10 dicas de como lidar com a inflação no Brasil

Em tempos de recessão, o brasileiro fica perdido e não sabe como lidar com o seu dinheiro. Como finanças pessoais não faz parte da grade curricular das escolas, muitos indivíduos são considerados analfabetos financeiros. Veja algumas dicas dadas pela Economista e Especialista em Controladoria de como enfrentar a crise financeira no Brasil

1-Quando for ao supermercado, procure levar uma lista de compras com os itens necessários; a regra é não comprar nada além do que está na lista, a exceção ocorre para produtos de necessidade básica, em promoção.

2-Não vá ao supermercado com fome, o nosso cérebro emite sinais para que compremos muito mais do que necessitamos.

3-Substitua as compras no cartão de débito ou crédito por dinheiro em espécie, a compra com cartão traz a sensação de se ter mais recurso do que realmente se tem, por isso o ser humano tende a gastar mais quando usa essa modalidade como forma de pagamento. O pagamento em dinheiro permite que tenhamos mais noção de quanto dinheiro estamos desembolsando. Peça sempre desconto, para pagamento à vista, em dinheiro.

4-Procure guardar 10% da sua remuneração líquida mensal, se não for possível, comece com R$ 5,00, R$ 10,00 e coloque esse recurso na poupança.

5-Depois que você já tiver na poupança o equivalente aos seus gastos médios mensais de 4 meses (poupança que poderá ser utilizada em caso de emergência, doença, perda de emprego), procure investir em outros produtos financeiros como título público federal ou previdência privada. Não esqueça que a poupança não o protege da desvalorização monetária, provocada pela inflação.

6-Quando a nossa moeda se desvaloriza em relação ao dólar isso significa que precisamos de mais Reais para comprarmos um dólar. É uma forma de o governo nos dizer: “não quero que você compre produtos importados”. Quando há aumento generalizado dos preços (inflação) o governo quer dizer a população de seu país “não quero que você consuma; consuma menos, poupe mais”.

7- O jeito é sentar-se e analisar as contas. Não conheço ninguém que faça controle de gastos em planilhas, exceto profissionais que já conhecem um pouco de finanças – economistas, administradores e contadores, sendo assim, se você não pertence a nenhuma dessas classes profissionais não recomendo que o faça, provavelmente você desistirá de alimentar o controle em planilha no primeiro mês. Não importa se você usa uma agenda, um rascunho, o calendário, uma folha de papel A4 ou almaço, o importante é que você consiga visualizar claramente para onde está indo o seu dinheiro.

8-Se você conseguir poupar mensalmente um valor que você considere satisfatório, torna-se irrelevante controlar os gastos. Se você deseja poupar mais e/ou reduzir as despesas, controlar os recursos que entram e saem passa a ser essencial.

9-Caso você se revolte com o sistema e se recuse a gastar menos do que ganha, procure alternativas para aumentar a sua renda: Faça bolos, tortas, decoração para festas, pequenos consertos, artesanato; dê uma geral na casa e faça um bazar dos itens que não utiliza mais. Use a sua criatividade e todo o seu potencial para aumentar a renda familiar.

10-Torne o diálogo sobre dinheiro um item essencial em sua casa; o brasileiro ainda tem muito medo de falar de dinheiro porque isso remete à falta dele, mas se não se fala sobre dinheiro, não é possível guardá-lo e fazê-lo realizar seus projetos de vida. Torne a conversa sobre finanças um hábito em sua vida e não uma tortura.

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