A Evolução do Website - II

Os quatro últimos níveis

No artigo anterior fizemos uma introdução sobre 6 níveis de evolução do website. Trata-se de um assunto da maior importância tanto para contratantes quanto para os consultores das produtoras web. Aqui damos continuidade à abordagem.

3. WebSite Comercial



Esse é, necessariamente, um website dinâmico que contêm as informações de um website estruturado e com base de dados na Internet. Essa base de dados permite transações de cadastramento e comércio pouco seguras e com baixa escalabilidade. No website comercial é necessário o módulo administrativo, para que a produtividade aumente e o controle das transações e demais ferramentas administrativas tais como indicadores de resultado e de tendência sejam geridos com eficácia. Neste nível de evolução, a empresa está aprendendo a lidar com o novo recurso e, muitas vezes, seus colaboradores precisam de treinamento para que entendam exatamente o que será oferecido. Dependendo do porte da instituição, soluções simples podem ser suficientes; mas quando o volume de informações veiculadas é grande, o sistema pode se tornar lento, dispendioso e inseguro. O website ainda não está integrado ao sistema de outra empresa, mas já se pode pensar, em alguns casos, em integrá-lo ao sistema da própria empresa.



4. A Intranet

Em grandes empresas, esse nível de evolução ocorre em momentos distintos, mas é especialmente útil para a redução de custos de serviço, produção, retrabalho, etc. Dependendo da estrutura e do grau de profissionalismo corporativo, já se pensa na integração de processos utilizando-se bases de dados, ferramentas ou sistemas já utilizados pela empresa em seu processo administrativo.Como exemplos podemos citar os ERPs (Enterprise Resource Planning), além dos processos de gerenciamento personalizado dos clientes através de ferramentas ou sistemas especiais chamados CRMs (Costumer Relationship Management) já existentes. Não é necessariamente uma fase posterior ao website comercial, visto que, em grandes empresas, há o hábito de se criar websites estáticos nos departamentos, integrando-os numa rede web interna, portanto formando-se a Intranet. Os websites estáticos evoluem para o nível estruturado e melhor qualificam a Intranet. A partir disso, são criadas soluções para integração de fornecedores e/ou clientes com a empresa via endereço na Internet, que fornecerá o acesso às informações atualizadas. Este é o momento do esboço intuitivo da Extranet.

5. Extranet

Modelo que conjuga o(s) website(s) da Intranet com o(s) da Internet. Prenúncio de um modelo de e-business, a Extranet já trababalha com razoáveis níveis de permissão, acesso e segurança. Algumas bases de dados começam a ser disponibilizadas a colaboradores, clientes e fornecedores, marcando o início (tímido) da troca de dados entre as partes. Com a Intranet em funcionamento e o website comercial implementados, o andamento da evolução se dá com a integração de ambos - e os custos, portanto, demonstram que o investimento foi uma excelente opção e tornou-se irreversível.

6. E-Business

Situação em que o website e a Intranet estão conectados e interagindo de forma segura, permitindo que a informação dos bancos de dados internos estejam disponíveis para colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores. Totalmente dinâmico, um website destinado ao e-business exige integração do módulo administrativo com a Intranet e a Internet, ERPs e CRMs. Aquele permite a recuperação das informações restritas aos bancos de dados internos, além de utilizar protocolos seguros para transmitir dados entre a instituição e a outra parte do negócio. Este nível motiva o investimento em dispositivos através dos quais as pessoas se conectarão com o negócio online, não só através de seus PCs ou MACs, mas também através de celulares, agendas eletrônicas de bolso, etc. Dessa forma, o atendimento personalizado se extenderá pelos mais diversos tipos de "devices" que o homem possa criar.

Conclusão

A simplicidade da expansão do negócio através das soluções da web é uma verdade, desde que concebida, mantida e orientada por profissionais que dominem as técnicas disponíveis, tenham criatividade diferenciada e domínio do negócio para minimizar as pressões do mercado-alvo e dos concorrentes, sejam os que estão estabelecidos ou tentando entrar no mercado. Como se vê, investir em um website apenas pelo preço oferecido por um desenvolvedor pode não ser a alternativa mais inteligente, já que o preço de dois mil, vinte mil, duzentos mil ou outro qualquer deve ser compatível à solução encontrada ou ao dimensionamento do website às necessidades reais (imediatas e/ou futuras) do cliente, à infra-estrutura que ele tem disponível e, claro, à disponibilidade financeira para isso.

Revisão: Tatiana Lütz - tatiana.lutz@gmail.com
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