29 de agosto de 2009, às 13h42min
Empresas de pagamento online miram pequenos e informais
Oi Paggo e Spring Wireless estão focando suas estratégias nas micro e pequenas empresas e nos excluídos do sistema financeiro
“Queremos entrar nos estabelecimentos que não trabalham com os cartões de crédito ou por serem pequenos ou por acharem os custos do cartão e das máquinas muito alto”, disse o diretor geral da Oi Paggo, Roberto Rittes, durante sua apresentação na palestra “Impacto da Convergência Tecnológica sobre os Meios de Pagamento”, durante a 5ª edição do Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor – C4 2009, o maior evento latino-americano na área de cartões de crédito e crédito direto ao consumidor.
Atualmente a empresa já atua em 21 praças e em 400 bairros definidos. Segundo Rittes, a ferramenta de mobile payment conta hoje com 72 mil estabelecimentos credenciados e 350 mil clientes aprovados. O objetivo é fazer da Oi Paggo a principal plataforma de m-payments no Brasil.
A vantagem para o lojista é que a taxa de administração é menor do que as de outras bandeiras de cartão. Outro atrativo é que não há custo com aluguel do terminal de pagamento, como nos cartões tradicionais. Para o usuário, a vantagem é o controle de gastos, isenção de anuidade e a possibilidade de colocar créditos no celular a partir de R$ 1. Ao invés de anuidade, a Oi cobra uma taxa de R$ 2,99 nos meses em que o serviço é utilizado. Para pagar com o Oi Paggo, basta informar o número do telefone para o lojista e aguardar uma mensagem de texto. A transação é autorizada mediante envio de senha pessoal.
“Para as classes de alto poder aquisitivo a principal vantagem é poder pagar remotamente. Um filho no shopping pode dar o celular da mãe, que do seu trabalho autoriza a compra. Já para as classes menos abastadas há a possibilidade de recarga imediata do celular, além de acesso a lojistas do bairro que não aceitam cartões de crédito”.
Spring Wireless
Outra empresa que está vendo oportunidade no mundo dos informais e dos pequenos negócios é a Spring Wireless, que produz softwares para que os aplicativos corporativos sejam acessados de computadores de mão e telefones celulares.
“Podemos bancarizar os públicos de baixa renda pelo celular, já que grande parte possui esses aparelhos", diz. A experiência da Spring está sendo feita com dois bancos, um na Venezuela e outro na Colômbia. “Conseguimos reduzir o custo de uma conta ativa em 70% utilizando a mobilidade”.
Segundo ele, 20% dos bancos na Índia terão nos próximos anos mais clientes móveis do que os tradicionais clientes de agência física. “Vemos possibilidades dos pagamentos por celular para as transações entre clientes e fornecedores (B2B) e até mesmo a utilização dos correspondentes bancários para funcionarem como agências de retirada de dinheiro imediato usando apenas um celular”.
Fonte: http://www.agenciasebrae.com.br/noticia.kmf?noticia=8834102&canal=210
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