A crise não é uma inimiga, mas uma aliada
A crise não é uma inimiga, mas uma aliada

A crise não é uma inimiga, mas uma aliada

A crise o obriga a fazer o que já deveria estar feito

O país atravessa um período de incertezas há alguns anos e isso vem fazendo com que muitas empresas acompanhem este cenário, enfrentando dificuldades para se manterem competitivas e lucrativas. Quando perguntamos a alguns empresários como está o desempenho da empresa, a resposta quase sempre é pessimista e sem expectativas de melhora no médio prazo. Digo "quase sempre é pessimista", porque para algumas nunca esteve tão bom e há a expectativa de evolução no médio prazo. Mas, por que para algumas empresas não há esperança e para outras sim? Por que algumas empresas sofrem tanto com este momento e outras “nadam de braçada” e continuam a ganhar clientes, mercado e dinheiro?

Podemos definir essa diferença de pensamento em dois grupos distintos de empresários. Os mais organizados e capacitados que não se deixaram abater pelo momento e entenderam que era hora de acelerar e ganhar espaço deixado pelo outro grupo, os empresários desorganizados, que jamais se permitiram buscar um comportamento profissional e que continuam a acreditar em milagres e promoções para resolverem seus problemas.

Por mais estranho que possa parecer, o período de incerteza pode ser entendido como um funil imposto pelo mercado onde apenas os mais qualificados sobreviverão. Se consultarmos a história, veremos que crises são cíclicas e, mesmo variando de intensidade, reduzem a quantidade de empresas, privilegiando a qualidade da gestão. É fato que existem mais de 13 milhões de desempregados, o que gera impacto negativo no consumo. Mas ainda há os que desejam consumir e que a cada dia ficam mais exigentes com atendimento, qualidade, preços, produtos etc. Simplificando: o dinheiro ainda circula, mas está muito mais difícil atrai-lo para minha empresa e isso minou o caixa daqueles que se acostumaram a era da fartura e nunca se preocuparam em qualificar e melhorar o seu processo de gestão.

Alguns empresários precisam entender que a crise não é uma inimiga, mas uma aliada; ela o obriga a fazer o que já deveria estar feito e o ensina a perceber que o mercado não é mais complacente com amadorismo, seja no comercio, serviço ou indústria. O mercado atual exige excelência na prestação de serviços e todos nós precisamos esquecer o sucesso do passado e nos preparar para um futuro ainda mais exigente. Você precisa de um diferencial que seja percebido pelo mercado e o atraia para sua empresa. Qualidade, profissionalismo, pós-venda, atenção total aos detalhes, foco absoluto no cliente, são alguns pontos de referência para os que desejam sobreviver.

No entanto, você tem a opção de não acreditar em nada disso e continuar como está, sem perceber que hoje você não é mais um empresário, é um sobrevivente. Sou apaixonado por uma frase de Peter Drucker que diz: “nenhuma empresa é melhor do que seu administrador permite”. Cabe a você, empresário, decidir o futuro da sua empresa. Então, por favor, decida certo. Não interessa a ninguém mais um empresa fora do mercado.

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