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7ª função da emoção – Tomada de Decisão

Terceira Opinião e as sete funções da Emoção

7ª FUNÇÃO DA EMOÇÃO - Tomada de Decisão.

Constantemente temos associado à emoção com insensatez, desvario e até mesmo loucura. esquecendo que a razão também é uma atitude emocional.

Conforme Damasio (1994) as emoções e os sentimentos podem desempenhar um papel importante nos processos racionais para a tomada de decisão, especialmente aquelas relacionadas à pessoa e seu entorno social mais imediato.

Tanto no que tange as atividades mais subjetivas, bem como as de caráter mais pragmático, todas elas estão banhadas em suas tomadas de decisão de um caráter emocional. Um pensador estratégico, um poeta, um cientista, um financeiro necessitam lidar bem com suas emoções ou estarão fadados a tomar atitudes que violem as suas fronteiras e a fronteira do outro. A parte dorsal da região pré-frontal medial como um todo (incluindo o cingulado anterior) forma uma região de estrangulamento que causa danos na interação entre o movimento, emoção, atenção e memória de trabalho ( Damásio, 1994 ).

Pacientes com lesões bilaterais nessa região sofrem de 'mutismo acinético', não conseguindo responder aos estímulos externos, os movimentos tornam-se muito limitado, e as expressões faciais estão em branco, o que reflete nenhum sinal de emoção e sentimento ( Damásio, 1994 ; McPherson e Cummings , 2002).

Este sétimo ponto, Função da Emoção – Tomada de Decisão, nos faz deduzir que nos seres humanos, as emoções seguem sendo um dos pilares sobre os quais descansam quase todas as demais funções do cérebro. Um dos grandes problemas que envolvem o mundo moderno é o de não incluir e consentir que seus sentimentos e afetos também influenciam nas suas tomadas de decisão.

Como erroneamente desvinculamos a razão da emoção, dando a razão um status de não-envolvimento com o entorno, tem se proliferado a idéia de que há seres mais racionais e outros mais emocionais. Como se as pessoas emocionais não fossem racionais e os racionais não agissem de forma emocional.

De alguma forma, os ditos racionais, por longa data e ainda hoje tem vantagens sobre os ditos emocionais. Um aparato de planilhas, processos e números mediam às ações e atitudes. Os racionais utilizaram de modelos, analogias e outros pensadores para justificarem o que estão sentindo e não se exporem como entes emocionais. Mas a complexa competitividade mercadológica, os novos parâmetros na aquisição dos recursos humanos e gestão de pessoas, a introdução de conceitos como interdisciplinaridade e das inter-competências, bem como, a intensa obrigatoriedade de todos na esfera empresarial de estarem envolvidos com o espírito inovador, tornaram a razão (quando apenas uma forma mecânica, repetitiva e ortodoxa), obsoleta para os novos desafios para gerir grupos. O que vem a ser isto? Que há um novo entendimento em relação a tomada de decisão e seus impactos dentro e fora do ser. Passamos a descobrir que nós todos somos emocionais e que a razão não é tão pura como alardeamos por aí. Uma tarefa ambiciosa a partir de agora é rever os preconceitos sobre as questões que envolvem racionalidade e tomada de decisão. Mais que isto, nós não podemos deixar de perceber que a atividade concentrada entre o córtex cerebral e a parte mais antiga do cérebro é onde são geradas as emoções. Concluímos então que racionalidade e emoção são transversais e não paralelas. O que nos leva a crer que uma tomada de decisão compartilhada, aberta para outras opiniões, será sempre menos dolorosa.

Temos defendido amplamente e humildemente desde 2010, a partir de estudos e casos de profissionais aonde suas atividades remetem a risco de vida, que razão e preservação resultam em emoção. Um grande número de investigadores têm provado esta hipótese usando o paradigma de jogo de cartas. Bechara, Damasio e Anderson (1994) e Bechara, Damasio, Tranel e Damasio (1996, 1997) demonstraram que pacientes com lesões preferem as jogadas mais perigosas em suas apostas. Pois neles não é desencadeada uma resposta eletrodérmica ante a expectativa de ganhar ou perder. Desta forma o que ocorre com os controles é que não se encontra ativado o marcador somático adequado, ou seja, suas escolhas no jogo estão ausentes às futuras conseqüências de seus atos. Desta forma podemos entender que o inverso é verdadeiro. Quando unimos os sentimentos de razão e preservação, os controles cerebrais estão ativados e a nossa tomada de decisão não é inconseqüente. Podemos nos emocionar no amor, pelo planeta, em relação à contribuição do outro, pela aventura do ser novo de novo. Pois emocionar-se é uma tomada de decisão de colocar o nosso interior em comunhão com a vida.

Todas as vidas.

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