As vendas de automóveis na Europa em maio caíram para o nível mais baixo em duas décadas, corroendo as esperanças de montadoras de veículos sobre uma recuperação do mercado neste ano. Somando quase metade das vendas da região, Alemanha, França e Itália reportaram quedas que se aproximaram ou chegaram a dois dígitos. Os emplacamentos nas 27 nações da União Europeia tiveram queda de 5,9 por cento sobre um ano antes, para 1,04 milhão de carros. Este foi o menor nível desde maio de 1993, quando as vendas caíram para abaixo do patamar de 1 milhão de unidades, afirmou a Associação de Montadoras Europeias, nesta terça-feira. Em abril, a venda de carros novos havia subido pela primeira vez em 19 meses na região, apesar de ajudada por resultados excepcionais ligados ao feriado da Páscoa. Depois de sofrer a maior baixa em 17 anos no acumulado de 2012, a demanda europeia deve se contrair ainda mais este ano, fazendo as montadoras de grande volume de veículos sofrerem com o excesso de capacidade, de um lado, e com o corte nos preços, de outro. De janeiro a maio, as vendas na União Europeia recuaram 6,8 por cento, para 5,07 milhões de veículos. O mercado alemão, que resistiu por muito tempo à crise do ano passado, caiu 8,8 por cento até agora. As vendas na França e na Itália, que diminuíram 11,9 e 11,3 por cento, respectivamente, foram afetadas pelo desemprego e por medidas de austeridade que frearam o consumo. A Grã-Bretanha, por outro lado, permanece com resultados positivos. O segundo maior mercado de veículos da Europa reportou crescimento de 11 por cento em maio. Entre as montadoras, a francesa Peugeot foi quem apresentou os piores resultados no mês, com queda de 13,2 por cento nas vendas. A empresa foi seguida pela GM, com recuo de 11,3 por cento. A Volkswagen, maior montadora da Europa, teve queda de apenas 2,8 por cento em maio.