A difícil missão de formar

A difícil missão de formar

O empresário brasileiro vem sendo emparedado diariamente e tenta se proteger da crise como pode. A cada dia uma notícia diferente ganha destaque para deprimir o cenário de negócios e as perspectivas de estabilidade. Assim, até mesmo os empreendimentos consolidados sofrem abalos assustadores e de difíceis reparos, como se presenciássemos um terremoto que parece não ter fim.

As novas iniciativas, que oxigenariam a economia e poderiam criar pelo menos a sensação de melhora, vão sendo adiadas para outra ocasião, pois, no curto e médio prazo não se enxerga condições favoráveis a elas. Olha que nem falamos em crescimento, mas de estabilidade, o que já estaria razoável diante de tanta vulnerabilidade detectada por todos os analistas do clima econômico brasileiro.

Mas por que enfatizar uma realidade tão triste em um boletim que deveria ser de alento, de orientação? Ora, para ajudar o empresário nas medidas de enfrentamento da crise. E o nosso tema de hoje é a FORMAÇÃO profissional. Sim. Em momentos difíceis não existe nada melhor do que sermos assessorados por uma equipe competente e capaz. Mas essa equipe não se encontra pronta no mercado. Se não a capacitarmos, vamos ter ainda mais dificuldades para resistirmos às tormentas.

A encruzilhada do empreendedor é a seguinte: “Não faz sentido investir no funcionário que a qualquer momento pode chegar com a notícia de que vai embora ou de que terá de ser demitido. É jogar dinheiro no lixo exatamente quando mais se faz necessário economizar”. Nesse caso temos de pensar como Henry Ford, fundador da Ford: “Só há uma coisa pior que FORMAR colaboradores e eles partirem... é não os FORMAR e eles permanecerem”.

O velho e genial empresário americano pode ter sido o inspirador do empresário britânico Richard Branson, do grupo Virgin, que chegou à seguinte conclusão: “FORMA bem os teus colaboradores para que possam partir. Trata-os bem para que não o queiram fazer”.

Mas numa circunstância como esta, em que o corte de pessoal se torna inevitável, o cara vem com a conversa de segurar e capacitar equipe? Sim, pois é exatamente nos momentos difíceis que devemos pensar não só na preservação do que temos de mais valioso como no desenvolvimento de suas competências. É nesse momento que os nossos colaboradores precisam dar um salto de qualidade, para que a crise possa ser contornada com requinte.

A não ser que você seja daqueles que acha que vale mais trocar um de R$ 20 por dois de R$ 5. Encerramos então essa conversa com a frase de um grande especialista de Harvard University, o ex-reitor Derek Bok: “Se acredita que a FORMAÇÃO é cara..., experimenta a ignorância”. Este seria o caminho certo para o naufrágio.

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