10 ensinamentos da administração que você pode aprender com os formidáveis heróis de Dragon Ball

Use essa maravilhosa aventura para alavancar seus dotes ocultos e impulsionar sua insígnia no aglomerado corporativo

Tente imaginar um alienígena que foi enviado pelo seu povo para destruir um planeta e que por uma cômica ironia do destino bate a cabeça e se esquece completamente de sua impiedosa missão. Essa é a maluca história de Kakarotto, que desde então sofreu uma amnésia perpétua e nunca mais foi o mesmo, frustrando os planos de seu progenitor Bardock (um homem desumano e violentamente cruel), que queria que ele tirasse a vida dos terráqueos para alcançar seus sórdidos objetivos na galáxia universal.

Cavando mais profundamente, ao nascer, Kakarotto foi tido como um Saiyajin demasiadamente inferior por sua família, isto é, ele não passava de um ser limitado que ostentava um poderio ínfimo se comparado aos demais. Todavia, para desespero dos seus ambiciosos parentes, essa era uma perniciosa e saborosa inverdade.

Sem se lembrar de nada e sendo apenas um frágil e indefeso bebê, Kakarotto foi carinhosamente adotado por Son Gohan, um ser bom que o educou e lhe deu o nome de Son Goku. A medida em que crescia, ele se destacava por sua força, intelecto e soberania, surpreendendo todos os oponentes que o ousavam enfrentar e enchendo seu tutor de orgulho, deleitamento e profunda honra.

Com um carisma fora do normal, ele rapidamente conquistou vários amigos e passou a instituir um laço fortíssimo com o seu novo globo astral, estabelecendo uma união fraternal com muitas pessoas que o admiravam, o respeitavam e o amavam. Com o passar dos anos, numerosas criaturas nefastas surgiram e Goku - contrariando as ideias do seu mentor e pai Bardock – passou a defender com unhas e dentes o seu habitat atual, evoluindo gradativamente e se metamorfoseando em um competidor feroz e pungente.

Seu sucesso foi tão vasto que em um curtíssimo espaço de tempo ele passou a ser invejado e estimado por inúmeras criaturas, ganhando fama no cenário mundial e conquistando um nome que passou a ser o mais temido dentre todos os guerreiros do hemisfério terrestre.

No meio de seus cobiçosos contendores encontramos o presunçoso e empertigado Vegeta. Esse ostensivo cidadão passou o enredo todo babando de ódio por não conseguir vencer o mais evidenciado dos Guerreiros Z, o que o fez bolar estratégias macabras e astutas na incansável busca por uma vitória em cima do seu mor e sui generis algoz. Entretanto, mesmo com essas perturbações inflamadas, Goku em momento algum foi seduzido pelo paladino das artimanhas, seguindo seus princípios e convicções sem se importar com as atmosferas externas que permeavam endiabradamente sua angustiada cabeça.

Através dessa alma reta, íntegra, ilibada, autêntica, mansa e suave, Kakarotto cumpriu a divina profecia e se tornou o “Messias” de sua linhagem, sendo reconhecido como o titânico e colossalmente inigualável Saiyajin da lenda, que mitologicamente viria ao mundo para superar a força de todos os seus antepassados e se afirmar definitivamente como invencível no campo de combate.

Por intermédio dessas portentosas materializações, Son Goku provou que o bem sempre prospera contra o mal e que inexistem motivos para pensarmos o contrário. Usando letras diferentes, semelhantemente a um excelso e proeminente professor, ele nos deu uma verdadeira aula, transformando ardilosas intensões em límpidas santidades por meio de atitudes louváveis e tipicamente enobrecidas.

Sabendo dessas coisas, sendo fã incondicional do desenho e procurando ajudar meus parceiros na otimização de suas reluzentes carreiras, resolvi trazer alguns aprendizados dessa esplêndida história de Akira Toriyama, objetivando absorvermos esses conteúdos e aplica-los tangivelmente em nossas passeatas profissionais. Confira:

1 – Vegeta: vindo da realeza suprema dos Saiyajins, o príncipe Vegeta é de longe o personagem mais fantástico, orgulhoso e implacável da série. No início de Dragon Ball, o guerreiro de raça superior era tomado de incontroláveis pretensões e perversidades que o transformaram em um demônio sedento de ganâncias e glórias.

Aos poucos, o sádico imperador foi perdendo a vontade de dominar o mundo (seu projeto inicial) e passou a confrontar seu conterrâneo Goku, o qual demonstrava ter uma força superior a dele. Vegeta não aceitava que sua linhagem sanguínea real fosse sobrepujada por uma de origem mais modesta, ou seja, que um cidadão comum do seu planeta (Goku) tivesse mais energia que ele.

Dessarte, ele virou um grande rival de “Kakarotto” e todas as suas ações foram voltadas para tal confronto, em uma espécie de fetiche pessoal.

O grande barato é que com o decorrer dos episódios, o planeta passou a sofrer com a ameaça de mortais inimigos como Freeza, Cell e Majin Boo, obrigando o honrado Saiyajin a unir-se ao seu algoz nas mortais pelejas que os aguardavam. Aos poucos, a frieza do insolente combatente foi dando lugar a um espírito mais calmo, fazendo Vegeta se preocupar com a Terra, com seus entes queridos e até mesmo com Son Goku.

Na batalha contra o terrível Majin Boo, a “grande alteza” reconheceu o valor de Kakarotto e rapidamente trocou sua esnobe e altiva aura por um cálice puríssimo de humildade e simplicidade, elevando seu caráter e definitivamente se tornando um dos maiores aliados daquele que outrora era seu sumo adversário. Em outras palavras, sentimentos como vingança, raiva, vaidade e maldade foram trocados por lealdade, ternura, caridade e amor, concebendo um novo coração ao nosso estimado e aclamado militante loiro.

Trazendo para o terreno da administração, se você tem um conhecido que o supera no mercado de trabalho, não o inveje, se inspire nele (se for idôneo, é claro). Lamentavelmente, muitas pessoas competem com as outras sem motivo algum, como se vivêssemos em um torneio pessoal. Ora, tudo que importa é a SUA EVOLUÇÃO, tendo em vista que o lado de fora é pifiamente irrelevante frente a riqueza inesgotável de uma fortificada e solidificada essência.

Discirna da seguinte maneira: do mesmo modo que essa pessoa possui notáveis habilidades e aptidões, você também possui (não é ridiculamente óbvio?). A sempar diferença é que seu companheiro já as descortinou e as desenvolveu, cabendo a você realizar o mesmo para alcançar o análogo patamar.

Seguramente, quando uma criatura aprende a reconhecer seus pontos fracos e a ativar seus pontos fortes, sem medo dos julgamentos alheios, ela prospera naturalmente sob qualquer aspecto, dado que descobriu o néctar pleno do triunfo: que está na vontade de tentar e na coragem de sofrer retaliações sem jamais abandonar o barco.

2 - Piccolo: ostentando um corpo verde, uma personalidade introspectiva (tímida) e um coração intrépido, o Namekuseijin Piccolo tinha o macabro objetivo de dominar o universo, porém ao sofrer uma derrota violenta para Son Goku, seus pensamentos começaram a mudar. Depois de conviver um pouco com o seu agraciado adversário, o alien de poucas palavras passou por uma regeneração completa e teve uma metamorfose em seu caráter. À vista disso, seu âmago maligno foi dando espaço gradativamente a uma consciência bondosa e peculiarmente generosa.

Sua aproximação com Kakarotto foi tão expressiva que quando as coisas ficarão “pesadas”, o extraterrestre entrou em cena com força total: treinando Gohan (filho de Goku) para um combate mortal contra os terríveis vilões Vegeta e Nappa - que estavam prestes a invadir o planeta e aniquilar todos os seres presentes -. De forma resumida e rápida, o jovem era a única esperança do seu reino, uma vez que seu pai havia morrido e já não existiam guerreiros capazes de parar os aguerridos e ferozes oponentes, por isso, Piccolo explorou sabiamente esse potencial juvenil para combater implacavelmente essas malévolas energias.

Como um exímio líder, ele capacitou o inseguro, mimado e frágil guri, que com muitas “espetadas” e “repreensões” evoluiu brilhantemente, enchendo seu professor de orgulho e se tornando uma peça fundamental na peleja contra as supracitadas forças do mal.

Olhando esse jubiloso evento sob a ótica da administração, podemos absorver duas coisas: a primeira é a integridade, porquanto um bom gestor precisa ser probo e virtuoso em suas relações com os stakeholders. Congruentemente, para conquistar uma reputação maciça no mercado é impreterível ter uma credibilidade ímpar com todos os interessados e isso somente é possível por meio de atitudes verdadeiras e piamente limpas.

Olhe o exemplo de Piccolo: ele era tão “fechado” com Gohan que no fim das contas deu a vida para salvá-lo, provando que acreditava em seu potencial e que estava disposto a se sacrificar por ele, morrendo em prol dessa incorruptível e avassaladora fé.

Já a segunda fica no campo da liderança propriamente dita, tendo em conta que por inúmeras vezes vemos que muitos gerentes não são líderes e esse comportamento limitado compromete os rendimentos do time, que perece diante da falta de um ser que os guie e os mostre os melhores caminhos a serem percorridos (como fez Piccolo de forma arrasadora com Gohan).

3 - Cell: com aparência de um inseto e com muitas manchas espalhadas pelo corpo, o androide Cell tirava o sono dos cavaleiros da esperança, visto que sugava as energias vitais dos seres vivos e se tornava mais poderoso a cada absorção realizada. Em outros termos, quanto mais pessoas encontrava e “devorava” mais ele desenvolvia suas habilidades, evoluindo rapidamente e concebendo-se como um oponente atroz e apavorante na trama.

Uma outra assombrosa característica do seu cosmo era a ceifa de células, que consistia em assimilar as técnicas de seus concorrentes, permitindo-o reproduzir os golpes alheios com total perfeição e assertividade. Pense comigo: suponhamos que você tenha dons específicos (particulares) e que exista um ser no universo capaz de copiá-los e executá-los, seria sinistro, não?

Desta forma, além de ascender a cada vítima encontrada, Cell ainda tinha o distintivo de imitar as facetas dos seus opositores, dificultando as ações de seus antagonistas por contar com tantas vantagens e privilégios.

O bio-androide estralou todos e virou soberano na arena, ao ponto de “brincar” com os guerreiros Z: sendo sádico, cínico e debochado pelo tamanho de sua excelência bélica. Quando tudo estava perdido e nada mais podia ser feito, Gohan despertou seu “Ki” supremo e com ajuda de seu pai (que estava no além, motivando-o) derrotou o inimigo, explorando seus dotes mais avançados e enfurecendo-se com aquele que havia provocado a morte de tantos inculpados por pura alegria e ambição.

O que todos os administradores precisam compreender com essa passagem é que um sonho é constituído de muitas trevas. Acredite: para concretizar seus alvos será necessário vasto trabalho duro, persistência, paciência e mais ainda do que isso: quando tudo parecer perdido você terá que imitar Gohan, bolando ideias mirabolantes para vencer cenários utópicos e destronar atmosferas impossíveis.

Lamentavelmente, numerosos bons colaboradores desistem de suas fantasias intelectuais por não conseguirem suportar tantos lampejos e frustrações, interrompendo carreiras meteóricas por valorizarem mais o lado negativo do que o positivo. Não foi atoa que o escritor irlandês Oliver Goldsmith disse: “A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.”

4 – Freeza: após se unir com os saiyajins para desbravar territórios e conquistar reinos inteiros, Freeza descobriu que seus parceiros dourados poderiam lhe causar problemas no futuro e resolveu eliminá-los sanguinariamente. Em uma conspiração luciferiana, invadiu os espaços do planeta Vegeta e dizimou completamente a raça, restando apenas aqueles que haviam sido enviados a outras galáxias para desígnios específicos.

O grande imperador queria reunir as esferas do dragão para se tornar imortal. Com muita fúria e impetuosidade, ele partiu com suas tropas para materializar sua meta, matando muita gente inocente e dilacerando vales e bosques que nada tinham a pagar.

Para angústia de Goku e seus amigos, o cavaleiro da raça Arcosiana possuía quatro formas diferentes e a medida em que elas eram alcançadas ele ficava mais forte e poderoso. Entretanto, o ponto mais interessante de todos não foi às esplêndidas mutações de Freeza, nem suas miraculosas técnicas alçadas, mas sim a atitude de Kakarotto frente a uma irônica situação. Permita-me explicar: depois de vencer o vilão com folgas, Goku decidiu não mata-lo, ajudando-o a se levantar após emprestar-lhe um pouco de energia. Confuso, Freeza aceitou a ajuda sem deixar que o ódio de seu coração fosse embora.

Como todo individuo de baixo nível, bastou algumas luas a frente e ele já não se recordava do gesto caridoso de seu concorrente, passando a alimentar um profundo rancor, repulsa e execração por Kakarotto, procurando se vingar do mesmo e recuperar seu brio que fora vastamente ferido no mencionado duelo.

Falando de gestão, o que eu aprendo com essa mensagem? Que em uma negociação, o mais importante não é o fechamento da venda e sim como ela é construída. Para inferir melhor, tente ponderar assim: se eu trato o meu cliente como um simples comprador, eu não faço nada além da minha obrigação e por ilação, minha empresa é igualzinha as demais. No entanto, se eu o trato como um solene participante, eu lhe entrego mais do que ele deseja e merece, o surpreendendo por dar-lhe objetos muito acima da concorrência (excêntricos).

Ora, isso é criatividade. Qualquer consumidor que encontre esse diferencial em sua transitada mercadológica se tornará extremamente fiel a aquele que o proporcionou tal apanágio. Por consequência, invista suas cartas nessa distinta e ufana façanha para que sua organização seja coberta de tais positividades e alacridades.

5 - Majin Boo – criado pelo mago Bibidi através de magia negra pesada, o demônio Boo foi gerado com uma alma recheada de ideias malevolentes e tendenciosas. Mediante seus estrondosos punhos, ele dizimou as imaculadas divindades que resguardavam o universo, os autodenominados Kaioshins, e tomou para si o controle mundial. Porém, sua soberba foi tão grande que ele se voltou contra o próprio escultor, o que culminou em sua prisão em um recipiente que o adormeceria por milhões e milhões de anos.

Em uma sacada rápida e inteligente, o Kaioshin do leste se aproveitou da ausência temporária do demônio (é que o mago pretendia prendê-lo por pouco tempo, para uma breve e remota penalidade) e derrotou Bibidi, restaurando a paz e salvando todos dessa ameaça maligna que assolava o arcaico passado.

Para desespero dos heróis Z, o filho do mago Bibidi, chamado Babidi, resolveu acordar o monstro para honrar o nome de seu pai, morto na guerra contra o referido Kaio do leste. Desta vez, as coisas estavam piores, Babidi era mais astuto que seu pai, estava sob proteção de Dabura - um anjo do inferno - e pior ainda: Majin Boo parecia estar mais infalível e ominoso do que nunca.

A principal habilidade de Majin Boo consistia em se restaurar infinitamente mesmo tendo todo o corpo detonado, se recuperando completamente depois de ataques devastadores. Como se não bastasse essa capacidade, ele contava também com uma fusão estratégica, onde “abocanhava” os adversários e absorvia integralmente suas inclinações.

Seu molde final, representado por um garoto - Kid Boo – é uma personalidade insensível e destruidora. Goku, usando uma enorme Genki Dama conseguiu batê-lo, no entanto, ele fez muitas vítimas antes de expirar pelos ares.

Pegando um gancho na competência mais destacada de Boo, afirmo com convicção que um bom administrador é o que detém a inteligência emocional, suportando as pressões internas e externas na incansável busca por seus elevados ideais.

Sem essa sólida resiliência é inconcebível conquistar algo, haja vista que grandes empreendedores são treinados para filtrar emoções e extirpá-las, como meras borboletas no jardim. Logo, as pancadas precisam ser transfiguradas em apropriações para que seu espírito seja um ceifador tático de sentimentos onde tudo seja convertido em paz, serenidade e utilidade.

6 – Li ShenLong – em Dragon Ball, sempre que as pessoas inocentes eram mortas pelas forças do mal, Goku reunia as esferas do dragão, invocava o deus Shenlong e pedia que todas fossem ressuscitadas. Isso parecia o certo a se fazer já que essas criaturas haviam perdido suas vidas injustamente. Contudo, essa transcendental atitude custou um alto preço. Em Dragon Ball GT, essas esferas que tanto ajudaram Kakarotto passaram por uma estranha transfiguração, tornando-se negras e revelando 7 Shenlong’s trevosos que pelejaram vorazmente contra o Saiyajin mais famoso do cosmos.

Goku atacou e venceu cinco dos sete dragões existentes (só não venceu seis porque o dragão de quatro estrelas virou aliado dele), todavia ao confrontar o de uma estrela as nuvens começaram a escurecer, mostrando que não se tratava de um inimigo qualquer. Não obstante, com a ascensão do Super Saiyajin Quatro a aberração nada pôde fazer, provando merecidamente o venenoso cálice contido na taça do Kamehameha aumentado dez vezes lançado por Kakarotto.

Conquanto, Li ShenLong engoliu as outras estrelas da orbe, evoluindo para Omega Shenron, ser que inacreditavelmente superou as forças do Super Saiyajin quatro - para horror de Goku -.Nesse lúgubre momento, Vegeta entrou na arena e com ajuda de uma avançada máquina criada por Bulma (sua esposa) fez a transformação que somente o herói lendário tinha conseguido realizar, a do Super Saiyajin Quatro. Com um plano brilhante na cabeça, o príncipe sugeriu que ele e Kakarotto fizessem a fusão, pois apenas ela era capaz de deter o invencível monstro.

Assim, eles conectaram-se e desse laço emergiu o maior dos maiores: o imbatível Gogeta Super Saiyajin Quatro. Com essa titânica coligação, Omega foi facilmente controlado, entretanto, como a união era poderosíssima, ela tinha uma duração pífia - míseros 10 minutos. Em outras palavras, o novo soldado ficou tão orgulhoso de sua supremacia que resolveu “brincar” com o oponente, o que culminou na expiração do tempo e na volta de seus estados iniciais (para felicidade una de Omega Shenron).

Então, um grande problema tinha surgido: sem energias para realizarem uma nova fusão, Goku e Vegeta ficaram completamente desesperados. Como em toda a trama, Kakarotto apelou para a radiante Genki Dama, desta vez em proporções interplanetárias, isto é, com contribuição macro de TODOS os seres da galáxia. Com essa colossal energia, Goku finalmente destruiu Omega Shenron e salvou a Terra de suas pestilentas e desprezíveis ambições.

Transportando essa parte do desenho para o mercado, lhe faço um desafio: quantos “NÃOS” você é capaz de resistir para manter seus planos de pé? O quanto você é apto para renegar o ego e seguir em frente? Veja o exemplo de Vegeta e Kakarotto e aprenda a se sacrificar por substâncias mais enobrecidas, fazendo de seu propósito existencial um núcleo de total compromisso com a excelência.

Confie em minhas letras: existe algo diferente dentro do espírito daqueles que toleraram grandes frustrações sem perder a esperança. As fatídicas vivências dos grandes vencedores nos provam isso. Portanto, busque essa singularidade e seja como os Saiyajins, habilitado para superar o insuperável e instruído para desvendar o indesvendável.

7 - Kuririn – herdeiro dos ensinamentos de um templo shaolin, o careca e baixinho mais simpático do anime passou a treinar com o Mestre Kame aos treze anos de idade. Seu companheiro de lutas era ninguém menos do que Son Goku – protagonista da série –. Juntos, aprenderam muitas matérias e movimentos e passaram a frequentar vários torneios de artes marciais para testarem suas habilidades e encontrarem novos oponentes.

Infelizmente, a vida de Kuririn não foi um límpido mar de rosas e em uma luta contra o endiabrado Freeza, ele foi brutalmente assassinado na frente dos seus aliados, o que causou uma fúria enorme em Kakarotto, que imediatamente despertou sua ira Saiyajin para vingar/justificar seu amigo. Neste dia, o desafeto do pequenino sofreu uma derrota humilhante, tão demasiadamente grande que o fez se arrepender amargamente do seu alusivo e cruel ato.

Certamente, apanhando todos os episódios da franquia e observando carinhosamente as participações de Kuririn, percebo que ele representou muito mais do que simples gladiador, ele foi um símbolo de amizade e cumplicidade para todos. E depois de muitas guerras, sangue e lágrimas, decidiu se aposentar e se casar, como um homem honrado, dando total prioridade a sua família e deixando de lado para sempre a personalidade agressiva que outrora fazia parte de sua leonina e inquieta alma.

Olhando argutamente esse fabuloso quadro e o alinhando a administração digo que muitos empresários bem sucedidos fracassam piamente naquilo que mais deveriam prosperar: na santa e puríssima atmosfera familiar. Concorde comigo: quantos empreendedores desfazem seus casamentos por trabalharem além do que deveriam? Quantos workaholics deixam de ver seus filhos por semanas, meses e até anos para se encherem de “bufunfa” e “condecorações”? Quantos gênios da barganha corporativa não dão valor ás reuniões familiares: aos tios, sobrinhos, primos, cunhados e avós? Quantos renomados vencedores sabem vender tudo, menos o seu afeto e doçura a aqueles que pertencem ao mesmo ninho?

Pois bem, você poderá ter uma mansão gigantesca, automóveis de cegar os vizinhos, cargos invejáveis, títulos inestimáveis e glórias estampáveis, porém nada disso será reconfortante se inexistirem pessoas para comemorar (sinceramente) ao seu lado. Saiba: os objetos conquistados serão duradouramente passageiros, mas as suas alianças com outros seres humanos serão infinitamente eternas. Assimile isso!

8 - Mr. Satan: como um reles ser humano banal, Satan não possuía as mesmas qualidades dos seus parceiros. Deste modo, ele passou o desenho todo fingindo ser aquilo que nunca foi, ou seja, o lutador mais completo do espaço. O grande divertimento desse estrambólico evento foi que a mídia (dissimulada e categoricamente parcial) comprou essa ideia e fez com que ele fosse propagado como um exímio vencedor (quando na verdade era exatamente o contrário).

Exemplo: depois que Gohan derrotou Cell, os veículos de comunicação deram todo o crédito da vitória para ele, o que o fez ganhar fama e muita popularidade com as pessoas. Esperto e absolutamente treinado, Mr. Satan passou a frequentar os torneios de artes marciais para manter/otimizar suas glórias com o supracitado público.

Como conseguimos facilmente perceber, ele era um ator herege, demagogo e como tal se especializou em enganar os outros. Obviamente, os programas televisivos o ajudaram, pois construíram uma verdade em cima de uma mentira. Ceifando essas variáveis para as inexprimíveis linhas da administração, afirmo concludentemente que existem muitos charlatães andando por aí, travestidos de excelsos profissionais.

Na real, esses perjuros da idoneidade não passam de babacas marketeiros que possuem uma essência fétida e tipicamente indigna. Em razão disso, os administradores de ponta devem ser integralmente sinceros consigo mesmos, de sorte a serem guiados pelos seus propósitos e não pelos seus interesses. Usando letras diferentes, um indivíduo precisa conseguir fomentar movimentos que refletem tudo aquilo que ele pensa e crê, extirpando qualquer resquício de hipocrisia e fantasia que possa vir a existir para que sua carreira seja consistente e inquebrável. Portanto, ponha isso em prática e desfrute das airosas realidades e não das asquerosas ilusões.

9 – Gohan – filho de Kakarotto, o moleque dos “tesouros escondidos” recebeu muita pressão no início de suas atividades ao lado do pai: foi questionado, humilhado, pisoteado e desonrado, tudo para aflorar seus dons que estavam em um estado de hibernação. Em outros termos, Gohan não conseguia revelar suas miraculosas atribuições e vivia sendo presa fácil para os predadores que não hesitavam em o engolir. Sendo mais incisivo, ele somente evidenciava suas potencialidades quando ficava nervoso e estressado. O problema era que nenhum dos adversários iria esperar que ele se irritasse para posteriormente confrontá-lo (como 2+2 são quatro, certo?).

Sabendo disto, Goku passou a estimulá-lo, buscando fortalecê-lo por intermédio de treinamentos rigorosos e de conversas tipicamente motivadoras.

O que mais me impactou no meio desse lúdico arraial foi a amizade que ele criou com o chamado “senhor Piccolo”, sendo este um laço excepcionalmente nobre que perdurou ate o fim da trama. Piccolo foi, junto com Kakarotto, o principal responsável por expulsar seus atributos dormentes, tendo em vista que sua tutoria agressivamente disciplinadora e titanicamente centralizadora funcionou muito bem no decorrer dos aprimoramentos de Gohan.

Em um dos acontecimentos mais tristes de Dragon Ball, o inseguro guri viu seu general se sacrificar em prol de seus entes queridos, em uma cabal demonstração de companheirismo e abnegação. Sem dúvida nenhuma, esse ato influenciou fortemente o pupilo de mechas douradas, que passou a ser um expoente mais corajoso, perseverante, tolerante e focado depois de contemplar tamanha servidão.

No painel dos negócios, essa edificação de Toriyama nos ensina uma lição preciosíssima, a conhecer: o peso de um amigo leal na vida de uma pessoa. Desgraçadamente, estamos em uma época onde a maioria dos seres humanos perdeu a confiança no semelhante - de certo modo, com profunda razão -, mas devemos compreender que algumas pessoas merecem a nossa confiança e podem sim, positivar a nossa existência.

Aceite: a relação entre você e os stakeholders precisa ser profissional e ética, todavia isso não quer dizer que você não possa estabelecer um contato mais próximo com essas pessoas. E isso vale para tudo na vida, até porque, um homem isolado/solitário não chegará a lugares muito elevados, visto que não conheceu a maior de todas as artes sociais: a interação pura, ou melhor, sem interesses envolvidos.

10 - Goku: com um carisma e um bom humor acima da média, Kakarotto vivia cercado de gente do bem. Não duvide: suas vantagens de combatente jamais superaram sua alegria de viver.

O grande protagonista do anime sempre dava um jeito de resolver as situações adversas - encontrando soluções inteligentes para sanar os problemas vislumbrados. Pode parecer algo simples e desimportante, contudo a forma como Goku tratava as coisas fazia toda a diferença em sua inexorável existência. Como fã da série e crítico ferrenho de numerosos episódios, posso registrar com plena convicção que nunca vi Kakarotto agindo com pessimismo, pelo contrário, ele enxergava as adversidades como valiosas e raríssimas oportunidades. Decerto, isso só era possível porque ele interpretava tudo sob uma ótica positiva, isto é, com um absoluto e irremediável otimismo.

Logicamente, na administração, onde tudo é muito relativo, volátil e incerto, uma escolha como essa tem um peso fundamental no resultado final, pois líderes verdadeiramente competentes não vivem olhando para o passado ruim que habitaram, eles o enterram e passam a contemplar as fidedignas belezas de suas profissões.

Para um gestor, que vive alimentado por muitas responsabilidades e compromissos, o pensamento é uma insígnia que deve ser gerenciada com total tenacidade e valentia, porquanto nenhum maestro poderá lograr êxito tendo reflexões autossabotantes e boicotadoras. Por conseguinte, importa que Son Goku seja um modelo a ser seguido para que os administradores tratem suas venenosas embromações com definitiva assertividade e contentamento.

O fabuloso conto de Dragon Ball nos mostrou valores e princípios que andam esquecidos por muitos profissionais modernos. Sem sombra de dúvidas, um bom administrador precisa dominar e praticar boa parte dessas honrosas lições, fazendo sua conduta ser recheada de ramificações sábias e prudentes.

Quem não observar essas variáveis perderá tudo na carreira e não achará um sentido que o permita continuar. É como dizia astutamente Machado de Assis: “Grande coisa é haver recebido do céu uma partícula da sabedoria, o dom de achar as relações das coisas, a faculdade de as comparar e o talento de concluir.”

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento