A Beleza e a Contradição da Área Financeira

A singularidade em conciliar diversos interesses conflitantes de maneira técnica e harmoniosa é essencial aos executivos financeiros nesse cenário econômico desafiador.


Uma profissão que tem exigido nesse momento econômico desafiador uma habilidade singular de conciliar diversos interesses conflitantes de maneira técnica e harmoniosa é a carreira de finanças.
Em níveis iniciantes alguns podem apenas observar as habilidades comuns de conhecimento matemático, lógico e domínio de planilhas financeiras, todavia à medida que se avança na hierarquia faz-se necessário uma visão mais ampla do negócio da empresa; boas habilidades de comunicação e flexibilidade para lidar com os diversos interesses conflitantes também são cada vez mais exigidas aos responsáveis pelo departamento financeiro nas grandes companhias.
Como exemplo temos um diretor querendo mostrar o máximo lucro possível e talvez fazer jus a maiores gratificações, os acionistas almejando reduzir essas mesmas recompensas, e se possível também os tributos. Enquanto isso o governo quer o máximo de tributação possível, já os gestores, acionistas e credores querem desembolsar o mínimo possível.
Uma possível solução para o problema dos custos de agência estudado por Michael Jensen (1976), acontece por meio do alinhamento dos interesses dessas duas partes (direção da empresa/acionistas) para evitar ou, no mínimo, reduzir os custos de agência que podem “destruir valor” para a empresa. Medidas de boa governança corporativa seriam exemplos de tentativas de eliminar esse tipo de conflito de interesse.
Diante disso, observa que não só de técnica refinada faz um bom executivo financeiro, mas também de uma ética profissional e pessoal, e de uma capacidade de comunicação, de resistência a pressões e de viver sob pressão também. Um verdadeiro malabarista por assim dizer.

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