Café com ADM
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A CORAGEM DE DIZER “NÃO”.

. . . Não é fácil ser Administrador Público. Trabalha sob pressão o tempo todo e vive situações bem complicadas no exercício de suas funções. Começa por ser um cargo político e, logicamente, sujeito a todas às pressões que vêm de todos os lados, seja direta ou indiretamente, obrigando-o a fazer um tremendo malabarismo para permanecer no cargo. As suas decisões normalmente provocam um desdobramento político e se refletem tanto no Poder Executivo como no Poder Legislativo, colocando o seu cargo, o tempo todo, sob ameaça. A coisa mais difícil e mais desafiadora para um Administrador Público é que ele tem que aprender, rapidamente, a dizer não, sob pena de se desmoralizar e comprometer, seriamente, o Prefeito, o Governador ou o Presidente da República. Se o Administrador Público é querido por todos os seus subordinados e por todos os políticos, comece a desconfiar dele. Não é um bom administrador! Deve dizer sim o tempo todo e isso é praticamente impossível para um bom administrador Público. Ele precisa ter coragem de dizer não aos privilégios, que muitas vezes são confundidos com direitos adquiridos! Ele precisa ter coragem de dizer não aos Editais viciados, direcionados para que uma única empresa ganhe a licitação! Ele precisa ter coragem de dizer não às propostas de projetos de lei que visam a beneficiar pequenos grupos de servidores, em detrimento da grande maioria que ganha pouco e não tem força para pressionar a Administração! Ele precisa ter coragem de dizer não aos pareceres jurídicos encomendados, que, sob a capa da legalidade, tentam, na verdade, homologar situações absurdas! Ele precisa ter coragem de dizer não para os pedidos esdrúxulos que são feitos, sempre patrocinados por pessoas que têm alguma força junto à Administração Pública! Ele precisa ter coragem de dizer não ao fisiologismo e a tudo o que possa contrariar os princípios constitucionais da Administração Pública, contidos no Art. 37, da Constituição da República! Ele precisa ter coragem de dizer não às tentativas de burla ao processo licitatório, principalmente usando expedientes que parecem ser legais, mas que não passam de uma farsa! Ele precisa ter coragem de dizer não ao corporativismo que impera em alguns setores da Administração Pública e tenta manipular as ações do Governo! Ele precisa ter coragem de dizer não à Chefia imediata ou até mesmo ao Prefeito, ao Governador ou ao Presidente da República se houver a tentativa de impor a ele decisões que não se coadunam com os princípios éticos e morais da Administração Pública! Ele precisa ter coragem de dizer não até mesmo à função que exerce, se não puder compatibilizá-la com o seu caráter, com a sua história de vida e com o seu currículo! . . .
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