7 diretrizes para a atingir o sucesso por meio da reprogramação mental

O que a música da Pitty nos ensina sobre reprogramação mental, sucesso, modelagem comportamental e alta performance

Muitos devem conhecer a música da cantora Pitty, intitulada “Admirável Chip Novo”. Caso não se lembre, reproduzo um trecho da mesma:

Pane no sistema, alguém me desconfigurou

Aonde estão meus olhos de robô?

Eu não sabia, eu não tinha percebido

Eu sempre achei que era vivo

Parafuso e fluído em lugar de articulação

Até achava que aqui batia um coração

Nada é orgânico, é tudo programado

E eu achando que tinha me libertado

Mas lá vem eles novamente

E eu sei o que vão fazer:

Reinstalar o sistema

Você cresceu e foi moldado pelo ambiente externo nos seus diversos contextos na medida em que interagia com eles. O ambiente te influencia mas também você influencia ambiente ao seu redor em um fluxo dinâmico e bidirecional. Com isto, de certa forma, você foi sendo “programado” mentalmente e comportamentalmente. Entretanto, alguns desses programas não lhe são mais úteis. O ser humano se constrói. Somos seres inacabados, em construção e em busca de autonomia. Você também pode reinstalar o seu sistema e não deixar que os outros o façam.

O eminente especialista comportamental e Master Coach Anthony Robbins, por meio de seus estudos e experiência, cita diretrizes para promover mudanças de pensamento e de comportamento em si mesmos (Robbins, 1987, p. 26):

Primeiro: definir precisamente o que se quer.

Segundo: tome medidas, pois, de outra forma, seus desejos serão sempre sonhos. Você deve tomar os tipos de medidas que acredita que criarão as maiores probabilidades de produzir o resultado desejado. Nem sempre as medidas que tomamos produzem o resultado desejado.

Terceiro passo: desenvolver uma acuidade sensorial para reconhecer as espécies de respostas e resultados que se está conseguindo, e reparar - o mais rápido possível – se elas estão aproximando ou afastando você de seu objetivo. Você tem de saber o que está conseguindo, seja numa conversa ou em seus hábitos diários. Se está obtendo o que não deseja, precisa anotar os resultados que suas medidas produziram, a fim de aprender com a experiência de cada ser humano.

Então você dá o quarto passo: desenvolver a flexibilidade para mudar seu comportamento até conseguir o que quer.

Em outras palavras, para promover mudanças duradouras em si mesmo é necessário definir metas e objetivos claros, sendo específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevante para o próprio indivíduo e com um prazo a ser definido. Por exemplo: “quero promover e divulgar os benefícios das técnicas de Coaching de alta performance e até julho de 2016 ter lançado um livro sobre o tema e sobre minhas experiências. Um dos indicadores que usarei será o número de palestras, artigos e de capítulos elaborados e promovidos” (específico, mensurável, alcançável, relevante e com um prazo definido). Serve também para aquela dieta que você diz que vai começar segunda, mas a segunda nunca chega e, tampouco você reflete sobre a real relevância de começar logo.

Ainda, depois de definido onde quer chegar (ser, ter ou fazer), é necessário agir, alocar recursos (tempo, energia, investimento, comprometimento, emoções, etc.), monitorar e ajustar as ações quando necessário até gerar os resultados desejados. Você vai lendo seus comportamentos e pensamentos e fazendo suas escolhas, inclusive ousando, na mesma medida que recebe um retorno (feedback) do meio, em especial, de pessoas que querem o seu bem. Dessa forma você vai instalando “seu próprio sistema”.

Lembre-se que você chegou hoje aqui cheio de “sistemas instalados” dos quais alguns não fazem mais sentido, mas que você continua acreditando e operando com base neles. Claro que há sistemas operantes que são positivos e norteiam suas condutas e ações de modo positivo. Porém, há aqueles prejudiciais ao seu desenvolvimento. Quantas vezes você já escutou: “Não faça isso ou aquilo!”, “Você não vai conseguir!”, “Você não é capaz!”, “Pare de sonhar alto garoto!”, “Ele é assim mesmo! Não muda!”, “Ele nunca vai aprender!”, “Ele é um caso perdido!”, “A vida é assim mesmo! Ela é cruel!”, “Só é rico quem rouba!”, entre outras generalizações que nos fazem acreditar e que, às vezes, acreditamos de forma inconsciente e agimos com base nessas generalizações e programações.

Para o Coaching e para a Programação Neurolinguística (PNL), uma das formas de reprogramar esses pensamentos e crenças que limitam seu comportamento é se perguntar: “E se fosse possível? O que eu faria?” ou: “Tem alguém que fez, teve ou realizou? Se ele pode eu posso, basta alocar os recursos e a dedicação necessária.” O importante aqui é o caminho, o quanto você está se aproximando dos seus objetivos e metas.

Para Anthony Robbins, há 7 fatores crucias para a transição do seu estado atual (programação negativa) para uma de maior potencial (programação positiva e de potencialidades). São elas (Robbins, 1987):

1) Paixão: descubra o que te motiva, a razão para promover a mudança e como reforçar essa automotivação;

2) Crença: nossas crenças em nós mesmos e na vida determinam o que somos e como agiremos em prol do que “podemos ser” e “seremos”. Esses dois nos dão o estímulo e a motivação necessária;

3) Estratégia: é a maneira como organizamos e alocamos recursos, sejam físicos (dinheiro, recursos humanos), emocionais (dedicação e resistência a frustrações), sociais (apoio da família ou esposa) e intelectuais (saber o que e como fazer). Em outras palavras, qual caminho tomar e com quais recursos;

4) Clareza de valores: aquilo que realmente importa eticamente e moralmente, são nossos julgamentos fundamentais; a essência que deve ser levado em consideração nas tomadas de decisões. São as nossas crenças que norteiam o que é certo e errado para nós;

5) Energia: corpo e mente caminhando juntos com vitalidade. A mente impacta na saúde do corpo e o corpo na saúde da mente. A respiração inadequada (curta e torácica), por exemplo, prejudica a oxigenação do cérebro, logo, da memória.

6) Poder da união: o ditado diz: “a união faz a força”, isto se tiverem os mesmos propósitos, como por exemplo, desenvolverem suas potencialidades. Mesmos propósitos não implica que tenham que ser por meio de pessoas iguais. A diversidade cultural é rica. O autodesenvolvimento também passa pela afetividade e pelos relacionamentos sociais significativos.

7) Domínio da comunicação: alguém duvida do poder da comunicação, da palavra? Seja a comunicação direcionada a si mesmo, como autossugestão (intrapessoal), seja a comunicação direcionada ao outro (interpessoal). Para se comunicar de modo a fazer diferença para o outro e para si mesmo em termos motivacionais, é preciso ler a vida de um modo mais positivo. Como você lê as adversidades que lhe acontecem molda os esquemas e crenças mentais. Se você ler que “não é capaz”, é dessa forma que agirá e reagirá.

Talvez a sua vida hoje não seja a que gostaria e parece haver uma “pane no sistema” pessoal, profissional e social, mas se você acreditar e agir com os recursos necessários, principalmente por meio de novos programas mentais, é possível você otimizar seu sistema operacional, e configurar o seu destino para melhor! Tente! Ouse!

Agora reflita!

üO que você deseja especificamente? Qual o prazo? (para cada meta e objetivo).

üO que você está perdendo por não ter atingido ainda o seu objetivo e meta?

üPor que atingir seria importante e relevante para você? Quais valores seus norteiam o seu objetivo e meta especificada?

üQuais recursos precisará? Quais estratégias e passos serão adotados?

ü O que ainda falta para você começar agora a se mover em prol do objetivo e meta almejado?

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REFERÊNCIAS

CARNEGIE, Dale. Como fazer amigos e influenciar pessoas. Trad: Fernando Tude de Souza. Ed. 50. São Paulo: Companhia Editora nacional, 2002.

DE OLIVEIRA, Pérsio Santos. Introdução á sociologia. São Paulo: Ática, 1999.

O`CONNOR, Joseph; SEYMOUR, John. Introdução à programação neurolinguística: como entender e influenciar pessoas. Trad: Heloísa Martins-Costa. Ed. 5. São Paulo: Summus, 1995.

MATTA, Villela da; VICTORIA, Flora. Personal & Professional Coaching: livro de metodologia. São Paulo: SBCoaching Editora, 2014.

PEASE, Barbara; Allan. Desvendando os segredos da linguagem corporal. Trad: Pedro Jorgensen Junior. Rio de Janeiro: Sextante, 2005.

PhD WEISINGER, Hendrie. Inteligência emocional no trabalho. Trad: Eliana Sabino. Rio de janeiro: Objetiva, 1997.

ROBBINS, Anthony. Poder sem limites. Trad: Muriel Alves Brazil. São Paulo: Best Saller, 1987.

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