A crise está na cara do vendedor

Qual será o futuro desses negócios?

Gosto muito de observar tudo o que me rodeia, incluindo o meu comportamento enquanto consumidor, a dinâmica da abertura e fechamento de lojas por onde eu passo e como cada empresa trabalha a venda dos seus produtos. Afinal, quero trazer o que funciona para o meu negócio.

Tenho percebido aqui na minha cidade que o fechamento de lojas tem sido bem acima do normal. Algumas lojas que eu procurei já se transformaram em outras e eu nem tinha me dado conta disso.

Sempre que vejo situações desse tipo eu me pergunto: estamos realmente em crise?

Quem faz perguntas, não pode evitar as respostas. Por isso, esses dias tive uma resposta: sim, estamos em crise. Crise de falta de motivação de vendedores.

Lembro bem de passar várias vezes em um quiosque em um shopping e ver a única jovem que ficava ali para atender os clientes com a cabeça baixa e o rosto fechado mexendo em seu smartphone. Eu pensava: isso vai fechar. Esses dias passei pelo local e percebi que quase acertei. O negócio não fechou. O negócio se transformou em um carrinho. E ao lado, a mesma pessoa e o mesmo celular.

Em uma loja de sapatos vazia, dois vendedores encostados no balcão. Ao chegar um potencial cliente, qual a reação? Nenhuma.

Qual será o futuro desses negócios?

Estamos criando uma bola de neve. Se não há venda, deve haver mais motivação para gerar algum resultado. Ou estaremos multiplicando o potencial da crise.

Muitos fatores externos e que não podemos controlar podem gerar crise, mas a crise de motivação, não. Essa depende apenas da pessoa.

O que fazer então?

Essa é a pergunta que vale milhões. A resposta certamente não é uma fórmula. Muito menos é deixar do jeito que está.

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