A diversidade enriquece a liderança
A diversidade enriquece a liderança

A diversidade enriquece a liderança

Se todas as pessoas fossem semelhantes tanto na aparência como na maneira de pensar, não existiriam empresas com diferenciais competitivos. E a mesmice anda de braços dados com muitos insucessos que vemos no mercado corporativo

A palavra diversidade por si só nos remete a pensar em “tudo e todos” que são diferentes da grande maioria. Muitos acreditam que é mais fácil a convivência entre pessoas com conhecimentos e pensamentos parecidos. E que tudo o que é diferente pode gerar conflitos e improdutividade. Mas isso é preconceito puro. É a diversidade que promove a oxigenação da sociedade e faz o mundo girar.

Se todas as pessoas fossem semelhantes tanto na aparência como na maneira de pensar, não existiriam empresas com diferenciais competitivos. E a mesmice anda de braços dados com muitos insucessos que vemos no mercado corporativo.

Porém, a grande questão é que muitas vezes o “bloqueio” à diversidade pessoal, cultural e social nasce na porta de entrada das organizações. É comum vermos pré-requisitos para preenchimento de vagas que delimitam a idade, o gênero e as instituições de ensino dos candidatos. Quem não conhece alguém que tenha sido eliminado de um processo seletivo por não ter faculdade de primeira linha ou estar numa faixa etária acima do esperado? E é por isso que são criadas leis com cotas para isto ou aquilo. Na minha opinião, essas leis incentivam a discriminação e desestimulam que o assunto seja visto com naturalidade.

É o ato de olhar de forma positiva para as diferenças que tira as empresas da zona de conforto e as leva a consolidarem as melhores parcerias entre profissionais e suas equipes de trabalho. E já não é de hoje que se diz que se em uma equipe de cinco pessoas todas possuem conhecimentos e habilidades similares, quatro delas estão sobrando. Ou seja, quanto mais multidisciplinares, mais multiculturais, mais multigêneros, mais gerações diferentes juntas, melhor.

Os líderes precisam enxergar a diversidade como uma estratégia para atingir metas e resultados. Mais do que apenas tolerar a diversidade, os líderes devem buscá-la para enriquecer suas decisões. É o mix de profissionais com estilos, perfis e experiências diferentes que agrega valor ao trabalho, favorece o espírito da cooperação, complementa as competências, faz surgir a inovação e superar expectativas.

E nas equipes adeptas à diversidade todos ganham. À medida que as pessoas são “obrigadas” a conviver com pessoas diferentes de si próprias, promovem seu autodesenvolvimento, tornam-se mais resilientes e, obviamente, seres humanos melhores. Engana-se quem acha que quem ganha nesta relação são os que são incluídos. Ganham aqueles que entendem que não existe inclusão e que somos todos iguais.

Para que a diversidade flua e seja produtiva é fundamental criar um ambiente corporativo em que assumir a diversidade, seja qual ela for, ocorra de maneira positiva e não como um problema. Não basta apenas contratar a diversidade. Os gestores devem criar canais de relacionamento para acolher, apoiar e tirar dúvidas de todos. E tratar assuntos com naturalidade, assim como proporcionar oportunidades de carreira iguais para todos, desde as atividades exercidas à remuneração.

A intolerância à diversidade faz os funcionários perderem foco e a empresa, a produtividade. Já a inclusão soma e complementa as habilidades de cada um para atingir objetivos comuns, além de valorizar os aprendizados intangíveis. Afinal, o hábito não faz mais o monge e o que importa de fato é a contribuição de cada profissional no resultado final.

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento