Café com ADM
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A EMPRESA DO SÉCULO 21

Sempre que ocorrem mudanças surgem oportunidades. Diante disso, é fundamental que os empresários sintonizem seus negócios com o ritmo de amanhã.

Estamos na alvorada de uma nova maneira de produzir, vender e prestar serviços. Uma poderosa onda de mudanças se aproxima da praia empresarial e promete destruir a velha maneira de conduzir negócios. Tudo indica que na próxima década as mudanças nas empresas serão maiores do que as verificadas nos últimos cinqüenta anos.

Sempre que ocorrem mudanças surgem oportunidades. Diante disso, é fundamental que os empresários sintonizem seus negócios com o ritmo de amanhã. Não devemos imitar aqueles que, por temerem o futuro, tentam uma fuga inútil rumo ao passado. Devemos buscar novos caminhos e soluções sobre os quais poderemos basear as estratégias para esse futuro que está muito mais próximo do que imaginamos.


Admito que é impossível prever os detalhes sobre o que funcionará melhor nos negócios nesse próximo século, todavia visualizo e preconizo uma estratégia empresarial focada em três setores estruturantes:

Empreendedorismo e criatividade

Já dizia Peter Drucker: empreendedorismo é comportamento e não traço da personalidade. Qualquer pessoa pode desenvolver atitudes e habilidades empreendedoras. O empreendedorismo é um movimento educacional que visa criar atitudes empreendedoras e mentes planejadoras. O empreendedor sonha, visualiza, planeja, implementa e assume riscos calculados. Os intra-empreendedores sofrem nas empresas cujos dirigentes costumam premiar pessoas com paralisia de imaginação e de vontade. Milhares de idéias geradoras de lucros morrem nos corredores e cantinas de empresas onde os gerentes se realizam bloqueando pessoas criativas. Idéias promissoras são abatidas com frases secas e depressivas como: já tentaram isso e não deu certo, isso não funciona no Brasil , não podemos mudar o que está dando certo. Esses bombeiros com visão de tatus acabam jogando água fria no fogo criativo das pessoas, acabam afogando o espírito e a motivação própria de quem cria e ousa divulgar suas idéias.

Nesse novo século o que vai fazer a diferença é o empreendedorismo baseado na criatividade e no planejamento. As empresas precisam ter uma visão de futuro que estimule a inovação e a experimentação de novidades. Todos deverão trabalhar num ambiente que estimule o surgimento de idéias para fazer melhor, mais rápido e com custos menores. Todos devem ser inoculados com o vírus do empreendedorismo e estimulados a descobrir, por exemplo, qual será o desejo do consumidor, até mesmo antes que ele mesmo saiba.

Informação

Um famoso estrategista militar chinês dizia há mais de 2.000 anos: a vitória será do comandante que conseguir a informação certa no tempo certo. Em nossos dias Bill Gates afirma: o modo como uma pessoa reúne, administra e usa a informação determina se ela vai vencer ou perder.

A Internet criou um espaço universal inteiramente novo e conectado. A sua capacidade de buscar informações e conectar pessoas vai continuar revolucionando a maneira de fazer negócios. Tanto as grandes como as pequenas empresas precisam entender melhor a Internet, e não vê-la apenas como uma simples vitrine para expor a empresa e seus produtos. Numerosas atividades empresariais podem ser desenvolvidas com sucesso na Internet, tais como a comunicação interna e externa, as compras, os serviços ao consumidor, a assistência técnica, o atendimento rápido de reclamações e, naturalmente, a publicidade e as vendas.

No século XXI a chave para o sucesso de qualquer empresa estará na rapidez com que conseguir traçar estratégias e tomar decisões táticas. A vitória será daquelas que melhor utilizarem as ferramentas digitais para reinventar sua maneira de pesquisar, produzir e comercializar. Se as informações importantes se disseminarem rapidamente para as pessoas que decidem em questão de minutos, ao invés de dias, certamente a empresa estará em vantagem. Os fluxos de informações digitais estarão cada vez mais ajudando a conquistar e sustentar vantagens competitivas para os negócios.

Capital Intelectual

Nesse início de milênio o conhecimento tornou-se componente obrigatório de praticamente tudo que compramos e vendemos. Tornou-se imprescindível saber descobrir, gerenciar , desenvolver e aperfeiçoar o capital intelectual das empresas para que ele se transforme em vantagens competitivas e lucros. A maioria das empresas orgulha-se dos seus galpões industriais, das suas instalações, das modernas máquinas e equipamentos. Poucas empresas têm noção exata do patrimônio representado pela sua marca, seus processos ou protocolos de produção, suas patentes e principalmente pela experiência, inteligência e talento dos seus empregados. Para os dirigentes é geralmente mais fácil de medir e avaliar os investimentos em galpões e máquinas do que justificar investimentos em treinamentos, pesquisas e desenvolvimento do capital humano. Muitos parecem esquecer que o dinheiro do dono não pensa e que as máquinas não criam nem inovam. Parecem esquecer que uma empresa só cresce quando um número maior de empregados sabe mais coisas e desenvolve habilidades úteis para fazê-la crescer. Parecem esquecer que as maiores vantagens competitivas agora estão no atendimento e nos serviços. Que num futuro próximo muitas empresas se tornarão prestadoras de serviços que também ofertam produtos".

Diante dos desafios e das oportunidades que surgirão, não podemos esquecer que somos nós mesmos que construiremos o futuro. Vamos lançar sementes empreendedoras, criativas, ricas em informação e capital intelectual. Afinal, o que se prevê para esse novo século não é nada mais do que a colheita daquilo que vamos começar a semear a partir de agora.

*Eder Luiz Bolson é autor do livro Tchau, Patrão ! Editora SENAC - www.tchaupatrao.com.br


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