A importância da informação colaborativa para o trabalho de instituições de segurança públicas e privadas

Veja como a informação colaborativa, realizada por meio de grupos de alerta no WhatsApp, tem sido importante para a realização do trabalho de instituições públicas e privadas

O constante crescimento do mercado digital faz com que seja importante para qualquer pessoa ou organização estar atenta às novas tecnologias, acompanhar as tendências do mercado e saber utilizá-las, quando for necessário. Umas das áreas que mais passou por transformações com a progressiva mudança de tecnologias e comportamento da população foi a comunicação social. Passando pelas mídias impressas, analógicas e digitais, chegamos na era da comunicação digital móvel, onde cada indivíduo possui um smartphone e tem a possibilidade de propagar um fato ou acontecimento, por meio das redes sociais ou aplicativos de mensagens instantâneas.

O novo comportamento da população potencializou um antigo modelo de comunicação: a informação colaborativa. A troca de informações com o objetivo de colaborar para o alcance de um resultado único, realizada por meio de aplicativos de mensagens instantâneas, tem gerado resultados positivos para instituições públicas e privadas, que dependem de informação em massa, assim como aconteceu com o 31º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Com o notável aumento do número de crimes em todo o estado do Rio de Janeiro, moradores dos sub-bairros Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca começaram a buscar alternativas digitais para poder auxiliar os órgãos de segurança pública no combate à violência na região. Uma das primeiras estratégias adotadas, com o objetivo de divulgar alertas de crimes, foi a criação das páginas Alerta Barra, Alerta Recreio e Alerta Jardim Oceânico no Facebook. Segundo uma matéria publicada no Jornal O Globo , a primeira página surgiu no dia 17 de novembro de 2016, no mesmo dia em que uma moradora da região foi esfaqueada por um assaltante durante um roubo. As páginas, disponibilizadas dentro da maior rede social do mundo, permite apenas que administradores façam publicações e seus seguidores têm somente a possibilidade de comentar e compartilhar as informações.

Após a criação das páginas, buscando dar voz imediata a população, em caso de informações de ocorrências que estejam acontecendo em tempo real, foram criados grupos no WhatsApp, que é o aplicativo de mensagem instantânea mais popular no Brasil. Os grupos contam com a participação de policiais do 31º Batalhão da Polícia Militar, que é o batalhão responsável pela segurança dos bairros Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e adjacências, o que possibilita uma agilidade no atendimento de ocorrências e denúncias. Na mesma matéria publicada pelo Jornal O Globo, o comandante do batalhão na ocasião, confirmou que seus agentes participavam destes grupos e destacou a importância do uso de recursos tecnológicos. Para ele, os alertas possibilitaram reações mais rápidas, o que ajudou a conseguir melhores resultados.

Os grupos de alerta Barra, Jardim Oceânico e Recreio, que não substituem o 190, que é o canal oficial da polícia, foram criados para serem utilizados como plataforma de troca de informações colaborativas, sobre ocorrências que necessitam da ação imediata da policia, buscando ajudar os policiais do 31º BPM na solução de crimes. Contando com a participação de policiais, as plataformas reúnem moradores da região de abrangência, possibilitando-os de comunicarem um alerta, 24 horas por dia. Assim que o alerta é recebido e as informações são analisadas, imediatamente uma viatura da Polícia Militar é enviada ao local.

Pelo fato de contar com a participação de policias do 31º Batalhão da Polícia Militar e diferentes indivíduos da sociedade civil, é necessário um trabalho de monitoramento e controle para manter o foco do grupo. Para isso, administradores estabeleceram um controle de acesso e regras de participação.

Para ter acesso aos grupos, além de ter que ser morador da região e receber uma indicação, o indivíduo deve preencher um formulário de solicitação. A solicitação passa por uma análise dos administradores e caso seja aprovada, a pessoa é alocada no grupo referente ao sub-bairro que mora.

Como em qualquer organização social, que tenha a participação de um grande número de pessoas, foi necessária a existência de regras, que ficam expostas em uma lista na descrição de todos os grupos. A punição para o descumprimento de alguma das regras estabelecidas é a exclusão do grupo.

Desde o início dessa parceria com sociedade civil, a troca de informações colaborativas, realizada por meio dos grupos de Alertas Barra, Recreio e Jardim Oceânico ajudaram o 31º Batalhão da Polícia Militar a solucionarem diversas ocorrências, resultando prisões, apreensões e recuperações de bens.

Sendo assim, diante do caso apresentado, nota-se como a troca de informações colaborativas, realizada por meio de grupos de aplicativos de mensagens instantâneas, é uma forte aliada para a realização do trabalho de empresas privadas e órgãos públicos, que dependem da informação em massa.

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    Waldair Santana

    Waldair Santana

    Waldair Santana é analista de mídias digitais, professor/ tutor de Marketing Digital e co-fundador da Soma 3 - Facebook ADS e Posts Patrocinados, formado em Marketing pela Universidade Carioca (Unicarioca) e estudante de MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais pela Universidade Estácio de Sá.
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