A crise é psicológica

Em tempos de perspectivas econômicas em baixa no país é que entendemos o significado do termo “recessão econômica”. É um desânimo sem fim, um impulso incontrolável de conter recursos como que para esperar uma catástrofe interestelar. E é um sentimento tão contagioso que quase beira a generalização. Será que é para tanto?

Em tempos de perspectivas econômicas em baixa no país é que entendemos o significado do termo “recessão econômica”. É um desânimo sem fim, um impulso incontrolável de conter recursos como que para esperar uma catástrofe interestelar. E é um sentimento tão contagioso que quase beira a generalização. Será que é para tanto?

O que temos percebido é que o mercado esfriou geral, salvo algumas exceções que estão vibrando com a alta do dólar. No geral o que vemos no noticiário é que a inflação, os juros, o dólar, o desemprego, a inadimplência, a corrução e tudo o mais que for ruim estão em alta e tudo que for bom está em baixa. Até a arrecadação tributária que sempre foi o referencial de eficiência do governo está em baixa. Se o governo não consegue arrancar dinheiro do bolso do pagador de impostos, meu amigo, a crise está feia mesmo!

O interessante de tudo isso é que o brasileiro está com muito medo desta tão falada “crise”, como se o mercado nacional tivesse vivido a vida toda em um mar de rosas. O mercado brasileiro nunca foi estável o suficiente para o empresário se confortar com a sua situação. Todos os picos de crescimento brasileiros duraram poucos anos. O empresário brasileiro sabe muito melhor do que qualquer outro profissional do planeta o que é trabalhar sob pressão em períodos recessivos ou de estagnação, pois eles vivem isso desde sempre.

O que é de espantar é que o pessimismo generalizado faz com que todos se esqueçam de que é na crise que as oportunidades aparecem, pois enquanto um fraqueja o outro se fortalece. Qual é a mágica se existem negócios que crescem dois dígitos anualmente em mercados com crescimento próximo a zero? A mágica é a concorrência, pois enquanto uns perdem mercado, outros ganham, simples assim, lei da selva. A empresa que a vida toda ganhou mercado tirando alguns tostões da concorrência agora se sente no direito de entrar na crise. Com toda certeza há uma empresa concorrente ajudando a enfiá-la ainda mais no buraco dando um empurrãozinho “amigo”.

No mercado aberto, a concorrência é a responsável pelo crescimento econômico, o desenvolvimento tecnológico e o aumento da eficiência como um todo. E infelizmente uns ficam pelo caminho. Desta “crise” pode ter certeza que empresas quebrarão e outras sairão mais fortes do que já eram. É a seleção natural corporativa. Acontece entre empresas, entre empregados, entre sociedades inteiras. Uns se saem melhor, se aperfeiçoam e mantém a espécie. Outros são engolidos.

A lição que fica é que agora é a hora de se mostrar para o mercado, de ser melhor, mais eficiente, mais prestativo, ser o parceiro certo para aquele cliente que não tem o devido respaldo do concorrente. É o momento de ser o “Ricardão” da relação, de satisfazer tudo aquilo que o outro não faz direito. É arrumar a casa e desbravar novos mercados, novos segmentos, novos clientes, novas O-P-O-R-T-U-N-I-D-A-D-E-S. Fazer afinal aquilo que o brasileiro sempre esteve acostumado, que é superar adversidades. Afastar essa tal de crise que na verdade não deve passar de ser coisa do psicológico dessas pessoas que se esqueceram que vivem e sempre viveram no Brasil.

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