2016: the year of survival in Brazil

As mazelas, as pedaladas, os erros de cálculo, os desvios, a roubalheira, enfim, tudo isso vai cair no colo do pobre cidadão

Com todas as notícias que chegam às nossas timelines, ao nosso solidário WhatsApp, nas páginas dos sites de economia e nos noticiários em geral, fica cada vez mais claro que esse será o ano da sobrevivência (survival) no solo tupiniquim. As mazelas, as pedaladas, os erros de cálculo, os desvios, a roubalheira, enfim, tudo isso vai cair no colo do pobre cidadão.

Na minha modesta opinião, são quatro os aspectos que vão permear as mentes dos chefes de família nesse ano que se adentra:

  1. Disciplina econômica: Sim, tem que ter muita disciplina para não estourar o orçamento. Principalmente quando a patroa começa a pedir prá dar um pulinho na praia, e os filhos cobram também aquela saidinha de fim de semana para sujar o pé na areia. Nós mesmos, chefes de família, cansados pelo ano complicado de 2015, temos de ter muita rigidez para não cedermos.
  2. Rotina Planejadora: Tudo que for planejado no início do mês, deve ser seguido á risca, sob ameaça de um rombo nas finanças pessoais. Tudo, mas tudo mesmo, tem de ser regiamente calculado;
  3. Endividamento saudável: Não poderás ficar esperando 2016 acabar, pois ainda falta trezentos e poucos dias, necessidades haverão de acontecer, oportunidades haverão de surgir. Mas nada que ultrapasse os limites do endividamento saudável, aquele endividamento que não vai te prejudicar, e que poderá render frutos no futuro;
  4. E por último, como dizia a minha avó “muita cautela e caldo de galinha”.

Eu já defini minhas demandas, meus desafios, minhas perspectivas, e compartilho, pois acho que será de grande valia: primeiramente, focarei nos gastos com a educação dos meus filhos, acho que essa é a grande prioridade. Material escolar, livros, uniforme, matrícula da escola.

Próximo passo é honrar os compromissos com o governo (eles não honram conosco, mas fazer o quê?). IPVA, IPTU, IR, etc... As anuidades com conselhos profissionais também tem de ser quitados, o desconto, de 10%, é atrativo nesse momento de aperto.

Seguro do carro também merece meu foco, pois o veículo é minha ferramenta de trabalho, desloco 3 horas por dia para trabalhar. Manutenções preventivas também dão o tom, como troca de óleo, filtros. Outro item de suma importância, e muito pouco utilizado pelo brasileiro, é o seguro residencial. Te protege de muitos contratempos, e acho viável.

Passando por todos esses itens abordados, acho que é hora de sentar com a família, repassar toda a situação, e definirmos algumas rotinas. Evitar desperdícios com água e energia, Diminuirmos gastos com lanchonetes e restaurantes, Diminuirmos gastos com a cervejinha do fim de semana. Diminuirmos, não zerarmos. Interessante também definirmos se existe alguma necessidade de comprar algo para a casa, se existe necessidade de comprarmos roupas, tudo dentro de limites definidos simplesmente pelo que ganhamos.

Outro item a ser negociado é quanto as férias, o que fazer, onde ir, algo que pode nos proporcionar descanso (vital nesse mundo acelerado) mas com gastos dentro do orçamento.

Não esqueçamos dos investimentos (lembra do endividamento saudável?). Sobrar um pouquinho para um momento de imprevistos, um investimento em previdência, investimentos no tesouro direto.

Bom, acho que é isso. As planilhas já estão previamente definidas, os gastos dentro de um controle, as rotinas planejadas. O que nos resta é trabalhar para que a coisa não saia ainda mais do controle, e torcer para que nossos governantes adotem uma mentalidade um pouco mais coletiva, voltada para a população, e não um sentimento individualista e de impunidade que ronda nossa política brasileira, um tanto quanto desacreditada por nós.

Feliz 2016, desfrutem desse maravilhoso ano, mas fiquem de olho nas contas!

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