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A EMPREGABILIDADE JUVENIL

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA JUVENTUDE A questão da educação reflete diretamente na questão do trabalho que por sua vez reflete no desenvolvimento. Mary Castro, pesquisadora da UNESCO no Brasil, em seu estudo Cultivando vida, desarmando violências: experiências em educação, cultura, lazer, esporte e cidadania com jovens em situação de pobreza menciona várias fontes que alertam para a situação de vulnerabilidade dos jovens quanto ao trabalho, sendo esse um dos contingentes populacionais que apresentam os índices mais elevados de desemprego e subemprego no país. Considerando o requisito da experiência prévia, nossa juventude enfrenta inúmeras dificuldades para conseguir sua primeira inserção no mercado de trabalho e é também nesta população especialmente nas famílias mais pobres que identificamos a necessidade de novos enfoques da educação profissionalizante e olhares mais atentos sobre a qualificação profissional. O mercado de trabalho demanda habilidades e conhecimentos, nem sempre disponíveis aos jovens dos setores populares como conhecimentos em informática e língua estrangeira, por exemplo. Destacamos aqui a necessidade de reavaliar, inclusive, a matriz de ensino, buscando inserir nos bancos escolares habilidades necessárias à criação do que chamamos de cultura empreendedora. Uma vez que quanto mais alarmantes são os índices de desemprego, mais necessário é que as características e habilidades para empreender sejam abordadas e desenvolvidas de maneira pedagógica. A empregabilidade juvenil é um campo repleto de polêmicas, uma vez que há correntes que defendem a dedicação exclusiva dos jovens aos estudos. Mas tenho a convicção que no Brasil, devido aos altos índices de pobreza e à elevada concentração de renda, esse seria um sonho impossível. E mesmo em países mais desenvolvidos o trabalho pode representar aos jovens uma oportunidade única de preparação para a vida e socialização. Uma vez identificada as necessidades juvenis para se inserirem no mercado de trabalho, cabe-nos considerar os diversos fatores que influenciam sua empregabilidade. Entre eles o acesso aos benefícios sociais básicos, como por exemplo: EDUCAÇÃO. Está comprovado ao longo dos tempos o enorme poder discriminador que o fator educacional tem sobre as oportunidades no mercado de trabalho, tanto na questão da empregabilidade quanto nas possibilidades salariais. Com limitadas condições de acesso educacional, o destino de grande parte de nossa juventude encontra-se pré-determinado. Sem condições de progresso educacional, sem experiência laboral e com escassas oportunidades no mercado de trabalho, vemos engrossar a população de jovens sem atividades socialmente definidas, muitos deles, inclusive, encontrando oportunidades compatíveis com sua realidade social, sejam elas legítimas ou ilegítimas. Um fato curioso é que as desigualdades de gênero são menos lineares que as raciais entre os jovens. As mulheres, embora estejam em condições mais favoráveis no que se refere ao fator educacional, estão em desvantagem quando analisamos sua presença no mercado de trabalho. Neste contexto, sugerimos às municipalidades, enquanto instituições públicas e governamentais mais próximas da população, que adotem políticas públicas de desenvolvimento juvenil, com vistas à empregabilidade e ao desenvolvimento empreendedor de nossos jovens, sempre pautando suas ações no fator educacional. Não dá para estabelecer políticas públicas estruturantes sem antes olhar com muita cautela para a questão educacional. Cabe aos Governos Municipais identificar nichos, buscar e aplicar recursos a fim de, no âmbito municipal, diminuir o índice de jovens sem atividades laborais e educacionais. . . . . . GIOVANI MIGUEZ, [26 anos] é publicitário, empreendedor, Diretor Executivo da STRATEGIA Assessoria e Consultoria Política (www.strategiaonline.com.br) e membro do Conselho Empresarial de Jovens da Associação Comercial do Rio de Janeiro.
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