A equipe é quem manda - Motivos para envolvê-la nas decisões estratégicas

Discursarmos a favor do empoderamento significa que estamos em uma fase transitória, em uma fase de mudança, do sistema controlador para o sistema de empowerment, é parecido com aquela fase que em nossa casa já existia o aparelho de DVD mais continuávamos a utilizar o vídeo cassete

Claramente porque confiamos em nossa competência, e confiamos em nossas decisões e nossa estratégia, transferir responsabilidades para os outros nos gera naturalmente uma preocupação, em relação a decisão de outras pessoas, apesar de sempre nos surpreendermos com os resultados.

O sistema Taylorista e Fordista, a ascensão nas implantações de processos e burocratização nas empresas são fatores que nos leva a permanecer controlando a autonomia das pessoas, trata-se de uma questão cultural, e o fato de discursarmos a favor do empoderamento significa que estamos em uma fase transitória, em uma fase de mudança, do sistema controlador para o sistema de empowerment, é parecido com aquela fase que em nossa casa já existia o aparelho de DVD mais continuávamos a utilizar o vídeo cassete.

A confiança é a base da negociação, e todo líder deve ter essa competência bem apurada, porém costuma funcionar quando a mesma é baseada no conceito de ganha-ganha, onde o liderado também leva alguma vantagem, mesmo porque a moeda de uma negociação dentro de uma organização gira em torno de intangíveis, e quando a negociação de um líder para com seu liderado passa a ter características perde-perde, a confiança entre as partes perde força.

Fiz uma experiência muito interessante em uma equipe de analistas de service desk que eu estava treinando, pedi aos participantes que elaborassem um plano de ação para melhorar alguns indicadores, isso sem a presença do líder, então vamos lá, os indicadores eram: TMA(Tempo médio de atendimento), TME(Tempo médio de espera), SLA(Prazo para resolução do chamado) e Taxa de Abandono. O resultado foi simplesmente surpreendente, dentro do planejamento encontramos desde força tarefa envolvendo horas extras e banco de horas até demissão de profissionais com baixo desempenho, notem que estavam falando dos próprios indicadores, ou seja, é como se eu falace que preciso trabalhar depois do horário e caso o meu rendimento esteja aquém da equipe aceito ser desligado da empresa. Essa experiência apenas comprova que envolver a equipe em decisões estratégicas torna a gestão muito mais fácil, é o que chamamos atualmente de contrato psicológico.

O gestor que possui uma ampla comunicação com a equipe não precisa perder noites de sono pensando em como melhorar os indicadores, para que pela manhã transforme isso em uma ditadura e uma imposição, sendo que a própria equipe chegaria na mesma conclusão após um belo brainstorming, com uma grande diferença, se comprometeriam e colocariam em prática sentindo orgulho de ter participado do planejamento.

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento