5 dicas para você não adiar mais nada

Por que adiamos muitas das coisas que temos para fazer? Descubra aqui 5 dicas de como sempre finalizar o que você começa, aprendendo a lidar com os sentimentos presentes e a tornar-se mais produtivo

Estes dias estava revendo a minha lista de atividades e percebi alguns itens que estavam pendentes há algum tempo e que eu já deveria ter iniciado, pois não faziam parte da minha lista "no futuro" e sim das atividades de curto prazo. E isso despertou uma reflexão: pois não é que eu não tivesse tempo para realizá-las, mas sim não o fiz por opção. Sempre que percorria a lista para incluir uma nova ação, passava por elas e as deixava de lado. Mas, eram importantes? Sim, eram. Então, por quê?

E foi esta a reflexão que surgiu: por que adiamos algumas coisas até o limite? Adiamos a execução de uma tarefa, a tomada de uma decisão, palavras que precisam ser ditas. Não são todas as pessoas que são assim o tempo todo, mas quase sempre há pelo menos um tipo de situação que adiamos.

Adiar, em qualquer um desses exemplos é simplesmente postergar uma consequência que eu sei qual é e não quero encará-la ou então, eu não sei qual é e por isso tenho medo que seja algo que me desagrade. E ainda, dependendo da intensidade dessa consequência, vou adiar mais ou menos.

Por exemplo, se tenho uma atividade profissional que vai demandar tempo e dedicação, posso adiá-la por não querer mergulhar nela, por saber que demandará um grande esforço, me deixando cansada. Mas, num determinado momento vou fazer, porque chegou no limite. Outro exemplo, muito diferente é ter uma conversa com alguém que pode ter grande impacto em ambas as vidas, e eu não sei bem ao certo o que pode acontecer. A tendência nessa caso é adiar ainda mais e arranjar algumas desculpas para não fazer e justificar o adiamento de uma forma mais racional, enquanto o tempo passa.

Escrevi tudo isso até aqui apenas para chegar a esse ponto e dizer como penso que podemos evitar esse tipo de comportamento:

1) Estabeleça um prazo - primeiro de tudo, não deixe a atividade "solta", estabeleça um tempo para que seja concluída. E ao fazer isso, seja realista, o que quer dizer que precisa ser generoso com você mesmo - você sabe o tempo que tem disponível, como é sua rotina, qual a sua disposição para a atividade, etc. Isso é importante ao determinar a data de conclusão.

2) Prepare-se. Conheça as ferramentas e habilidades - assegure-se que você tem todas as ferramentas e habilidades para executar aquela tarefa. Se não tem, inclua pré-passos para serem feitos antes da atividade principal. Se isso não for feito antes da atividade principal, ao chegar no momento de executá-la você perceber que não consegue fazer, só irá causar frustração. Esteja preparado.

3) Planeje a execução - caso seja uma atividade longa, programe-se no decorrer do tempo disponível para ir realizando e progredindo na tarefa. Não deixe tudo para a última hora, correndo o risco de não conseguir finalizar. Um pouco por dia (ou semana) pode tornar a execução da tarefa bem mais agradável e menos cansativa. E ainda, vcê terá tempo para amadurecer o que for sendo feito, dando oportunidade para novos insights.

"Não se coloque a realizar aquela determinada atividade já profetizando como você irá se sentir."

4) Administre o seu emocional. Não deixe sentimentos automatizados surgirem - coloque-se a realizar a tarefa como se fosse a primeira vez. E deixe novas emoções surgirem. Não fique preso a conceitos e sentimentos vividos no passado em uma situação semelhante. Não se coloque a realizar aquela determinada atividade já profetizando como você irá se sentir. Deixe ser diferente.

Ainda sobre esse tema, é claro que algumas atividades podem ser chatas mesmo, mas se precisam ser feitas, que seja! Resolva-as. O impacto emocional de algo pendente é muito maior. É mais desgastante, repetitivo e ressalta o aspecto de não realização. E não queremos isso.

5) Acabe o que começar - não deixe nada pela metade. Se a execução não está exatamente como você queria, se as condições não são ideiais, tudo bem. Conclua. Mesmo que você precise voltar num segundo momento para melhorar. Não é ideal, mas é muito melhor do que não fazer nada. E sua sensação será completamente diferente, se você ver sob este ponto de vista. Só o fato de ter começado já tem um impacto diferente - mesmo que seja um começo bem pequeno - concluir, então, é bem satisfatório.

Aos poucos, você vai construindo um hábito, o de começar e terminar o que faz. É bem comum, encontrarmos pessoas que tem ideias, planejam, mas na hora de implementar não sabem por onde começar, ou então aquelas que começam com grande facilidade, mas não acabam. É a falta de "acabativa". E também não queremos nenhuma das duas, não é?

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