Ministro japonês afirma que idosos devem "morrer logo" para poupar gastos do governo

Taro Aso, que não esbanja tanta juventude com seus 72 anos, disse que não irá precisar de cuidados médicos quando estiver perto de falecer; "vou morrer rapidamente", afirma

Redação, Administradores.com,
Flickr/World Economic Forum

O Japão é um dos países com a população mais velha do mundo - cerca de 128 milhões de pessoas já passaram dos 60 anos. Nos próximos 50 anos, a expectativa é que 40% dos japoneses sejam idosos. Mas o ministro das Finanças do país, Taro Aso, escolheu uma forma inusitada e nada sensível para lidar com esse fenômeno social.

Em uma reunião do Conselho Nacional de Reformas da Segurança Social, Aso declarou que o governo deve permitir ao idoso "apressar-se e morrer". "Deus nos livre se você é forçado a viver quando você quer morrer. Você não pode dormir bem quando pensa que está tudo pago pelo governo", disse. Aso também se referiu a alguns idosos como "povo tubo", já que precisam de uma sonda para se alimentarem.

Agora ao contexto: no Japão, os idosos têm direito a cuidados médicos através de um plano conhecido como "fim de vida", para garantir o seu sustento e apoio médico até o dia de sua morte. Com uma vasta parcela da população idosa e longeva - a expectativa de vida no Japão é de 83 anos em média, a maior do mundo - não é de se espantar que a seguridade social seja um problema sério por lá. Além disso, a cultura do país sempre lidou com a morte de uma maneira diferente da ocidental, o que nem sempre foi bem aceito pelas culturas cristãs.

Um dia depois da reunião, Aso tentou amaciar suas declarações e afirmou que se tratavam apenas de opiniões pessoais, e não que o sistema médico deveria facilitar a morte dos idosos.

Taro Aso, que ocupa o cargo há menos de um mês, é neto de Shigeru Yoshida, primeiro-ministro que foi um dos responsáveis pela reconstrução do país no pós-guerra. Não é a primeira vez que ele se envolve em polêmicas por suas declarações: o seu portfolio inclui até provocações a outras etnias. Com 72 anos nas costas, o ministro afirmou que não irá precisar desse tipo de atendimento, e que iria "morrer rapidamente"… Seppuku?

Com informações do G1

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Tags: idosos japão morte seguridade social