10 dicas para ensinar os filhos a se beneficiarem dos sucessos e fracassos dos pais

Seus filhos podem se beneficiar dos seus sucessos e fracassos, e a forma como você o educa define isso. Confira dez dicas que podem ajudá-lo

Como pais, somos os grandes responsáveis pela formação dos nossos filhos, e a base de educação que tiverem irá refletir em toda a vida deles. Acredito que o homem seja fruto do meio em que vive, como regra. E o meio familiar é o pilar dessa vida. As sementes plantadas hoje gerarão frutos lá na frente. Podem ser ótimos líderes, ativistas, cidadãos, ou até criminosos, dependendo do rumo seguido. É uma responsabilidade e tanto.

Se Deus quiser, entre o final desse ano e o começo do próximo, presenciarei o nascimento da minha filha. As preocupações giram em torno de aquisições para supri-la, quarto, customização, roupinhas, local de parto, nome, padrinhos etc. São em boa parte as minhas também, mas não a principal. O que não sai da minha cabeça é que tipo de educação darei a ela, em que eu irei contribuir com a personalidade e desenvolvimento dela.

Aqui há ótimos artigos falando do dever dos pais para com os filhos. Entre eles, destaco "7 comportamentos dos pais que impedirão seus filhos de se tornarem líderes", publicado pela redação do Administradores.com; e "10 dicas para ensinar seu filho a ser um empreendedor", do coach Marcelo Teixeira. Fora daqui, não poderia deixar de lado a "Entrevista Especial - Como ensinar seu filho a lidar com dinheiro" publicado no blog Mais Dinheiro, gerido pelo respeitadíssimo Gustavo Cerbasi, dentre outros que serão citados ao longo deste artigo.

Aqui vão algumas dicas, baseadas não só nesses artigos, bem como em minha experiência como filho, mas também aproveitando experiências de meus pais e de outros e, independente de religião, reconhecendo aqui a educação que a Bíblia pode passar, contribuindo para o assunto:

1 - Leia desde cedo histórias para os pequeninos

Incentivar o hábito da leitura é fundamental. Fundamental para estudar qualquer assunto, sonhar, relaxar, raciocinar, refletir, aguçar a criatividade, dentre muitas outras vantagens. Mas sem prática não se tem aperfeiçoamento, e com o tempo nem mais a vontade. Desde cedo eles se acostumando com esse ambiente será muito mais fácil de terem essa prática. E, claro, de passar adiante quando tiverem seus filhos.

Com isso, os próprios pais aprendem. Lembro-me de uma familiar que me disse, recentemente, que estava terminando de ler o livro "O pequeno príncipe" com sua filha, uma criança em breve migrando para a adolescência, quando reparou que ambas se emocionaram com o término de leitura. Perto delas, estava a filhinha mais nova, ainda uma bebezinha, sem entender muito, mas já habituada com o ambiente. Reviver a infância também é aprender.

2 - Dê o exemplo

Essa história do "faça o que eu digo, não faça o que eu faço" é uma furada. Até porque, em vários momentos da vida os comportamentos dos filhos são reflexos dos comportamentos dos pais. Nas idades de 3 e 4 anos, os filhos começam a imitar os adultos. Eu, por exemplo, desde a confirmação da gravidez tenho procurado mudar certos hábitos que, imaginando minha filha os praticando, vi que não eram uma boa e iriam prejudicá-la.

Se esperamos, por exemplo, que nossos filhos sejam controlados em todo os sentidos – proativos, éticos, cidadãos –, porque então nos comportarmos deixando as finanças totalmente fora de controle, sendo tímidos, furando fila, tentando passar a perna em pequenas coisas, furtando (como em trocos que foram confundidos), votando num candidato que nem conhece e nunca acompanhou – só porque viu na TV, ou porque terá em troca algum benefício individual? Esperar que sejam atletas, quando nosso esporte é o levantamento de copo e comida?

3 - Ensine a autodisciplina desde cedo

Mais uma vez puxo essa dica do Gustavo Cerbasi, como no item anteior. Ensinar desde cedo a colocar o dinheiro no cofrinho e, mais tarde, dar uma mesada para ensinar que há limites na vida que devem ser respeitados e pensados. Aos poucos mostre, de uma forma mais segura e menos complicada que na vida adulta, como é a realidade e como se portar diante dela.

4 - Freie os comportamentos ruins e incentive os bons

O comportamento é bom? Elogie. Um ato ruim? Repreenda. Simples. Tenha critérios para o elogio, sem distribui-lo aleatoriamente, e não deixe passar os atos ruins. Não seja radical, mas lembre ao filho que ele não se comportou bem. São os pesos e contrapesos. Equilibre puxando de um lado e empurrando do outro.

5 - Compartilhe seus erros

Em determinados momentos, o filho considera o pai e a mãe super heróis. Perfeitos. Mas isso não é bom sempre. Os filhos devem saber, em determinados momentos, que os pais também erram, que são humanos, até para eles (os filhos) aprenderem com seus tutores, e previnirem-se do mesmo equívoco. Isso aproxima e fortalece a amizade familiar.

6 - Simule o campo de batalha aos poucos

Esse item está relacionando com o item 3, mas aqui o foco não é mais a prevenção, e sim a luta. Observe com o tempo quais são as responsabilidades deles. São poucas mas já mostram como se comportam. Se há dificuldade, trabalhe isso. Se há facilidade, incentive-os com mais, pouco a pouco. Atos pequenos não são insignificantes. São pequenos, mas podem crescer. Deixar que se arrisquem um pouquinho mais (como lidar com fim de relacionamentos, quando maiores, levarem uma queda de vez em quando, quando se machuquem pouco ou quase nada), dosar os cuidados (evitando o abandono e a superproteção, para que aprendam a tomar iniciativa e superar dificuldades) fará com que eles fiquem bem mais preparados na vida adulta.

7 - Não confunda disciplina com castigo

Antes de "pagarem" pelo erro e (ou) desobediência deles, explique onde e porque erraram. Discuta como evitar isso no futuro, as consequências. Discipline-os com aprendizado. Eduque-os. O castigo puro e simples é ineficaz. Mostre que o problema é o ato e não a criança. Ela não é má, e sim o comportamento. Ela não é feia, e sim a atitude. E seja educado. Gritar vai fazê-la gritar com os outros quando fizerem algo que ela reprove. Bater, do mesmo jeito. E com o tempo esse comportamento nem vai mais assustá-la. Evite também o público, pois contrangimento e humilhação não costumam educar ninguém.

Para entender melhor essa dica, sugiro lerem o artigo "Dicas para castigar os filhos de forma educativa", da Supernanny.

8 - Ensine os valores da caridade, solidaridade, gratidão.

Vivemos em uma sociedade, e temos que aprender a lidar com ela. Somos todos humanos, e é fundamental ser caridoso, solidario e aprender a agradecer. Até mesmo quando a atitude é egoísta, pasme, a caridade é importante. O mundo gira e o bem que você faz aos outros influencia o comportamento de outras pessoas com você também. Veja abaixo uma carta do Bill Gates falando um pouco sobre o assunto:

9 - Detecte e previna vícios

Eu sou viciado em computador, e procuro me controlar com ajuda da minha esposa. Me lembro um dia em que minha mãe me deixou no computador à vontade, porque tinha visto na televisão que isso poderia fazer com que eu enjoasse do vício e assim aprendesse que ele não é legal. 26 horas depois, tive de sair do computador ao olhar um chinelo na mão dela, nada feliz comigo. A tecnologia foi feita para unir as pessoas, evoluir a sociedade, mas se não tomamos cuidado, ela nos isola, aliena e vicia. Podem nos levar inclusive a ter vários transtornos, e até mesmo adquirir uma depressão.

Para saber mais sobre o assunto, veja o artigo "Como combater o vício na rede?", do blog Educar para Crescer, da editora Abril.

10 - Aprenda com seus filhos

Aprender é tão importante quanto ensinar. Ninguém é igual a ninguém. Cada um tem sua peculiaridade, e seu filho não será diferente. Pelos ambientes que vai frequentar (outras famílias, escola, faculdade, acampamentos, igreja), ele irá adquirir visões diferentes das suas em vários aspectos, aprender o que você não aprendeu, compartilhar o que você nunca ouviu falar, etc. Não perca essa oportunidade. Eu não perderei.

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