A culpa é do RH!

Como o momento de instabilidade econômica do país aumenta consideravelmente a responsabilidade dos profissionais de RH nas empresas

O atual cenário econômico brasileiro exige ainda mais dos colaboradores em diversas áreas das organizações. Sem dúvidas a pressão por resultado, o senso de urgência e a busca por maior eficiência tem sido maiores e mediante a isso busca-se que a empresa trabalhe cada vez mais enxuta, onde as pessoas realizem multitarefas. Nesse ambiente que hoje se encontra a Gestão de Pessoas, nosso antigo Rh, está repleto de funções e com uma responsabilidade crucial para o desenvolvimento da organização. Dentre essas, podemos destacar três etapas fundamentais: a contratação, a retenção de talentos e demissões.

Contratação (grande demanda) profissionais acima do padrão da vaga

Certamente a inserção de um novo funcionário em uma organização sempre foi uma das atribuições mais importantes da Gestão de Pessoas. Encontrar um colaborador que seja adequado a vaga ofertada, condizente com a cultura da empresa e comprometido com o serviço não é uma missão fácil. Entretanto, em momentos de crise a demanda é grande por tais vagas, ocorrendo com frequência situações onde candidatos estão acima dos padrões requisitados. Tem sido comum em entrevistas de seleção, candidatos com nível superior, pós-graduação e afins, disputando vagas para ensino médio. Tal fato coloca a Gestão de Pessoas da organização em evidência, pois questiona-se: Será que surgindo uma oportunidade melhor, esse candidato continuará em minha empresa? Ou profissionais nesse padrão são melhores para a política de carreira da organização? Dessa forma, percebe-se que nesse momento torna-se necessário um processo seletivo ainda mais extenso, com mais ferramentas de avaliação e que de preferência exija mais dos candidatos. Só assim será possível diminuir as chances de erros no processo, prezando sempre pelos que poderão agregar mais valor à empresa. Afinal, se um colaborador for contratado e não corresponder às expectativas, todos irão dizer que A CULPA É DO RH!

Manter talentos (políticas de motivação “baratas”)

Sabemos que a motivação é intrínseca ao ser humano, pois cada um tem seus motivos para estar entusiasmado a conquistar algo. No entanto, as empresas que almejam melhores resultados, sabem que precisam utilizar ferramentas para estimular o colaborador em suas atribuições diárias. A utilização de benefícios vem se mostrando eficiente para tal objetivo, respaldando a todos de diferenciais que não teriam nos concorrentes. Só que a crise tem forçado empresas a enxugarem os custos e tais estratégias começam a não ser tão comuns ou e até certo ponto vão sendo cortadas. Com isso o departamento de Gestão de Pessoas é forçado a implementar políticas de motivação baratas e com igual eficiência para que a organização continue firme para alcançar seus propósitos. Fazer mais com menos é a frase de ordem! Assim torna-se fundamental uma aproximação ainda maior entre empresas e colaboradores, formando uma base sólida para enfrentar esse momento passageiro. Afinal, se a empresa começar a perder seus profissionais com maior potencial, todos irão dizer que A CULPA É DO RH!

Responsabilidade nos possíveis cortes

Diante de um cenário de crise financeira, as organizações são obrigadas a reduzir seus custos para se manterem competitivas no mercado. Como é comum, um dos primeiros lugares onde decidem economizar é com os funcionários. Nessa situação, Gestores de Pessoas são muitas vezes responsáveis por esse momento de demissão, tendo que tomar decisões complicadas no que tange a, mesmo com as eventuais saídas, manter a empresa produtiva. Mediante a esses fatores, é primordial que o departamento tenha o maior número de informações possíveis para diminuir as chances de erros nessas escolhas. Avaliações de desempenho, pesquisas de clima e comprometimento com o trabalho devem ser levados em conta para que a empresa não sofra fortemente tais impactos. Além disso, é importante perceber que até as demissões devem ser estratégicas. Afinal, se um profissional crucial para os processos for demitido e a empresa começar a ter prejuízos com isso, todos irão dizer que A CULPA É DO RH!

CONCLUSÃO

É imprescindível, portanto, uma maior preparação dos Gestores de Pessoas para que possam encarar esse momento de forma eficiente, sendo até uma oportunidade para que ganhem força e mais respaldo nas organizações. Além disso, é fundamental diminuir o impacto de todas essas mudanças, se preocupando em manter os colaboradores motivados com a empresa. Como fala Chiavenato: “As pessoas são a força propulsora que conduz ao sucesso as organizações. E o RH deve ser o propulsor dessas pessoas”.

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