A crise é de responsabilidade

O artigo abrange a preocupação do Congresso de fazer política, em detrimento a votar a desoneração da folha de pagamento. Bem como, o desvio de atenção do foco do povo das questões essenciais para nosso desenvolvimento

Todos já sabem que a crise política esta sendo fatal para o Brasil, que ela alavanca e estende a crise econômica, mas quem está lucrando com isto? O setor produtivo é que não...

A política brasileira virou um palco onde o desenvolvimento é refém de um círculo vicioso de irresponsabilidades.

Todos os brasileiros só falam de corrupção (da alheia). Principalmente, na operação Lava-jato, que é conduzida pela Polícia Federal, onde abriu-se processos contra: 32 políticos do PP, oito do PMDB, seis do PT, um do PSDB e um do PTB. Que estão sendo investigados, sem conflito entre a liberdade de imprensa e princípio de inocência, pois, sem segredo de justiça, a libertinagem política está ganhando de braçada.

No Congresso Nacional, entre os cerca de 600 membros, temos 28 partidos, taticamente divididos em três facções, como se fossem três grandes grupos, ou partidos, identificados por sua posição:

- PI- Partido dos Investigados- os que estão preocupados com suas próprias situações e não com o Brasil.

- PNIO- Partido dos Não Investigados da Oposição- são os que estão preocupados em propagar os escândalos, se vangloriar da honestidade (independente de ser real ou fictícia) e colocar a culpa de todos os ilícitos no Executivo, usando a mídia disponível e ávida por escândalos. São preocupados em tomar o poder e não com o Brasil.

- PNIBA- Partido dos não investigados e que fazem parte da base aliada: externamente se preocupam em se desvencilhar da associação ilícita supracitada e, internamente, buscam valorizar “o passe” para quando a crise passar, ampliando sua base de poder. Também, não preocupados com o Brasil.

Fato é que a “Casa” não esta produzindo as leis necessárias para sair da crise. E ninguem lamenta.

A título de exemplo, o empresariado, desde 1988 aguarda a reforma tributária, que não sai do papel! As empresas pagam INSS, PIS, CONFINS, CSLL, IRPJ, ICMS etc. (de acordo com a natureza). Não há interesse político para esta concretização. Os membros dos “três partidos” acima citados nada fazem e, para agravar tem, também, a pressão da maior parte dos governadores para que não se mexa no ICMS.

Não adianta paliativos. O governo emprestou dinheiro barato para as empresas (taxas abaixo do mercado), na tentativa de fortalecer o setor produtivo e criar empregos e agora está com uma enorme dívida interna, com déficit em suas contas.

Enquanto o Congresso esta parado, os empresários estão abrindo as suas empresas todo os dias, vendendo (sobre as regras da globalização), pagando funcionários (com altos direitos trabalhistas) e desembolsando quase 40% do que arrecadam em impostos.

Não há como desenvolver o país sem consertar isto, dói ver a desoneração da folha de pagamento ser jogada para agosto, isto é lamentável!

Conforme já citado, é a Polícia Federal que está conduzindo a Lava Jato e não o Congresso. Se o leitor tem dúvidas é só acessar (Hoje na Folha de São Paulo “Entenda a Operação Lava Jato, da Polícia Federal” .http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/11/1548049-entenda-a-operacao-lava-jato-da-policia-federal.shtml.

Tá todo mundo vigiando a porta e o ladrão, das empresas, continua entrando pela janela.

O Capital, que mantém a maior parte do Congresso, aplica o dinheiro fora do setor produtivo- rendendo, sem riscos e lucrando com a inflação. Patrocinam esta estrutura midiática que encobre as causas reais dos problemas brasileiros. Como, também cada pessoa que compartilha (avidamente) textos e imagens “criativas”, “engraçadas”, de “verdade irrefutável” etc, produzidas, pela oposição para que esta situação se mantenha. Isto isenta o Congresso da responsabilidade pela paralização política dos interesses sociais.

A impunidade trás o crime. Temos que comemorar, pois a Polícia Federal está apurando a corrupção, que vai ser punida. Mas, e os Congressistas que recebem e não trabalham? E a indústria da mentira ridicularizando o Brasil e tornando o executivo refém do legislativo?

Então, cadê a solução? Quando é que o Congresso vai sair desta zona de conforto político e cumprir a função para a qual foi eleito? Como não sou de criticar sem defender uma solução sugiro que o leitor visite a proposta do Deputado Federal Marcos Cintra, que (há vinte anos) defende a criação de um imposto único sobre transações financeiras. Leiam seus artigos.

Cada um de nós tem que assumir a parcela de irresponsabilidade nesta desconstrução da estrutura democrática. Somente as leis bem elaboradas e aplicadas levam ao desenvolvimento. Todos somos necessários para a concretização das mudanças direcionadas ao êxito de nosso país.

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