A economia precisa de naturalidade

Enfrentamos uma época sombria com falsas luzes indicando caminhos errados, o que exige vigilância redobrada, pois todo extremismo é nocivo

Para ser bem sucedida, a economia precisa de naturalidade e equilíbrio em tudo. Deve acabar com as bandalheiras no câmbio, nos juros, nos empréstimos subsidiados, no endividamento. As pessoas devem se preparar e estar dispostas para trabalhar e, em contrapartida, ter asseguradas as condições mínimas no transporte, na alimentação, no salário adequado. Precisamos de mais seriedade, crédito fácil para empreender, juros baixos. Falta consciência coletiva visando um futuro melhor para libertação do atraso moral e espiritual do Brasil. A ausência de planejamento e a ladroagem andam juntas semeando destruição. Há depravação em todos os setores e perda da ideia de nação.

Enfrentamos o drama do gasto público, geralmente distanciado do que é essencial, e do controle de custo, com outras mazelas. Prefeituras, governantes e presidência, auxiliados pelos legisladores, gastam tudo que arrecadam e ainda ficam devendo. O que deixam para os sucessores? Eles colecionam infindável passivo financeiro de obras e serviços essenciais. Governante que deixa passivo acima da capacidade do Estado, sem justificativa, deveria perder os direitos políticos permanentemente.

Em todas as atividades é preciso tomar a natureza como base. Nas universidades enchemos a cabeça dos jovens com teorias criadas pelos homens, mas a vida e a ciência real se escondem na simplicidade da natureza pouco estudada. No Brasil e no mundo, há muito por fazer para que haja humanismo e progresso real. Não se conversa com os jovens, não se mostra a eles a vida real e seu significado. Veem a miséria e a destruição do planeta sem buscar as causas. Eles são incentivados a uma forma de viver vazia, sem propósitos e ideais enobrecedores que não estejam associados a alguma forma de socialismo.

É muito importante que haja condições condignas de vida, mas cada indivíduo deve estar ciente que deve seguir a lei do movimento e não ficar esperando que o Estado lhe dê tudo de forma desequilibrada. O equilíbrio deve estar presente em tudo, principalmente na prestação de trabalho e sua justa remuneração. Enfrentamos uma época sombria com falsas luzes indicando caminhos errados, o que exige vigilância redobrada, pois todo extremismo é nocivo. Somos dotados de discernimento e intuição que nos tornam aptos a buscar a verdadeira e incorruptível Luz da Verdade. O cerceamento da busca reduz os seres humanos a robôs sem coração.

É preciso lembrar que Jesus nasceu cerca de 300 anos antes que fosse fundada uma religião em Roma, e todos os seus ensinamentos ficaram obscurecidos. É dever do ser humano pesquisar a Verdade e, para conhecê-la, deve buscá-la vivamente com a intuição e o raciocínio lúcido, pois as incoerências estão nitidamente visíveis.

Em entrevista à imprensa, o empresário Carlos Wizard Martins, entusiasta das privatizações, disse que “tão logo a crise política brasileira acabe, a economia volta a crescer”. Otimista sobre o Brasil, ele afirma que a crise é passageira. É bom ver um empresário empenhado na consolidação dos negócios sérios. Ao Estado não cabe o papel de empresário. Privatização é necessária, mas precisa de preço justo e que os valores recebidos sejam direcionados para a melhora geral do país. A mão de obra precisa de esperança e confiança na melhora para atuar com iniciativa. Temos de combater o apagão mental, para que as pessoas percebam os problemas e saibam encontrar as soluções. Temos muito a fazer, mas a decadência geral precisa ser revertida.

Estamos iniciando um novo ano. As pessoas que sabem que a vida apresenta dificuldades, mas não ficam vacilantes e vão atrás das soluções; que sabem o que querem; que definem propósitos e planejam como chegar lá; que cuidam da saúde; que comem e bebem sem abusos e se mexem; que mantêm a consideração pelo próximo; que não ficam procurando culpados, mas sim soluções; que agem com serenidade, não explodindo diante dos outros, mesmo estando sob forte impacto emocional por conta de outros problemas; todas essas pessoas, com certeza vão avançar no ano novo, ampliando a sua experiência e consolidando a sua posição. As outras, nem tanto, a menos que percebam a imperiosa necessidade de mudar de conduta para tornar o mundo menos hostil.

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