6 atitudes indispensáveis para combater a crise

Diante de um cenário duvidoso da economia, entenda o que os CEOs e Presidentes das maiores empresas no Brasil comentam a respeito de cada estratégia detalhada neste artigo

Desde que começou o ano a expectativa para o pior é o que toma conta da maioria das cadeiras executivas. Isso é evidenciado por reportagens veiculadas em mídias televisivas, revistas e páginas sociais. O que mais intriga, é o incerto. É o fato de estarmos começando o ano e os pacotes de reajustes de preços, seja no combustível, ICMS, Pedágio e Energia serem desproporcionais e aparentemente fora do alcance de qualquer orçamento.

Ainda temos as denúncias de corrupção, “petrolão”, reajuste nas passagens de ônibus além é claro das greves. Greves da polícia, cobradores de ônibus, professores e até funcionários de telefonias que fazem cabeamento na região metropolitana de Curitiba, que antes nunca haviam experimentado o poder de uma greve. Para os mais descontraídos, tudo pode acontecer em um ano em que a dúvida sobre a cor de um vestido toma importância de proporção totalmente incalculável.

Diante deste cenário, que ainda não é possível classificar se é pior ou não do que a crise de 2008 (pois o ano só está começando), existe uma série de habilidades e atitudes que as empresas precisam reforçar para não se deixarem impactar negativamente pela especulação. O detalhe é que, especulação ou não, estar preparado sempre para uma variação do mercado, é premissa básica de qualquer micro ou grande empresa. Porém, como não conseguimos controlar o efeito chicote que a especulação causa, ressalto aqui 6 habilidades e atitudes que as empresas devem reforçar internamente de forma a se blindarem.

Investir

Alguns falam em cautela outros em ‘mapeamento de riscos melhorado’. O fundador da GVT, Amos Genish em sua recente entrevista à Época Negócios afirma: “Agora é hora de investir e deixar os pessimistas irem para Miami”. A afirmação é resumida, mas por trás dela existe um estudo arrojado de metas e riscos, evidentemente. A mensagem deste tópico é que não é hora de parar e esperar para ver o que vai acontecer. Defina o futuro da sua empresa e não permita ser pego de surpresa. As maiores e melhores oportunidades aparecem em momentos de crise. Este é um assunto também reforçado pelo Presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila: "não cancelar ou adiar investimentos em produtos novos, eficiência e melhorias tecnológicas que são fundamentais para a estratégia da empresa no longo prazo".

“Turn around”

Este é o momento ideal para aproveitar os espaços gerados pela inevitável baixa nas vendas e volume de produção. Aproveite para aperfeiçoar, rapidamente, os processos, compartilhar conhecimentos entre equipes, criar novos controles e estipular novos objetivos. A ociosidade que será instalada é o momento perfeito para olhar a volta e identificar o que precisa ser reparado. Rômulo Dias, Presidente da Cielo, orienta: "buscar eficiência operacional é uma preocupação constante. Num cenário desafiador, é crucial."

Jogue limpo!

Deixe explícito à sua equipe o que a empresa pensa sobre este momento. Não saber o que se passa pelos bastidores é angustiante e instala um “pavor” dentro da empresa em que toda equipe fica estacionada esperando uma próxima demissão. Compartilhe decisões, quando possível, e manobras que a empresa está encontrando para minimizar qualquer impacto futuro. Seja político. Envolva-os. Essa é uma forma de impedir que o pavor tome espaço na organização. Janguiê Diniz, Presidente do Conselho de Administração do Setor Educacional, aconselha: "Informe à todos sobre a situação atual em que se encontra a empresa e desenvolva ações compartilhadas".

Reuniões semanais de equipe

Promova reuniões semanais com a sua equipe para compartilhar os indicadores e expectativas. Isso reforça o sentimento de união. Faz com que as dificuldades sejam compartilhadas e aprendizados surjam a cada instante. Se isso não acontecer, provoque-os. Tirá-los de suas mesas individuais para uma mesa redonda pode ser o momento mais produtivo da semana. Nadir Moreno, Presidente da UPS Brasil sugere: "transforme conhecimento em inteligência para impactar diretamente no resultado do negócio."

Energia positiva!

Trate nessas reuniões assuntos que possam elevar a auto-estima dos funcionários. Assuntos como automotivação, trabalho em equipe, eficiência e até cases de sucesso podem dar a sensação de que a equipe tem potencial para enfrentar essa turbulência. Não há nada mais poderoso do que isso. Segundo os conselhos de Sylvia Coutinho, CEO da UBS Brasil, a energia positiva é fundamental nesses momentos de "vento contrário".

Mãos à Obra!

Envolva-os em algum projeto. Aproveite o conhecimento que cada indivíduo tem. As percepções sobre cada assunto são tomadas de acordo com as experiências individuais e formas de pensar que cada colaborador tem. Isso faz com que ninguém seja dispensável e reforça a ideia de que todos têm algo a agregar. Basta incentivá-los a isso. Ouça o que eles têm a dizer. Instigue-os. Mais uma vez menciono o Presidente da Cielo, Rômulo Dias que reforça: "O papel do líder é garantir comprometimento com os desafios"

Essa não é uma receita de bolo, nem a chave para que nenhuma empresa passe por esse momento sem nenhuma dificuldade. Essas são sugestões que reforçarão o envolvimento da sua equipe e farão este momento ser tratado com a importância e atenção que merece, nem mais e nem menos importante. Eu diria, apenas, desafiador.

Fontes das citações: Revista Exame, ÉpocaNegócios, IstoéDinheiro e Gazeta do Povo.

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