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A carência do jovem trabalhador

Nesse artigo faço uma análise da geração de jovens entre 18 a 25 anos. Quase 15% desse público está desempregado.É a geração do "nem nem". Nem estuda e nem trabalha. O que fazer? Tento levantar os principais problemas tanto na visão do empregado como do empregador.

Muito se tem falado do pleno emprego no Brasil, ou seja, hoje a taxa de pessoas desempregadas é considerada pequena. Esses dados precisam ser melhor avaliados, pois o que acontece na atualidade é uma verdadeira inversão de valores.

Antes, o patrão/empregador era o “senhor da razão”. A demanda por emprego era bem maior do que a oferta. Agora é outra realidade! As empresas, principalmente as que trabalham no comércio, estão tendo sérias dificuldades para conseguir preencher suas vagas de emprego. Hoje, o pretenso candidato, quando vai participar de uma entrevista é ele quem faz as perguntas: “Quais os benefícios a empresa oferece além do salário”? “Trabalha feriados e finais de semana”? Esses exemplos mostram as dificuldades que as empresas encontram para preencher suas vagas, principalmente as que funcionam em shopping e supermercados.

Àquela realidade onde os funcionários que entravam na empresa ficavam até a sua aposentadoria está findando. Com as novas tecnologias avançando e, por conseguinte novas profissões surgindo, os jovens de hoje não querem mais “fazer carreira” em uma única empresa. Por isso o “turnover” ou a alta taxa de rotatividade dos empregados é alto. Para os empresários acarretam mais custos com demissão e contratação além de prejudicar a continuidade dos trabalhos.

Outro fator preponderante é a falta de qualificação dos funcionários. As empresas têm vagas, só que não conseguem encontrar o funcionário habilitado para o serviço. O governo e a iniciativa privada até que tentam ampliar a oferta de cursos para a melhoria da mão de obra, mas um dos problemas que ocasiona essa inabilidade produtiva pode ser a falta de interesse dos atuais jovens e a procura por ocupações que melhor remunera.

Ocupações como diarista, vendedor, caixa, repositor, padeiro e açougueiro estão ficando em segundo plano para a classe trabalhadora. Com o boom da construção civil esses trabalhadores estão preferindo migrar para esse ramo de atividade, que além da melhor remuneração e estrutura, não trabalha nos feriados e finais de semana.

Os empresários precisam buscar alternativas a essa movimentação da mão de obra. Uma delas é melhorar essa remuneração criando benefícios que vão além de plano médico e odontológico. Poderia as empresas investir em cursos de qualificação e em treinamento para seus funcionários, criando planos de cargos e salários, premiações para metas alcançadas, o que contribui para a melhoria do clima organizacional e consequentemente estes funcionários se tornem peças fundamentais na estratégia da empresa. Apesar, que alguns empresários ainda possui a visão que investir em funcionários é considerado como despesa e não como investimento. As grandes empresas só sobreviverão nesse mundo cada dia mais competitivo se possuir uma mão de obra pensante e que consiga enxergar além do “umbigo”.

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