A difcil arte do poder

Contra a força, não há argumentos.

´ O lindo e inocente cordeiro bebia água num córrego de águas límpidas e cristalinas, quando apareceu um lobo esfomeado, de horrendo aspecto e disse;
- Que desaforo é esse de turvar a água que venho beber? - Disse o monstro arreganhado os dentes - espere, que vou castigar tamanha má-criação!!!

O cordeirinho, trêmulo de medo, respondeu com inocência:


Como posso turvar a água que o senhor vai beber se ela corre do senhor para mim?
Era verdade aquilo, e o lobo atrapalhou-se com a resposta. Mas não deu o rabo a torcer:


Além disso - inventou ele - sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

Como poderia falar mal do senhor no ano passado, se nasci neste ano?
Novamente confundido pela voz da inocência, o lobo insistiu:
Se não foi você, foi seu irmão mais velho, o que dá no mesmo.
Como poderia ser meu irmão mais velho se sou filho único?
O lobo, furioso, vendo que com razões claras não convencia o pobrezinho, veio com uma razão de lobo faminto:
Pois, se não foi seu irmão, foi seu pai ou seu avô!!!... e - nhoque!!!... sangrou o pobre cordeiro no pescoço.
Contra a força, não há argumentos.
Desde o início da humanidade que existe uma máxima de que o mais forte domina o mais fraco.
Em um primeiro momento, a humanidade pensou que sua própria sorte dependia; primeiro do acaso (era o que pensava gregos e romanos); da providência (é o caso da civilização cristã); da sustentabilidade da terra e da possibilidade de matéria-prima (sociedade industrial); a sociedade que estamos vivendo hoje, crê que o destino do homem depende, em grande parte, de sua capacidade de programação.
Na sociedade industrial, o poder dependia da posse dos meios de produção (fábricas). Na sociedade pós-industrial, o poder depende dos meios de ideação (laboratórios) e da informação (comunicação de massa). Os USA é uma potência não porque possui a Intel, General Electric ou Microsoft, mas porque possui universidades e laboratórios de pesquisa. A Microsoft é muito mais importante pela sua pesquisa do que pela sua produção.
Vivemos num meio social competitivo, em que os indivíduos se percebem como devendo superar obstáculos, ainda que estes se refiram a outras pessoas que acaso se interponham entre o sujeito e o objeto de seu desejo.
Apesar do uso generalizado do termo poder, existe muita confusão sobre a sua definição. Freqüentemente as definições dadas não distinguem claramente o conceito de poder de outros conceitos, como influência e autoridade.
Podemos ver o poder como um potencial de influência que pode ser utilizado ou não. Neste sentido, existe uma diferença entre poder e liderança. Liderança é simplesmente, qualquer tentativa de influenciar as atividades de um indivíduo ou grupo para a consecução de um objetivo e poder é o seu potencial de influência, às vezes, este poder é usado de forma individual para dominar este ou aquele colaborador, enfim, podemos definir poder como potencial de influenciar um indivíduo ou grupo ou conseguir a sua submissão.
A maioria das pessoas têm dificuldades com o poder. Lorde Acton tem um ditado que diz; o poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente. Este ditado foi tão citado que se tornou um clichê. Sua declaração foi feita em uma época em que reis e imperadores detinham o poder absoluto. Apesar de não ser tão freqüente, o poder ainda corrompe e, no local do trabalho, o poder com o dinheiro sempre é um problema, pois quem tem o poder e o dinheiro sempre acha que tem a força, quando a verdadeira força está no conhecimento. Muitos poucos locais de trabalho funcionam como democracias. Mesmo os que afirmam sê-lo não são tão democráticos quanto parecem.
Num primeiro momento o poder se apresenta como algo de intensa energia. Por exemplo, o diretor que grita e bate com o punho na mesa para que tudo seja feito a seu modo parece estar demonstrando poder. O guarda que apita para você em meio ao trânsito agitado está demonstrando poder, o gestor que teima em manipular o controlar ações de seus colaboradores está demonstrando poder. Tudo isso pode parecer poder, mas na verdade é autoritarismo que diferente de autoridade. A autoridade é conquistada através do conhecimento e do respeito às pessoas, esta sim, é a síntese do verdadeiro poder.
O verdadeiro poder emana uma energia que em geral é serena e sutil. Imagine você em uma reunião com um grupo de pessoas de uma mesma organização, de repente o diretor entra e senta-se no fundo da sala. Apesar de sua discrição e de não falar nada, o sentimento de cada pessoa dentro da sala muda, pois você e todos estão diante do poder. O poder real é silencioso e o poder interior é o mais silencioso de todos. Este poder é quase invisível, mas pode mover montanhas.
Existem muitos tipos de poder dentro das organizações, muitos modos de uma pessoa dobrar outra a fazer a sua vontade. Quando este poder é exercido com responsabilidade as pessoas estão dispostas a obedece-lo, porém, quando vem acompanhado de uma certa dose de autoritarismo as pessoas podem até obedecer, mas por medo. O comportamento de presunção e vaidade excessiva podem criar uma aparência de sucesso, mas não atribuem ao autoritário conhecimento e competência.
Qual o tipo de poder que você como gestor exerce?
O poder baseado na autoridade ou no autoritarismo, eis a questão?


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