A carreira vai bem, e o resto?

O meu livro Autocoaching de Carreira e de Vida, da Editora Ser Mais, está pronto e eu decidi publicar aqui um trecho do poderoso conteúdo deste livro especialmente para os leitores do meu blog

Você está preocupado em ter alto desempenho profissional? Provavelmente está disposto a fazer tudo que estiver ao seu alcance para ter sucesso na carreira. Continuará a ler, a se informar, aperfeiçoar e planejar para atingir seu objetivo, certo? Ótimo. Mas e as outras áreas de sua vida, como vão? Como vai a vida afetiva, familiar, social? Com estão a saúde, o esporte, o lazer e o prazer? Você tem dado aos outros aspectos da vida a mesma importância que dá à carreira?

Convém fazer essa pergunta a si mesmo enquanto ainda é tempo, porque o que mais se vê por aí são pessoas colocando toda sua atenção na vida profissional e se esquecem do resto. Na busca da autossuperação no trabalho, elas têm cada vez menos tempo para viver seus relacionamentos, cuidar do corpo, descansar a mente e até fazer coisas básicas como dormir. Nem se dão conta do que estão fazendo consigo mesmas e com quem está à volta, pois trabalhar loucamente é considerado, para elas, normal. Conforme avançam na carreira, vão deixando para trás o casamento, os amigos, a saúde... Chega um momento em que percebem estar solitárias, estressadas e não raro doentes, e então se perguntam: tudo isso tem valido a pena?

Quando nos posicionamos equilibradamente, a percepção do mundo, dos relacionamentos, dos negócios e da carreira se intensifica, o que permite maior integração com o todo e a diminuição da necessidade de manter tudo e todos sob controle.

Já nos anos 60, quando ainda não havia tanta informação e velocidade nas mudanças como ocorre hoje, a doutora Ida Rolf, criadora do Método de Integração Estrutural (também conhecido como Método Rolf), já anunciava a importância da integração corpo-mente-emoção-espírito que se revela em inúmeras atividades do ser humano. Quando um dos eixos dessa engrenagem entra em alerta, toda estrutura fica comprometida, por mais que, no primeiro momento não seja percebido. Reflexo semelhante acontece quando se corresponde desproporcionalmente às necessidades das diversas áreas da vida.

Não há mais dúvida de que a depressão é um problema muito mais sério do que tristeza ou desânimo, com graves repercussões sociais e econômicas, pois afeta a produtividade, os relacionamentos e até mesmo a capacidade de as pessoas cuidarem de si mesmas. Afinal, pensam os depressivos, para que levantar da cama, tomar banho, vestir uma roupa nova? Para que ver os amigos, ir ao cinema, ler um livro, investir em uma carreira?

A vontade de morrer e a depressão não são apenas recursos dramáticos explorados por filmes e romances. No mundo corporativo essa é uma realidade que tem atingido sorrateiramente muitos profissionais com alto potencial, mas baixo nível de realizações pessoais. Este mal afeta um número muito maior de pessoas do que imaginamos.

Pessoas que foram demitidas contam que em um primeiro momento sentiram-se ameaçadas, “perderam o chão” e acharam que não sobreviveriam. Depois, passaram por uma fase de raiva e, finalmente a aceitação. Porém, a aceitação não significa necessariamente que se recuperaram da frustração e do trauma. Muitas vezes as sequelas dessas situações são mais perniciosas do que suas causas, manifestando-se em forte ressentimento e com uma postura negativa diante da vida.

Com frequência me deparo com o medo, a ansiedade, a depressão e o desânimo, materializados em e-mails aflitos, escondidos no olhar das pessoas e explícitos em uma pergunta: “o que eu faço da minha vida, dos meus relacionamentos ou da minha carreira?”.

Perdi a conta das vezes que ouvi pessoas se queixarem de que, na vida, nada acontece conforme o que elas desejam...

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