O crescimento do varejo no Brasil e a importância de estratégias de localização são assuntos de extrema relevância quando se trata de comportamento de consumo. O papel da intuição na tomada de decisão da localização do varejo ainda é uma questão importante, mas também novos métodos e tecnologias devem ser levados em consideração, incluindo redes e Sistemas de Informação Geográfica (SIG) que incidem sobre as práticas de localização. Os novos métodos ajudam no planejamento de localização, ou seja, o uso de dados e informações são necessários. Um elemento significativo destes dados e informações, é o geográfico. O varejo do Brasil tem sido caracterizado pelo aumento da competição em determinados setores nos últimos anos. Combinado com a política governamental que busca desencorajar o desenvolvimento de lojas de varejo devido ao aumentos dos impostos e as ameaças colocadas por compras através da internet, fizeram com que um número de varejistas reconhecessem a importância de práticas de planejamento de localização. Houve um aumento significativo de dados disponíveis que apoiam os tomadores de decisão. Dados que são recolhidos através de tecnologias de digitalização como o ponto eletrônico de venda e por meio de transações de cartões de fidelização. Também estão disponíveis bases de dados comerciais que contém informações detalhadas sobre os hábitos e os locais dos clientes, assim como seu estilo de vida. É preciso saber transformar estes dados em informações e significados, que revertam efetivamente em vendas. Neste contexto, tem-se argumentado que cerca de 90% de todas as fontes comerciais de dados são de natureza geográfica. O reconhecimento da dimensão geográfica resulta no mapeamento das redes de armazenamento e distribuição dos clientes, fatores fundamentais no planejamento da localização do varejo. Mas um dos principais determinantes da utilização de informações geográficas é a presença de tecnologias adequadas. Há evidências de que os SIG (Sistema de Informação Geográfica) é fundamental serem implantados no âmbito dos serviços de planejamento de localização. No entanto, o uso de dados geográficos ainda precisa ser melhorado em vários aspectos incluindo: tempo para gastar estudando dados e o aumento da utilização dos dados do cliente. Ariana Kitzberger Lenz é mestre em Administração, especialista em Vendas, Publicidade e Propaganda. Ela também possui graduação em Administração em Marketing, é gestora de Marketing e professora da Católica de Santa Catarina.