariamente da mesma pessoa. É como se fosse um bumerangue. Nós damos algo a alguém e vamos receber depois, mas não necessariamente da mesma pessoa. É como se tivéssemos uma energia de predisposição a ajudar, a nos relacionarmos. Temos que acreditar na energia do relacionamento. No circuito profissional é um fator fundamental termos um bom relacionamento, já que em todas as situações com as quais nos deparamos há uma predisposição a sermos mais condescendentes, flexíveis, para compreender os erros das pessoas, quando temos um bom relacionamento. Se temos algum problema de interação com determinadas pessoas, também partiremos do pressuposto dessas relações, para julgarmos a intensidade do problema. O relacionamento também é construído através da reputação que é desenvolvida ao longo de muitos anos de carreira e deve ter constância. É muito importante preocupar-nos com a nossa reputação que é construída com as pessoas, porque fazem muita diferença no momento dos nossos relacionamentos. Os profissionais vão desculpar ou oferecer justificativas de alguns equívocos que cometemos em função da reputação e da credibilidade que temos. Se acreditamos que uma secretária é responsável e ela chegou atrasada, vamos justificar: - Ela deve ter tido algum problema. Entretanto, se achamos que o perfil dela é de uma pessoa atrapalhada e confusa, quando ela se atrasar, vamos apenas ratificar que ela só chegou mais uma vez atrasada porque ela é assim mesmo. O mesmo tipo de comportamento é interpretado de formas diferentes com base na reputação que se cria ao longo de sua carreira e na vida pessoal. O relacionamento passa a ser um referencial de credibilidade e confiabilidade, muitas vezes, porque somos indicados por outras pessoas. Temos um referencial de um relacionamento que acaba se tornando um multiplicador de negócios. Às vezes achamos que um relacionamento profissional deve ser de uma única natureza, mas não é o que ocorre na prática. A profundidade e a intimidade podem variar de intensidade, dependendo da relação. Cultivar relacionamentos genuínos muitas vezes é confundido com o "ser" e o "estar". As pessoas às vezes assumem cadeiras de responsabilidade: uma diretoria de marketing, a presidência de uma corporação; mas esse é um status momentâneo do profissional que a ocupa. Se durante esse período o profissional não cultivar verdadeiros relacionamentos, quando sair dessa posição, não terá base inclusive para dar continuidade à carreira, porque ela é construída por fatores comportamentais e técnicos. Quem se baseia somente em competências técnicas vai ficar tecnicamente muito reconhecido, mas terá problemas de relacionamento. Quem gostaria de trabalhar com alguém que fosse de difícil acesso? De difícil negociação? De difícil interação? Hoje passamos a maior parte da nossa vida com as pessoas do trabalho, se não tivermos um ambiente gostoso para trabalharmos, se não tivermos colegas de trabalho agradáveis de se conviver, estaremos reduzindo nossa vida no cumprimento de atividades e deveres. Podemos e devemos fazer nossa vida produtiva através daquilo que temos prazer, que são estimulantes. Teremos maior competência, porque temos predisposição interna para nos doarmos. Vemos vários executivos que construíram uma base de relacionamento muito fraca passarem pela RightSaadFellipelli. Eles se apegaram mais a cadeira que ocupavam ao que eram como profissionais. Portanto, é difícil resgatar a identidade de suas características e o que ele era na empresa. Esses profissionais sofrem muito por perderem um sobrenome, uma posição e o status artificial. E isto só ocorre porque as pessoas vivem deste status que veio da cadeira na qual elas estavam sentadas. Esses profissionais ficaram muito centrados no que estavam vivendo, que esquecem de pensar que um dia, que podem não estar mais lá futuramente. Em um modelo de mudança, acabam tendo surpresas, porque ficaram muito presos ao dia a dia. O que vemos é que as pessoas se concentram tanto na cobrança dos resultados do dia a dia, na pressão da rotina, de como entregar resultados, como conseguir bônus, de como fazer as empresas crescerem, que acabam não investindo tempo no cultivo dos relacionamentos, não só pelo futuro, mas porque uma carreira se constrói a longo prazo. Nós não podemos pensar só em objetivos de resultados, em questões só numéricas. É como se viéssemos numa sociedade de modelo americano, racional, de toma lá dá cá. Eu só faço algo se tiver uma vantagem, uma questão quantitativa, não qualitativa. São elos não significativos, que não tem grande durabilidade, que só permanecem enquanto o profissional está no cargo. Relacionamento se consegue com a valorização da diversidade. Não tem que esperar que os outros tenham a mesma expectativa, as mesmas formas de atuação. É sempre um querer ser mais igual que o outro. Se eu tenho uma necessidade e o outro tem uma diferente, a minha não é mais importante que a dele, são posições diferentes. Também é um equívoco confundir: cultivar relacionamento com marketing de si próprio. Marketing pessoal nem sempre é bem visto pelos profissionais, e sendo assim, eles preferem não cultivar relacionamentos, para não serem confundidos com aqueles que fazem marketing de si mesmos. Há um limite das pessoas que usam um marketing pessoal de maneira falsa, por um outro lado, há uma questão que é real, trata-se a do interesse pelo outro, a do relacionamento genuíno. Cultivar relacionamentos deve ser uma tarefa constante, parte do dia a dia do profissional, assim como tomar banho, escovar os dentes e almoçar. Adriana Fellipelli ...
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