A Difícil Arte de Vender e Fidelizar

O que você gosta de fazer quando vai ao Shopping? E o que você gosta de fazer quando vai ao supermercado? Existem muitas coisas em comum entre estas duas atividades, mas podemos citar as principais: Passeia-se muito, olha-se demais e compra-se de menos. Em pesquisas realizadas recentemente com grupos de consumidores em atividades de compra, constatou-se que o consumidor fazia a escolha do produto no ponto de venda. Conhecido isso, campanhas de merchandising foram intensificadas, novas formas de abordar o cliente foram inventadas, degustações, brindes, amostras grátis e muitos outros passaram a ser constantes armas de empresas para garantir a preferência na hora de colocar o produto no carrinho de supermercado. Sem perceber, as empresas passaram a travar verdadeiras batalhas para fazer com que o seu produto fosse lembrado ou até mesmo visto pelos clientes. O que não ficou claro e o que nenhuma empresa procurou saber é como ou aonde os consumidores se tornam fiéis. Em que momento da relação cliente-produto o relacionamento é construído? Perguntas como estas são cruciais para o desenvolvimento da fidelidade entre empresas e clientes, mas principalmente, são a fuga de uma guerra sem vencedores, e sim sobreviventes. Com o ritmo de lançamentos e novos produtos, o consumidor se tornou refém em um mundo onde quanto mais se aumenta o poder de escolha, mais difícil se torna tomar uma. Ao andar por um supermercado é fácil perceber que diante de tanta opção, o mais fácil é simplesmente não escolher e sim levar qualquer um. Pode ser esse que a moça toda enfeitada e dançando está segurando. A idéia de ter que comprar um Shampoo a uma dona de casa pode simplesmente deixa-la louca. Sim, pois além de escolher a marca que melhor lhe convém, ela terá de escolher um entre os que dão brilho, fortificam, restauram, equilibram o PH, dão volume, alisam, amaciam e encaracolam. Diante de tanta opção, o consumidor para tomar uma decisão acertada terá de ser um especialista no produto, quando na realidade só quer tomar banho! Se você ficou em dúvida em ralação ao Shampoo, então nem pense em ir à seção de enlatados e derivados de leite. O pesadelo se repete e pode ser ainda pior. Entre light, diet, com cálcio, com vitamina C, com Omega 3, mais fibras, menos calorias, empresa amiga da criança, das baleias, da Amazônia e protetora do mundo, qualquer ser humano que tente avaliar o que seria mais correto ganharia no mínimo um prêmio Nobel de química ou da Paz. E a onda de enxurradas parece ter contagiado os grandes varejistas. Não bastasse a avalanche de marcas saltando diante de nossos olhos, existem também as marcas próprias, deixando o consumidor cada vez mais confuso. Ao fazer sua escolha, o consumidor ainda terá uma árdua tarefa. Qual embalagem levar? Caixinha ou latinha? 250ml, 500 ml ou 1000 ml? O uso distorcido da tecnologia e o falso senso de responsabilidade social permitem que profissionais de Marketing cometam tais erros sem perceber o que realmente importa. O cliente. Todo o esforço de produzir produtos e marcas deve ser direcionado para o conhecimento real e verdadeiro do consumidor. Como construir a fidelidade de um produto se constantemente são feitos lançamentos da mesma empresa prometendo mais eficiência e mais economia? Como construir a fidelidade sem ferir a imagem da empresa? Em um mundo cada vez mais conturbado, algumas empresas já perceberam que o déficit do consumidor não é em relação ao produto, mas ao contato, ao relacionamento, a emoção! O fortalecimento da imagem e a construção de uma relação saudável com o consumidor só é possível quando ambas as partes se sentem confortadas com o que possuem. Desta forma, quanto mais fácil for o processo de compra, mais afinidade terá o consumidor. Portanto, da próxima vez que você for às compras, não esqueça de que como no shopping, o supermercado também é um lugar onde você pode passear, dar uma olhadinha e simplesmente não comprar nada!
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