A importância de cuidar do cérebro

No mundo atual, dominado por imagens em aceleração, que focadas no caos e na desarmonia inquietam a mente, as pessoas deixam de utilizar suas capacitações para vivenciar e sentir intuitivamente o que se passa ao seu redor

O cérebro é o principal órgão dos seres humanos, pois além de coordenar o corpo e regular as funções inconscientes, é o órgão que permite o contato com o eu interior e com mundo exterior. As grandes preocupações sobre os recentes casos de microcefalia em recém-nascidos não são por acaso. Devemos ter todo o cuidado na preservação do crânio. A humanidade tem sido displicente nisso. Um dos exemplos são as lutas de boxe que já fizeram incontáveis vítimas de traumas cerebrais, arruinando muitas vidas.

Essa questão é retratada no filme Um homem entre gigantes, em que o médico nigeriano Benett Omalu, interpretado por Will Smith, descobre que as pancadas na cabeça nos jogadores de futebol americano provocaram graves e imperceptíveis traumas e danos que se manifestaram mais tarde, impedindo o funcionamento normal do cérebro, levando as vítimas ao desespero e a grande sofrimento. No filme, observa-se o descuido com o cérebro, o mais importante órgão para a vida que nos dá consciência do existir, que foi exposto ao impacto de golpes violentos.

As descobertas do Dr. Benett se chocam com os interesses econômicos dos empresários e da cidade, devido ao grande volume de dinheiro envolvido pelo esporte, a própria cultura de massa e o estado mental coletivo. Apesar de toda a indignação do Dr. Benett, o filme dá uma costurada no politicamente correto, pois diante dos interesses particulares, a verdade é sempre tida como inconveniente. A generosidade não consegue promover a melhora.

No mundo atual, dominado por imagens em aceleração, que focadas no caos e na desarmonia inquietam a mente, as pessoas deixam de utilizar suas capacitações para vivenciar e sentir intuitivamente o que se passa ao seu redor, prendendo-se ao nível rasteiro das ninharias da vida. O cérebro está sendo alvo de interferências que o vão adaptando e moldam o comportamento das novas gerações ao meio hostil e competitivo da atualidade, com pouca empatia e cordialidade, cortando a conexão com a vida real. A própria individualidade está perdendo a oportunidade de se fortalecer com as análises sobre a vida, adentrando numa forma de viver superficial e ilusória, sem que estejam sendo feitas pesquisas e estudos sobre as consequências dessa mecanização do ser.

Vivemos numa época caótica cuja loucura e insensatez tendem a aumentar. Uma superdose de estresse, descontentamento e tristeza moldam o querer. Em vez de ficarem se esmurrando ou dando cabeçadas nos estádios de futebol, melhor fariam se os torcedores se lançassem na conquista do aprimoramento pessoal e do saber do significado da vida, como uma atividade natural do ser humano. No entanto isso tem sido relegado ao plano secundário, pois prevalece a busca por prazeres e divertimentos numa forma de viver medíocre que não olha para a própria qualidade como ser humano, nem ao que se passa no interior do cérebro, no âmago dos pensamentos, buscando saber a razão da vontade e das atitudes.

O travamento e afastamento do eu interior acarretou o aumento do descontentamento e doenças. Nossos destinos se tornaram invisíveis para nós, além de nossa capacidade de ver, compreender e controlar. No entanto poderemos adquirir o saber de que tudo é regido pelo funcionamento automático das leis da Criação que expressam a Vontade do Criador, que em sua perfeição trazem para cada pessoa a colheita de tudo que semeou com o seu querer, pensamentos e ações, e assim buscar a cura.

O aprimoramento humano é infindável. A busca da espiritualidade natural cultiva o saber e apreciação das belezas da natureza no poder do silêncio. É importante ter a consciência de si mesmo, da Criação e de suas leis que atuam como necessário fator de humanização do ser, dirigindo a energia para ampliar o saber, a paz interior e a alegria.

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